O Amor de um Lican - Capítulo 701
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701: COISAS QUE PRECISAM SER CONSERTADAS 701: COISAS QUE PRECISAM SER CONSERTADAS Torak abriu a tenda e saiu para pegar um pouco de ar fresco. Ele acenou para os dois guardas que estavam posicionados na frente de sua tenda. Eles ficariam logo do lado de fora da tenda para manter sua parceira em segurança.
Depois da chamada linha de raciocínio com Kace, Torak teve outra argumentação com Serefina, que iria ao outro reino e encontraria Jedrek.
Ela parecia relutante, mas eventualmente não pôde recusar a sugestão de Torak. A bruxa parecia precisar de uma razão sólida para ver seu ex-amante. O que Torak compreendeu e concedeu a ela.
No fim, o que Torak disse era verdade. Serefina teria que encontrar Jedrek eventualmente e seria melhor se ela mesma fosse até lá, enquanto Torak cuidava dos assuntos aqui antes que pudessem marchar para lá.
Em suma, quanto mais Serefina adiava sua decisão de encontrar Jedrek, mais prolongava o desconforto e a inquietude que ela poderia sentir. Seria melhor colocar um fim logo naquilo e, então, encarar suas próprias preocupações em vez de arrastar o assunto por mais tempo.
Serefina e Jedrek precisavam de muito tempo para conversar.
E assim como Serefina sempre dizia a Raine; em seu atual predicamento, não havia tempo para ela esperar até estar pronta, porque ninguém jamais estaria preparado para enfrentar seu próprio medo.
Torak foi premiado com um olhar penetrante como o de uma adaga de Serefina quando ele mencionou isso.
“Você é um licantropo?” Uma voz infantil chamou ao lado de Torak.
Ele sentiu alguém puxando sua calça e o Alfa baixou o olhar para encontrar os olhos de uma menina, que teria por volta de oito anos, olhando para Torak com seus grandes e luminosos olhos.
“Sim,” Torak respondeu a ela.
“Você é irmão mais velho do Kace?” Ela perguntou novamente.
“Sim,” Torak respondeu e se sentou na grama, observando o acampamento à sua frente. “Por que você está me seguindo?” Ele havia sentido a presença dela desde que saíra da tenda.
“Eu só quero saber.” Bree se sentou ao lado de Torak abraçando seu gato.
“Qual é o seu nome?”
“Bree.” Bree olhou para Torak e podia ver as semelhanças entre Kace e ele. “Eles disseram que você vai levar o Kace embora.”
Torak ergueu as sobrancelhas, surpreendido com sua pergunta. “Eu vou.” Ele respondeu secamente após um curto momento de pausa.
Ao ouvir essa resposta, um lampejo de choque repentino pôde ser visto naqueles grandes olhos brilhantes ao se arregalarem, mas depois se tornaram sombrios no momento seguinte.
“Você não gosta se eu levar ele comigo?” Torak olhou para a pequena garota, que estava acariciando seu gato.
Bree balançou a cabeça. “Eu gosto dele. Ele e Hope são como um par de irmão e irmã mais velhos cuidadosos para mim.”
“Onde estão seus pais?”
“Eles morreram devido a um ataque de Trol em nossa casa.” Bree levantou a cabeça e seus olhos ficaram brilhantes quando ela falou novamente. “Kace lutou com o trol e o matou.”
“Hm,” Torak resmungou. “Ele é corajoso.”
“Sim… e então eles disseram que ele se transformou em um licantropo branco e…”
Torak passou as próximas horas ouvindo a história de Bree sobre quão galante seu irmão mais novo foi quando lutou com o trol e quão gentil foi Kace quando pegou um gato para ela.
Seu irmão caçou um gato para essa menina? Torak realmente queria rir, já que sabia que Kace não era um amante de animais, mas então ele se lembrou que ele deu um coelho para Raine, mesmo não gostando.
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“Se você não quer ir, pode ficar aqui. Calleb ficará com você,” Torak acariciou o cabelo de Raine enquanto olhava para a inquietação que reluzia nos olhos dela sob o sol escaldante.
Eles voltariam para a vila do rio místico depois que enterrassem os ossos das crianças, que foram sequestradas das aldeias, para sacrificar ao diabo. Assim como o corpo da sacerdotisa. Pelo menos, essa era a última coisa que eles poderiam fazer por eles.
“Não,” Raine recusou. “Eu irei com você.”
“Na verdade, você não precisa ver isso, nós só traremos os restos das vítimas e os enterraremos. Depois disso, podemos ir. Com tantas pessoas nos ajudando, tenho certeza que terminaremos antes que o sol se ponha.” Torak tranquilizou Raine. “Você pode ficar aqui com Calleb e Jack.”
Torak precisava entrar para ver com seus próprios olhos o que os demônios, que seguiram Kace, haviam feito, talvez houvesse algo que ele pudesse descobrir.
“Hope entrará na caverna?” Raine perguntou. Ela observou Hope e Kace conversando não muito longe deles, entre os transmorfos, centauros, os caçadores e outros aldeões que se preparavam para entrar na caverna.
“Ela precisa entrar porque só ela sabe onde, de fato, a sacerdotisa está,” Torak explicou para Raine.
“Eu quero ir também.” Honestamente, Raine não queria realmente ir, mas ela tinha esse sentimento novamente. O sentimento que a impelia a fazer algo que nem mesmo ela conseguia entender o porquê.
“A cena lá dentro pode ser muito pesada para você lidar,” Torak falou com preocupação.
“Leve ela para dentro.” Serefina se aproximou com sua usual expressão entediada e olhou para Raine. “Por que você quer ir lá dentro? Não é como se Torak fosse deixar você pegar os ossos dessas crianças e enterrá-los você mesma.” E aqui estava ela, de volta com seus comentários mordazes.
Raine estava acostumada com a maneira como Serefina falava com ela, então ela simplesmente ignorou o tom zombador dela, mas Torak estreitou os olhos para a bruxa perigosamente.
“Eu sinto que preciso entrar,” Raine disse nervosamente, enquanto olhava para a caverna. “E eu não sei porquê…”
Serefina assentiu. “Bom. Siga seu instinto. Cada anjo guardião desperta seu poder de maneira diferente, talvez esse seja o seu chamado.”
Raine olhou para a caverna novamente e depois para Hope, que sorriu para ela enquanto acenava com a mão.
“Eu pensei que você já estivesse a caminho do Reino.” Torak olhou para Serefina.
“Eu irei, depois disso,” Serefina murmurou, ela ainda parecia relutante em partir. Mas, quando ela ficou sob o intenso olhar de Torak, a bruxa retribuiu o olhar para ele. “Uma vez que eu saiba o que está incomodando Raine, eu irei ver Jedrek.”
“Por que Serefina tem que ir lá sozinha?” Raine perguntou.
“Porque ela tem várias coisas complicadas para resolver,” Torak respondeu.
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