O Amor de um Lican - Capítulo 598
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598: OBSERVADOR 598: OBSERVADOR “Você acha que eu confiaria naqueles caçadores sujos para proteger minha parceira?!” Kace falou de maneira dura enquanto encarava Quíron.
O que esse centauro estava pensando? Esse centauro esperava que ele entregasse Hope de bom grado aos caçadores depois do que eles lhes fizeram? Depois que tentaram levá-la embora e disseram que tinham feito isso para mantê-la segura dele?
Além disso, Kace tinha matado outros caçadores deles, não havia quem garantisse que não descontariam em Hope!
Independente do motivo, a besta sempre pensou que vingança era algo que facilmente manipulava a mentalidade das pessoas. Ele nunca deixaria Hope ficar em uma situação tão arriscada.
“Tire esses caçadores do seu plano, eu a acompanharei sozinho!” Kace rosnou e Bree enterrou o rosto no canto do pescoço de Hope, abraçando seu filhote firmemente.
Quíron estreitou os olhos enquanto encarava Kace, “Isso é apenas a minha hipótese. Eu não sei se transformistas têm o mesmo efeito que nós.”
Quíron foi sincero sobre isso. O pensamento de que transformistas tinham forma humana além de sua forma de besta o levou a pensar dessa maneira, mas não havia prova de que era seguro tentar.
“Eu assumirei o risco,” Kace disse firmemente, sem deixar espaço para outra argumentação enquanto tirava Bree das mãos de Hope. Ela estava carregando-a por um bom tempo, sua mão deve estar doendo agora.
Inicialmente Bree não queria soltar o pescoço de Hope, “Eu não quero ser carregada por você se você gritar de novo…” disse a pequena menina de mau humor.
“Eu vou carregar você, ou prefere caminhar sozinha até a cabana?” Kace a encarou seriamente. Ele não estava de bom humor para ter outra discussão, especialmente com uma humana cuja idade era quase um milésimo da dele.
“Kace, está tudo bem, eu vou carregá-la. Você está assustando ela,” Hope reclamou, mas recebeu outro olhar severo de Kace.
“Você não conseguirá carregá-la mais do que isso,” ele declarou o fato, ele podia ver que Hope já não estava mais confortável para carregar Bree. “E você, não sabe que você é pesada?”
“Kace!” Hope sibilou. Por que ela tinha a impressão de que a besta estava sendo muito mais infantil do que Bree?
“Vem aqui!” Kace esticou suas mãos para carregar Bree.
Fazendo beicinho, Bree deixou Kace carregá-la. Ela murmurava, “Não, seu coração não é tão macio quanto tofu, ele é como pimentão.” Ela estava emburrada. “Bree não gosta de pimentão.”
Initially, Hope temia que Kace fizesse algo a Bree quando ouviu isso, mas a besta simplesmente ignorou as palavras resmungadas da menina e desviou sua atenção para Quíron. “Então, vamos ouvir, qual é o seu plano?”
O céu noturno estava nublado, cobrindo a luz da lua. A brisa fria soprava preguiçosamente, fazendo barulho nas folhas das árvores ao redor.
Embora Bree não estivesse vestida suficientemente, o calor corporal de Kace era o suficiente para mantê-la confortável em seus braços, roncando quando a discussão entre os adultos se tornava muito chata para ela ouvir.
Ela adormeceu assim mesmo e não se importou mais com o mundo depois de ter certeza de que o filhote amarelo estava seguro nos braços de Hope.
A discussão entre os três deles precisou de bastante tempo até chegar a uma conclusão.
Na realidade, na maior parte do tempo, seriam Kace e Quíron que encontrariam discordâncias, enquanto Hope apenas participaria com “sim” ou “não”. Contanto que Kace quisesse ir, mostrasse algum esforço para esta missão e não sugerisse algo perigoso, Hope concordaria com qualquer decisão que ele tomasse.
Quando eles superaram a argumentação e a discordância, os três caminharam tranquilamente de volta para a toca dos centauros.
“Espero que você leve Bree com você quando voltar para o seu reino,” Quíron disse de repente. “Ela não pertence aqui.”
Kace olhou para Quíron, “Aparentemente, muitas coisas não pertencem aqui.”
O chefe dos centauros sabia ao que Kace estava se referindo. Este reino não era a natureza deles, este não era o habitat dos centauros, e apesar de terem habitado nesta terra por tanto tempo, o coração deles ainda pertencia a outro lugar, mas não ali.
Este chão não era o mesmo chão que os cascos deles tocaram pela primeira vez quando vieram à vida. O vento, o céu, as estrelas… tudo isso nunca seria o mesmo.
“Ela não é a filha biológica da Casa de Loris,” Quíron disse, olhando para a pequena menina que roncava suavemente. “Eu a encontrei perto da fronteira entre dois mundos.”
Em suas nebulosas memórias humanas, Kace se lembrou de que era o lugar onde Lana e ele foram atacados pela besta feral. O lugar onde aqueles cobaias das bruxas e vampiros viviam.
“Ela tinha apenas cinco anos na época e não conseguia falar por causa do medo,” Quíron relembrou. “Agora ela fala como se não houvesse amanhã.”
Hope deu uma risada leve quando ouviu isso. O que Quíron disse era verdade. Bree falava bastante. Ela imaginou que se realmente a levassem quando voltassem, seria incrível tê-la como sua irmãzinha.
No entanto, Kace não concordou imediatamente com isso. “Quando chegar a hora, veremos a situação mais tarde, se devemos levá-la conosco ou não.”
“Mas, por que?” Hope protestou, ela pensava que Kace gostava dela.
“Se você acha que este lugar não é seguro para ela, então estar com a gente não será mais seguro.” Kace acariciou as bochechas de Hope ternamente. “Há muitas coisas que Serefina e eu ainda não te contamos, meu amor.”
Hope franziu a testa, ela sabia que havia muitas coisas que ela não sabia. “Então por que você não me conta?”
“Claro que irei. Mas, primeiro as coisas mais importantes.” Kace assentiu. Ele parecia exausto, parecia que essa longa caminhada o tinha desgastado.
“Eu entendo,” Quíron disse solenemente.
“E quanto a você.” Kace parou de andar de repente e enfrentou os centauros. “Você acha que eu sou tolo o suficiente para não saber que há algo que você quer em troca deste favor.”
Quíron ficou surpreso, mas então ele concordou. “Você é observador.”