O Amor de um Lican - Capítulo 554
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554: ELE ESTAVA CHORANDO 554: ELE ESTAVA CHORANDO Hope caminhava lentamente em direção ao celeiro, alerta aos seus arredores. Tantas coisas aconteceram ontem, mais do que nos seus dezessete anos de vida. Nunca foi em sua mais selvagem imaginação, que ela seria capaz de lidar com mais do que aquilo.
Com medo de que outro caçador pulasse diante de seus olhos, com passos cautelosos, ela espiou a cabeça para dentro do celeiro.
Entretanto, o que ela viu a colocou em alívio imediatamente.
“Se você ia vir aqui, por que não veio me buscar primeiro?” Hope entrou no celeiro onde Ian e Ethan estavam sentados ao lado da besta branca.
Na noite passada, Hope fez questão de limpar a besta do sangue que manchava sua pelagem, para que ele pudesse descansar mais confortavelmente.
“Pensamos que você ainda estava dormindo,” Ian respondeu sem levantar a cabeça para olhar a besta adormecida.
“Sim, eu estava. Uma hora atrás.” Hope se agachou entre Ethan e Ian. Naturalmente, ela estendeu a mão para tocar no pelo macio da besta. “Lana ainda não acordou,” ela disse a ninguém em particular.
“Sim, eu vi ela quando fomos ao seu quarto enquanto você ainda dormia,” Ethan murmurou. “Você acha que ela sofreu algum tipo de lesão cerebral? Que de alguma forma a colocou em coma?”
Hope e Ian viraram a cabeça para olhar para Ethan. “Você acha que lobisomens podem ter lesão cerebral?” Hope franziu a testa.
“Não seja ridículo. Mesmo que ela tenha sofrido, ela já deveria estar curada agora,” Ian murmurou e balançou a cabeça para se livrar da ideia absurda de Ethan.
“Então, por que você acha que ela ainda não acordou?” Ian resmungou enquanto acariciava o pelo da besta. “Kace também está na mesma condição que ela.”
“Você está certo…” Hope percebeu isso naquele momento. “Precisamos perguntar a Quíron.”
“Quem é Quíron?” Ian olhou para Hope, confuso.
“O chefe centauro da noite passada.” Hope correu os dedos na parte de trás das orelhas da besta, ela sabia que a besta gostava quando ela o tocava ali. Mesmo assim, não houve resposta.
“Você fez amizade com ele, que bom.” Ian concluiu, havia um tom sarcástico no jeito como ele falou, mas Hope e Ethan não perceberam. Eles não precisavam de outra discussão desnecessária naquele momento.
E também, Hope não sabia se deveria contar a eles, sobre ela ser um anjo guardião ou não. Ela queria saber como Quíron descobriu isso. Pelo que ela se lembrava, não haviam muitas pessoas que sabiam disso, exceto por Kace, Lana e Serefina.
Bem, Lídia sabia sobre essa coisa de anjo guardião.
“Ainda não sabemos onde Lídia está, agora.” Hope sentiu-se inquieta. Ela temia que algo ruim tivesse acontecido à bruxa. Lídia teria vindo encontrá-los se estivesse bem, certo?
O fato de ela ainda estar desaparecida fez com que Hope ficasse ainda mais ansiosa.
“Acho que precisamos conversar com o centauro,” Ian falou.
“Precisamos perguntar ao Sr. ou Sra. Lori como podemos falar com eles.” Ethan sugeriu.
Eles passaram mais algumas horas dentro do celeiro com a besta adormecida, conversando sobre isso e aquilo ocasionalmente, mas na maioria do tempo, estavam ocupados com seus próprios pensamentos.
Quando a tarde chegou, Ian e Ethan decidiram voltar para a casa para verificar a condição de Lana, mas Hope insistiu que queria ficar com Kace.
Porque o Sr. e Sra. Lori só voltariam à noite, já que não havia nada que Hope pudesse fazer dentro de casa. Portanto, seria mais conveniente para ela ficar ao lado de Kace, caso acontecesse algo inacreditável, como ele acordar por um milagre ou algo do tipo.
Após muitas tentativas inúteis de persuadi-la, Ian e Ethan decidiram deixá-la em paz. Talvez os dois precisassem de um momento a sós.
Com esse pensamento, os irmãos saíram do celeiro, deixando a parceira sozinha.
Hope deitou-se ao lado da besta, olhando para ele. A ferida chamuscada da prata estava quase completamente curada e sua velha ferida nas costas ainda parecia a mesma.
Talvez fosse apenas imaginação de Hope, mas as marcas das garras não pareciam tão assustadoras quanto da última vez que ela viu.
“Por que você não acorda? Estou com saudades…” Hope beijou a pata dianteira da besta e a usou como travesseiro para seu pescoço e adormeceu.
O som do vento da brisa da tarde e os pássaros cantando à distância ajudaram Hope a relaxar enquanto o cheiro de chocolate da besta a levava a dormir.
Houve um momento em que Hope estava ciente de que estava adormecida e sabia que era apenas um sonho, mas ela simplesmente não conseguia se forçar a acordar.
Porque havia essa súbita vontade de descer por esse caminho.
Havia uma longa estrada à sua frente, do tipo que você só veria em um deserto, com nada à sua esquerda ou direita.
As luzes escureciam a cada passo que ela dava, mas Hope não sentia medo dessa situação estranha. Nem entrava em pânico quando via alguém agachado no final daquela estrada.
Era um homem, enterrando o rosto entre os joelhos enquanto abraçava as pernas fortemente.
“Olá?” Hope se aproximou daquele homem. De alguma forma ela o conhecia. Seu cheiro era algo que ela sempre sentiria falta. “Você está bem?”
Hope se agachou na frente daquele homem, olhando para ele, esperando que ele levantasse a cabeça, mas ele não o fez, nem respondeu a ela.
Como se fosse natural para ela fazer isso, Hope estendeu a mão e acariciou a cabeça do homem. “Está tudo bem.” Ela não sabia por que ela disse isso. “Tudo vai ficar bem.”
Foi aí que Hope sentiu. A faísca que surgiu do seu toque. O homem também sentiu o mesmo quando levantou a cabeça e olhou para ela com seus olhos azul-oceano profundos.
Hope prendeu a respiração quando o viu.
Era Kace. Parecia mais jovem, quase como um adolescente, como se ele tivesse a mesma idade que Ian e Ethan. E o que chamou a atenção de Hope foi que ele estava chorando.