O Amor de um Lican - Capítulo 761
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761: O GUERREIRO SOMBRA 761: O GUERREIRO SOMBRA As sombras eram como as de qualquer outra criatura viva, esvoaçando atrás do homem e quando ele revelou o rosto, os olhos verdes-limão de Serefina endureceram de surpresa.
Ela o tinha visto uma vez, mas jamais esqueceria aquele homem! Não havia como ela esquecer o rosto do guerreiro sombrio, que a tinha matado!
“Você!” Essa única palavra soou como uma maldição. “Você deveria estar morto!”
O guerreiro sombrio sorriu com escárnio. “Assim como você,” disse ele com veneno na ponta da língua. Se ele pudesse matar Serefina com o olhar, então a bruxa já estaria morta.
Serefina desviou o olhar e examinou os arredores, procurando por outra criatura dentro dessa sala.
“Não precisa procurar mais ninguém, só eu estou nesta sala,” falou o guerreiro sombrio, debochadamente.
Serefina não acreditou nele de imediato, ela tentou encontrar algo, mas, assim como o guerreiro sombrio disse, não havia ninguém na sala além dos dois.
Apenas após ter certeza disso, ela voltou sua atenção ao homem à sua frente. “Como assim? Alguém te trouxe de volta?”
Na verdade, Serefina não tinha certeza se esse guerreiro sombrio estava morto ou não, mas diziam que a batalha entre o guerreiro sombrio e os Licantropos naquele dia tinha eliminado toda a espécie deles. Bem, Aeon era uma exceção…
“Me trouxe de volta?” O guerreiro sombrio olhou para a bruxa à sua frente com desprezo. “Eu nunca morri para começar.” E então ele adicionou, inclinando a cabeça com curiosidade. “Mas, tenho certeza de que eu tinha matado você naquele dia.”
Ninguém sabia que ela tinha sido morta naquele dia e foi revivida pela deusa da lua, exceto Raine, porque ocorreu bem diante dos olhos dela, quanto a Kace… Selene optou por apagar sua memória sobre o incidente naquela época.
“E então?” Os olhos de Serefina se aguçaram enquanto ela o encarava. “O que você quer? Me matar novamente?” ela zombou. “Não fique muito orgulhoso de si mesmo, você só conseguiu chegar a mim porque me pegou desprevenida.”
O guerreiro sombrio zombou e balançou a cabeça. “Eu não tenho pressa em matar você. Há algumas pessoas na minha lista e você nem mesmo é minha maior prioridade.”
Serefina sabia, sobre quem ele estava falando, mas precisava ter certeza de que havia acertado. “E a respeito do anjo da guarda, a quem você clama ser sua parceira? Ela ainda está viva também?”
Ao ouvir isso, o guerreiro sombrio soltou um rosnado baixo de aviso, e essa reação respondeu à pergunta não pronunciada de Serefina. Ele estava realmente atrás dos Donovans. Jedrek para ser exato, já que foi ele quem deu a ordem para destruir sua vila e erradicar dois tipos de criaturas, quase ao mesmo tempo.
“Por quê? Ela está morta? Você não a protegeu bem?” Serefina o provocou. “Ah, desculpe, acho que você falhou nisso, certo?”
Logo após essas palavras saírem dos lábios de Serefina, as sombras se moveram muito rápido, deslizando pelo chão e dispararam no ar no segundo seguinte, mirando na bruxa.
Serefina não se moveu nem um centímetro, mas quando a sombra a engoliu, a envolvendo como um cobertor escuro e espesso, no próximo segundo, de dentro dela surgiu uma luz tão brilhante quanto o sol e chamas azuis que consumiram as trevas.
O fogo azul inflamou ao redor do corpo de Serefina e quando ela se livrou dos tentáculos sombrios, as chamas também desapareceram.
No entanto, ela ficou sozinha dentro desta câmara, encarando uma cadeira vazia ao pé da cama.
Porém, a bruxa não teve tempo para pensar para onde o guerreiro das sombras tinha ido, quando ouviu um rosnado agudo e feroz vindo da direção onde ela deixou Theo e Warlock.
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“O que você está fazendo aqui?” Kyle se aproximou de Warlock e Theo, ao lado dele estava Rowan, que parecia muito entediado por estar lá.
“Viemos acompanhar a bruxa para quebrar os feitiços que envolvem este lugar,” Theo lhes respondeu preguiçosamente, ele encostou seu corpo alto na parede atrás dele e olhou na direção para onde Serefina tinha ido. Se ela ainda não aparecesse nos próximos cinco minutos, então ele mesmo iria verificar.
“O que vocês dois estão fazendo aqui?” Warlock perguntou em troca. “Vocês não deveriam estar na cidade para manter tudo seguro depois do ataque?”
“Eaton e Sebastian estão cuidando disso,” Kyle respondeu.
“Eaton nos disse para voltarmos ao castelo, eles podem lidar com a bagunça por lá tranquilo.” Kyle lhes disse. “Voltem aos seus postos, nós cuidaremos da bruxa aqui.”
Warlock balançou a cabeça. “Está bem, nós sairemos depois que a bruxa voltar,” ele disse.
“Acho que devemos verificar como ela está. Ela já demorou muito.” Theo estava prestes a avançar quando Kyle agarrou seu ombro.
“Não precisa,” disse ele, severamente. “O irmão do rei precisa de você no castelo principal. Vocês dois devem ir para lá,” ele acrescentou.
“Não recebemos uma ordem dessas.” Warlock sentiu que havia algo errado.
Theo e Kyle de fato se conheciam há muito tempo, mas suas interações sempre foram limitadas a colegas generais e agora ele estava desconfiado da forma como Kyle estava forçando-o a partir.
“Nós cuidaremos do problema aqui,” Rowan entrou na conversa, ele pegou o ombro de Warlock, mas ele desviou agilmente e se aproximou de Theo.
“Qual é? Quem mandou vocês virem para cá?” Warlock estreitou os olhos perigosamente. Ele sentiu que havia algo errado com os dois. “Não foi uma ordem do Alfa, certo?”
“Cuidado!!!” Theo gritou e empurrou Warlock até seu corpo bater na parede atrás dele.
Warlock, que não estava ciente do que estava acontecendo, arregalou os olhos para Theo questionadoramente ao ser empurrado para o lado, mas ele não teve chance de perguntar já que logo sentiu algo afiado perfurando seu peito e pressionando seu corpo contra a parede.