O Amor de um Lican - Capítulo 605
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605: GUIADO PELA ALMA DO MORTO 605: GUIADO PELA ALMA DO MORTO Hope resmungou, mas ao pensar novamente… o demônio não a deixaria morrer nas mãos de seus subordinados, certo? Por exemplo, os lobos demônios, talvez, ou o troll?
Hope estava incerta.
Porém, não havia mal em tentar, ou talvez houvesse?
“Tanto faz,” Hope sibilou enquanto tirava sua capa e a dobrava ao seu lado. Agora, tudo que ela podia fazer era esperar, para ver se isso funcionaria ou não.
Quando Hope dobrou a capa, seus dedos roçaram em algo duro dentro do bolso, só então ela se lembrou da vela.
Hope a tirou e encarou as chamas azuis. “Realmente…” ela suspirou frustrada. “Eu não sei o que devo fazer com você.” Como não havia ninguém para conversar, Hope monologava consigo mesma. “Por que a Dama da Vela não facilitou? Ela poderia apenas me dar algo mais útil, ou algo que me dissesse diretamente onde a sacerdotisa está, não uma vela sobre a qual eu nem sei o que faz.”
Hope soprou a vela, mas como o que aconteceu antes, o fogo ainda não se apagou. Então ela ergueu a vela em suas mãos na altura dos olhos e ponderou o que poderia fazer com ela quando o canto dos seus olhos captou algo.
No início, era apenas uma coisa cintilante, mas depois eram duas, três, e cinco – e em um minuto, todo o lugar estava repleto delas.
Os vaga-lumes.
Hope estava estupefata pela quantidade de vaga-lumes ao seu redor, era o dobro da quantidade que ela tinha visto antes e eles eram absolutamente lindos.
Hope tinha visto eles desde a primeira vez que ela e Kace se separaram do centauro, mas como o número deles era insignificante, ela não comentou nada e apenas achou que era algo comum.
Então Hope se lembrou da última coisa que viu antes de adormecer, e antes de ser capturada pela mulher demônio, ela viu aqueles vaga-lumes também.
“O que é isso?” Hope sussurrou e perguntou a ninguém em particular.
Alguns dos vaga-lumes pousaram gentilmente nos galhos das árvores enquanto o vento os agitava suavemente e alguns deles cintilavam ao redor de Hope.
“Quantas belas…” sua voz era um sussurro suave. No entanto, o que a fez respirar fundo de surpresa foi quando seus olhos perceberam as chamas azuis em sua vela se transformarem na cor vermelha.
Só podia significar uma coisa; a sacerdotisa estava próxima.
Mas onde?!
Hope virou a cabeça da esquerda para a direita, tentando ver se havia alguém ali. Ela se levantou e pisou em uma pedra grande perto do lago que se formou por causa da cachoeira.
Hope esticou o pescoço e aguçou a visão e a audição, mas ainda não havia nada. Ela continuava sozinha lá. A sacerdotisa não apareceu de repente dos arbustos ou do ar, nem do lago.
Hope clicou a língua, irritada. A última coisa que ela queria agora era outro enigma. Ela pulou da pedra e recolheu sua capa.
Quando os lindos vaga-lumes desapareceram bem na frente do seu rosto, Hope percebeu o movimento deles.
Os vaga-lumes que antes estavam dispersos ao redor de Hope, agora se reuniam em uma direção. Hope inclinou a cabeça enquanto juntava as peças, e com passos hesitantes, seguiu o vaga-lume na mesma direção que tinha tomado antes.
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Assim como ela pensou, os vaga-lumes queriam que ela os seguisse, mas Hope não tinha certeza de para onde eles a estavam levando, já que continuava caminhando para uma parte diferente da montanha.
Porém, uma coisa melhorou seu humor, o fato de que ela não estava mais circulando a mesma área. Isso a informou que sua decisão estava correta.
Hope não vestiu sua capa de propósito, talvez assim, Kace pudesse encontrá-la mais rápido antes que outras criaturas sobrenaturais o fizessem.
E mais uma coisa que Hope notou é que quanto mais ela seguia os vaga-lumes, mais o número deles aumentava, e sua luz sob os raios solares era semelhante a lindos grãos de poeira brilhando, flutuando no ar.
“O que são esses vaga-lumes?” Hope murmurou para si mesma enquanto acelerava os passos para acompanhar eles.
Ela se lembrou de uma conversa do passado com Ethan sobre os vaga-lumes quando Hope tinha acabado de ter um sonho sobre a besta de Kace. Ele disse que, baseado em histórias antigas sobre as criaturas sobrenaturais, aqueles vaga-lumes eram símbolos de espírito, a alma dos mortos.
Hope não entendeu o que ele quis dizer até que entrou numa caverna para onde os vaga-lumes a guiaram.
Estava parada na entrada da caverna quando o vento uivou pelas cavidades e frestas da caverna como banshees assombrando um cemitério.
“Tem um fantasma aí dentro?” Hope hesitou em dar outro passo, mas então ela balançou a cabeça vigorosamente, depois de ver o próprio demônio, e cercada por criaturas sobrenaturais, e ter uma experiência de vida e morte, um fantasma não a assustaria mais, comparado ao que ela já havia passado. Hope estava no ponto em que faria amizade com o fantasma só para não se sentir sozinha.
Fortalecendo seu coração, ela deu um passo decisivo para dentro da caverna. A caverna foi construída da rocha marrom lamacenta do penhasco, a pedra que guardava a entrada, era irregular e desigual, arranjada de tal forma que seria difícil para os transeuntes avistar. Se não fosse pelos vaga-lumes que a guiaram, ela teria perdido totalmente este lugar.
Lá dentro, apenas o cintilar dos vaga-lumes iluminava o lugar escuro.
Hope se movia seguindo a parede úmida da caverna com suas mãos, quando de repente, tochas flamejantes acenderam-se, iluminando o túnel à frente e banhando toda a caverna em um brilho laranja cintilante.
E os vaga-lumes desapareceram…
Hope franzio a testa quando seu guia desapareceu, mas ao ver que havia uma área aberta à sua frente, ela continuou em frente.
Só então, ela entendeu o que Ethan queria dizer com os vaga-lumes serem símbolos da morte. Porque bem diante de seus olhos, havia milhares de carcaças espalhadas pelo chão da caverna.