O Amor de um Lican - Capítulo 740
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740: VOCÊ NUNCA SABE 740: VOCÊ NUNCA SABE Mas você nunca vai saber a menos que caminhe em meus sapatos.
Pois todo mundo vê o que quer ver, é mais fácil me julgar do que acreditar.
Você Nunca Sabe –Blackpink-
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Na verdade, Jedrek não precisava vir encontrar-se com ela pessoalmente, mas ele não queria se esconder. Qual o sentido de se esconder se eles acabariam se encontrando eventualmente? Serefina ficaria no castelo a partir de agora e não havia como evitá-la para sempre.
Portanto, ele escolheu confrontá-lo. Pelo menos, ele tinha sua parceira agora…
Jedrek sorriu para Lilac, mas seus olhos estavam opacos. Ele não estava em sã consciência para apreciar a faísca entre eles quando ele segurava a mão dela ou a maneira como ela sorria de volta para ele suavemente.
Pois no momento em que ele ordenou que abrissem os portões, ele viu a única mulher que sentira falta por tanto tempo. Ela estava lá, ao alcance de seu braço.
Jedrek poderia caminhar em direção a ela e tocá-la da maneira que quisesse. Ele poderia caminhar em direção a ela e puxá-la para seus braços, abraçá-la apertado como havia sonhado por esses séculos passados.
Seu coração o traiu. O laço de companheiro entre ele e Lilac não era forte o suficiente para superar seu desejo por Serefina.
Jedrek segurou a mão de Lilac ainda mais forte enquanto Serefina entrava no castelo e Lilac apertou de volta sua mão.
Ela estava ainda a mesma desde a última vez que Jedrek a viu. A mesma aura de autoconfiança e arrogância que a cercava, duas das muitas coisas que Jedrek amava nela.
Os olhos de Jedrek fixaram-se em Serefina. Todos os seus sentidos lhe falavam sobre a proximidade deles, lembrando-o de que isso era o que ele queria… séculos atrás…
Mas, agora…
“Seja bem-vinda de volta,” Jedrek cumprimentou Serefina formalmente, o que soou estranho, até para o próprio ouvido.
“Feliz em estar de volta,” Serefina disse, ela então dirigiu sua atenção para Lilac. “Você deve ser a companheira do rei. O anjo da guarda.”
Serefina ficou surpresa por conseguir manter sua própria voz estável, apesar da tempestade interna que se formava em seu coração.
“Prazer em vê-la,” Lilac falou, o mais alegre que pôde, e deu à bruxa um sorriso que esperava ser sincero o suficiente. “Eu sou Lilac.”
Serefina retribuiu o sorriso de Lilac e o anjo da guarda pensou que tudo ficaria bem entre ela e a bruxa, até Serefina falar novamente.
“Tenho certeza de que você sabe quem eu sou,” ela disse secamente e essa única declaração conseguiu apagar completamente o sorriso do rosto de Lilac.
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Serefina estava sentada no chão, ao lado de seu quarto enquanto encostava suas costas na parede, batendo a parte de trás de sua cabeça contra ela.
O que aconteceu nos últimos trinta minutos foi a pior experiência pela qual ela já havia passado na vida inteira.
Serefina não pretendia ser hostil em relação a Lilac. Ela havia pensado nisso vezes sem conta de que ela não seria má com a parceira de Jedrek. No entanto, ela não pôde evitar.
Sua raiva chegou à garganta e seus olhos arderam no momento que ela observou a maneira como eles seguravam suas mãos.
A voz em sua cabeça lhe dizia, repetidamente as mesmas palavras patéticas.
‘Deveria ser ela quem estaria ao lado de Jedrek. Deveria ser ela quem estaria ao lado de Jedrek.’
Quanto mais pensava sobre isso, mais irritada ela ficava e o sentimento não ajudava em nada quando sua língua escolheu o sarcasmo como uma maneira de falar com Lilac.
Ótimo!
Tudo simplesmente saiu de controle.
Bom começo, Serefina. Ela pensou amargamente.
Afinal, ser uma pessoa odiosa era a própria maneira dela de se proteger. Assim, ninguém seria capaz de ver sua vulnerabilidade. Ela se preparou por muito tempo desde que soube que este dia chegaria, mas todos aqueles dias e noites de esforços, onde ela teve que esconder suas lágrimas e seus sentimentos, foram por água abaixo no momento que ela encontrou Jedrek em carne e osso.
Infelizmente, quando Serefina queria ficar sozinha, alguém bateu em sua porta
De início, ela escolheu ignorá-la e deixar que percebessem que era um momento terrível para perturbá-la, ainda mais que ela havia dito que não queria ter visitas, no entanto parecia que ninguém escutava suas palavras. A pessoa não se foi e as batidas contínuas na porta a irritavam.
No fim das contas, Serefina se levantou relutante e marchou em direção à porta. Ela a abriu abruptamente para deixar quem quer que estivesse lá saber o quanto ela estava chateada.
A bruxa estava prestes a rosnar quando viu a última pessoa que esperava encontrar agora.
“Posso entrar?” Lilac perguntou educadamente.
“Não,” Serefina respondeu secamente.
Entretanto, apesar da rejeição, Lilac ainda assim entrou no quarto. O anjo da guarda encontrou um único sofá no canto do quarto e sentou-se lá.
“Lembro que disse ‘não’ quando você me perguntou se podia entrar no meu quarto ou não.” Serefina estreitou os olhos e optou por ficar em pé.
“Esta conversa não deve durar mais do que meia hora.” Lilac encontrou o olhar de Serefina calmamente e a bruxa teve que admitir que nunca havia encontrado um anjo da guarda tão feroz e determinado como ela.
“Espero que não,” Serefina respondeu formalmente. Um sinal de que ela não queria se apegar ou se aproximar dela, assim como Lilac. “Qual é o assunto que você quer conversar que lhe forçou a me agraciar com sua presença?”
Serefina repreendeu-se internamente por ser tão grosseira!
“Só quero que você saiba que estamos aqui pelo mesmo objetivo, em relação à guerra que virá.” Lilac começou, mas Serefina levantou a mão.
“Eu sei disso. Essa é a única razão pela qual estamos aqui.” Serefina se corrigiu. “Por que eu estou aqui. Você não precisa se preocupar com o que aconteceu entre mim e Jedrek no passado. Acabou agora.”
Lilac sorriu. “Eu ainda nem mencionei nada sobre você e o passado do Jedrek e você mal pode esperar para falar sobre isso.”
Serefina sorriu inofensivamente, essa garota era realmente algo… “Só estou feliz que ele finalmente encontrou sua parceira destinada.”
Lilac levantou-se e se aproximou dela. “Não há necessidade de mentir. Nós duas sabemos que ninguém está feliz em uma situação como esta.”