O Amor de um Lican - Capítulo 56
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56: EU QUERO TENTAR ALGO 56: EU QUERO TENTAR ALGO Apesar das sobrancelhas franzidas e do rosto carrancudo, seus olhos dançavam com alegria. Ele estava provocando ela! E, ao ver que Raine ficava facilmente envergonhada, ele sorriu.
Colocando as palmas das mãos em suas bochechas, Torak disse, “Você é linda, meu anjo, você sabe disso?” com uma voz profunda, olhando diretamente nos lindos olhos pretos de sua parceira.
A baixa autoestima de Raine estava incomodando Torak; ela era a criatura mais linda que ele já tinha visto, não por ser sua parceira, mas porque ela era realmente uma beleza, adorável e a aura que emanava dela era tão genuína.
Ele gostava dela por inteiro.
Raine podia sentir suas bochechas esquentando, de repente ela ficou confusa onde deveria colocar os olhos sob o olhar intenso de Torak, então ela escolheu olhar para o queixo dele, mas isso lhe deu livre acesso para olhar para os lábios sexy dele no momento em que ele falava.
“Eu quero que você saiba disso.” Torak acariciou suas bochechas com o polegar, fitando-a, saboreando cada centímetro de seu charme.
“Posso tentar uma coisa?” Ele perguntou suavemente.
Raine estava atordoada com a voz encantadora de Torak, ela nem sequer sabia o que Torak queria tentar, mas concordou mesmo assim.
Torak se inclinou bem devagar, como se estivesse pedindo permissão para se aproximar. Sua respiração quente roçava a pele dela. A tranquilidade que se seguiu e a quietude pareciam forçá-la a fechar os olhos e apreciar a proximidade entre eles.
Então, muito suavemente, Torak pressionou seus lábios macios contra os dela.
As faíscas que irromperam entre eles lhes deram um arrepio. A sensação era surreal. Era como se houvesse milhões de borboletas no estômago dela vivas e tremulando por suas veias. Seu coração estava batendo muito rápido.
Parecia tão natural para ela se inclinar mais perto, deixar Torak morder seus lábios suavemente antes de ele se afastar.
Ele descansou sua testa contra a dela. “O que devo fazer com você, meu anjinho…”
Raine nem ouviu o sussurro impotente de Torak enquanto mordiscava os próprios lábios. Torak tinha acabado de lhe dar o primeiro beijo.
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Alto da noite.
No momento em que a escuridão engolia os arredores e Torak envolvia seus braços protetoramente em torno do corpo dela, os olhos de Raine estavam bem abertos.
Ela acabara de acordar e não conseguia dormir de novo; assim que sua mente começou a funcionar, a cena no restaurante se repetiu e isso a fez ter uma súbita vontade de rir.
Quando Raine ainda estava no orfanato, ela frequentemente ouvia as garotas da sua idade falando sobre seus namorados, como eles as tratavam e como tinham recebido o primeiro beijo. Elas conversavam aos risos e sussurros umas para as outras.
Naquela época, Raine só podia baixar a cabeça e olhar para os sapatos enquanto varria o chão. Sua vida era tão miserável e aparentemente sem nenhuma esperança de melhorar.
Especialmente quando seus pares começaram a falar duramente com ela sobre como ninguém se importaria com ela e ninguém a amaria, porque ninguém queria uma garota de uma instituição mental com uma aparência estranha como a dela antes de se afastarem rindo alto, conseguindo fazê-la chorar.
Ela acreditava nas palavras delas, porque o que diziam a ela era verdadeiro e razoável, mas ainda assim doía saber que não haveria ninguém que a quisesse.
Mas, quem iria querer uma garota como ela? Alguém que nem conseguia falar e conseguia ver coisas que a maioria das pessoas não conseguia ver? Ela já estava meio louca com esse último fato apenas.
Até que o encontrou, naquela noite fatídica, e tudo mudou.
Ela não poderia agradecê-lo o suficiente por aparecer em sua vida miserável e se tornar o cavaleiro de armadura brilhante para ela…
Raine virou-se para olhar o rosto adormecido de Torak, ele estava profundamente adormecido e parecia menos cruel do que quando aparecera durante o tumulto na sala de reunião mais cedo naquele dia. Ela não conseguia esquecer sua imagem enfurecida naquele momento.
Mas, no fundo de seu coração, Raine sabia que Torak fez tudo aquilo para garantir sua segurança e isso lhe deu uma sensação de calor. Ele estava com raiva de todos eles por causa dela.
Ele foi a primeira pessoa que fez algo notável por ela de verdade após sua longa vida de pesadelos.
E Raine queria fazer algo por ele também…