O Amor de um Lican - Capítulo 593
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593: A BESTA DORMINTE 593: A BESTA DORMINTE A primeira coisa que Ian testemunhou foi o jeito que Kace abraçava Hope em seus braços. Essa cena por si só já era muito íntima para ser apresentada logo cedo. O que os dois estavam pensando?
Hope acabou de perceber sua posição e lutou para se libertar, apenas para ser abraçada ainda mais forte. “Não, não é o que você está pensando!” ela entrou em pânico. Esta era realmente uma posição muito constrangedora e sugestiva.
“Não se preocupe, não vou pensar nada absurdo.” Ian levantou a mão direita enquanto caminhava com um prato cheio de coelho assado, mas sua expressão dizia o contrário para Hope. Esse garoto realmente tinha pensado em algo absurdo.
“Sério!” Hope revirou os olhos exasperada. Kace também não ajudava em nada sendo tão pegajoso assim, abraçando-a, agindo como se fosse um menino de cinco anos. O que aconteceu com a personalidade e o comportamento deste homem?
Havia muitos lados de Kace que Hope havia descoberto, mas parecia que não pararia por aí. Sua intuição lhe dizia que haveria mais para descobrir que a chocaria.
“Você está acordada!” Ian falou alegremente, mudando de assunto suavemente enquanto colocava o prato na frente de Hope.
Esta pequena cabana não tinha uma cama ou algo semelhante. Assim, Hope e Kace estavam deitados em uma pilha de feno onde dormiram todo esse tempo.
Hope não podia dizer que era confortável, mas sabia que não podia reclamar sobre a situação atual. Caso contrário, pareceria uma ingrata.
“Traga outro prato para mim, garoto. Estou com fome,” disse Kace com sua voz gutural, enquanto observava como Ian se sentava em frente a Hope. Ele não gostava deste garoto, por causa do jeito como ele tocava e ficava perto de sua parceira mais do que o necessário.
Ele observava o quão íntimos os dois eram ao compartilharem uma ou duas piadas. Ou sempre que falavam, Hope ocasionalmente dava tapinhas nos braços de Ian brincando e Ian fazia o mesmo.
Bem, a besta não gostava quando outro homem tocava sua parceira, especialmente quando ela ainda não tinha sua marca.
“Hã?” Ian levantou as sobrancelhas em dúvida. Não foi a ordem que o surpreendeu, mas a hostilidade no tom de Kace que o fez dar um olhar para Hope. “Certo.”
“Então, o que você está esperando!?” Kace rosnou, e Hope beliscou seus braços para avisá-lo.
“Você não precisa ser rude com ele.” Hope franzia a testa, e a besta escondeu seu rosto atrás do pescoço dela novamente, resmungando algo ininteligível.
“O que aconteceu?” Ian estava perdido, mas então ele lembrou. “Ele é…” sua voz esmoreceu.
Embora Ian não tenha terminado suas palavras, Hope entendeu o que ele queria dizer. “Sim, ele é,” ela disse desamparada.
Ian fez uma careta quando ouviu isso, ele pensou que a besta não voltaria à superfície novamente depois daquela noite. No entanto, vendo a condição de Lana agora, parecia que o lado humano de Kace era fraco demais para conter a besta, então sua besta era quem havia tomado sua consciência em vez disso.
Pelo menos, foi isso que Ian entendeu da longa explicação de Ethan sobre a possibilidade de como a besta seria quem eles encontrariam, uma vez que Kace recuperasse sua consciência.
Parece que a constante batalha havia desgastado Kace.
E agora Ethan estava seguindo Carina, quase, em todos os lugares. Falando sobre constelações, e qualquer outra coisa que Ian não conseguia compreender, deixando-o sozinho para tomar conta da pequena Bree.
“Tudo bem, vou buscar comida para você, e chamar Carina para dar uma olhada em Kace.” Ian percebeu que sua presença ali não era mais desejada pela maneira como Kace se comportava.
“Apenas traga a comida. Você não precisa trazer o centauro.” Kace zombou. Esta besta era como uma criança rabugenta que acabara de acordar do sono.
“Peça para Carina vir logo,” disse Hope, contradizendo as palavras de Kace. Houve um resmungo de Kace atrás dela. Mas ela pouco se importava com seu desgosto pela centauro.
Se a besta queria tomar a consciência de Kace, então ele tinha que parar de reclamar e se dar bem com os outros também. Afinal, eles estavam nessa missão juntos e, além disso, os centauros não estavam fazendo nada além de ajudá-los.
“Ah, certo.” Ian se virou para dizer algo que quase esqueceu por causa de Kace. “O centauro foi ao lugar onde você deixou sua capa antes, vamos torcer para que sua capa ainda esteja lá.”
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Carina chegou após quinze minutos que Ian saiu da cabana, ela trouxe uma poção para a ferida de Kace. Embora não ajudasse a curar, a centaura disse que ajudaria a evitar que a ferida piorasse.
A besta, é claro, estava sendo irritante e rosnava ameaçadoramente quando Carina se aproximava dele.
Era Hope, que olhava feio para ele para impedi-lo de fazer qualquer cena.
E, aparentemente, a condição da besta não estava boa, porque assim que ele comeu toda a comida que foi servida para ele, ele adormecia novamente, exausto. Isso deixou Hope ainda mais preocupada.
Felizmente, após uma manhã e tarde exaustivas, chegou uma boa notícia dos centauros. Eles conseguiram encontrar a capa.
Em outras palavras, uma vez que Kace recuperasse suas forças para outra longa caminhada, eles estariam prontos para partir para a Montanha Uzu.
Kace ainda estava dormindo profundamente quando Hope usava sua capa e saía da cabana para sentir a brisa noturna depois de dois dias consecutivos em que ela não podia ir a lugar algum. Ela queria ver a condição de Lana.
Contudo, Hope sentiu falta da pequena Bree, quando ela fez um desvio para ir à cabana de Lana.
Bree estava caminhando diretamente para a cabana de Hope, havia um balde de flores silvestres em seus pequenos braços. Hope havia dito que uma vez que ela encontrasse sua capa, levaria ela ao túmulo de seus pais.
Por outro lado, os centauros estavam acostumados a ver a menininha por perto. Por isso, ninguém pensaria que Bree viria sozinha à cabana de Hope, com a besta dentro.
“Hope?” Bree chamou quando ela entrou na cabana. Era a primeira vez que ela entrava ali, porque antes não permitiam que ela viesse a esse lugar. “Você está aí?”