O Amor de um Lican - Capítulo 75
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75: OUTRO SONHO 75: OUTRO SONHO Estava escuro, tão escuro que ela não conseguia ver as próprias mãos e tão silencioso que ela não conseguia ouvir nada a ponto de poder ouvir as próprias batidas do coração em seus ouvidos.
Raine se agachou, abraçando os joelhos enquanto tentava ouvir qualquer som ao redor. Enquanto o medo se insinuava, um vento frio circulava como uma serpente perversa deslizando ao redor de seu corpo.
Ela não sabia onde estava ou como tinha chegado ali, deveria estar com Torak dentro de seu quarto, dormindo sossegada em seu abraço, segura.
Mas, por que ela estava lá? E onde estava Torak?
Raine sentia as pontas dos dedos congeladas enquanto tinha dificuldade para respirar. Ela estava com medo.
“Torak…” Ela sussurrou o nome dele fraquinho, como se fosse um encanto para mantê-la segura. “Torak…”
Seu corpo tremia enquanto ela sentia a escuridão se adensar, se isso fosse possível. Por um momento de desespero e sem saber o que fazer para sair dessa situação, de repente alguém acariciou seu cabelo, do mesmo jeito que Torak sempre fazia.
Entretanto, não era ele! De alguma forma era diferente, não havia aquela sensação de formigamento que a tocava quando era Torak tocar nela.
Mas, de alguma forma seu corpo se recusava a rejeitar aquele carinho, se é que ela ansiava por isso.
Raine ofegou surpresa quando lábios de alguém tocaram sua nuca, depositando beijos leves como borboletas ao longo de seu pescoço e descendo até seus colo.
Sua respiração se encurtava enquanto ela apreciava os beijos e o toque, no meio de todas essas sensações Raine ouviu a voz áspera de seu beijador, rouca e calosa. “Minha.”
Ela já tinha ouvido essa voz antes, mas não conseguia se lembrar quando ou onde?
De repente os olhos de Raine se abriram e lá estava ela, de volta ao familiar quarto dela e de Torak.
Após acordar de um sonho estranho, Raine olhou fixamente para o teto enquanto os cristais do lustre refletiam raios do sol, que entravam pela cortina ligeiramente aberta, eles cintilavam lindamente.
Mas sua mente voltava ao sonho, ainda sem conseguir processar o que era aquele sonho, mas era a segunda vez que sonhava com aquele homem, com quem ela nunca tinha se encontrado, de uma maneira tão íntima.
Seu coração ainda batia descontroladamente enquanto a sensação dos lábios dele ainda permanecia em seu pescoço. Ela estava chocada, para dizer o mínimo.
Como ela poderia sonhar com outro homem enquanto dormia ao lado do seu parceiro?
Certo, Raine deveria admitir que o termo “parceira” soava estranho aos seus ouvidos, mas ela não conseguia encontrar uma maneira de descrever o relacionamento entre ela e Torak.
Coisas de “namorado e namorada” não combinavam com a personalidade de Torak, soava infantil enquanto Torak era um famoso CEO no mundo humano e o infame Alfa Supremo dos Licantropos no reino sobrenatural.
Raine sentia-se segura com ele, ela gostava dele, se ainda não era amor, mas ela tinha certeza de que o amaria. Era apenas uma questão de tempo.
Contudo, como ela poderia sonhar com outro homem?
Raine se sentia horrível, como se estivesse traindo Torak pelas costas…
O relógio pendurado do outro lado do quarto informava que ainda era cedo de manhã, mas quando Raine olhou para o espaço ao seu lado, estava vazio. Torak não estava lá e o lado dele estava frio em sua palma.
Não havia nada de estranho nisso, já que Torak sempre acordava muito cedo, provavelmente já estava em sua sala de estudos ou em seu escritório.
Raine enrolou seu corpo com o cobertor e enterrou seu rosto no travesseiro dele, inalando o cheiro de Torak. Ela não queria adormecer novamente, com medo de que o mesmo sonho voltasse.
Portanto, ela se libertou do cobertor e saiu da cama, no entanto, no momento em que estava prestes a se levantar, o mundo começou a girar ao seu redor, forçando-a a cair de joelhos.
O que aconteceu?
Raine tocou sua cabeça latejante como se fosse se partir em duas, a tontura ainda não havia passado, e piorou enquanto sua visão ficava embaçada.
“Torak…” Ela chamou o nome dele antes de outra escuridão a consumir.