O Amor de um Lican - Capítulo 553
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- Capítulo 553 - 553 Havia alguém dentro 553 Havia alguém dentro Hope acordou
553: Havia alguém dentro? 553: Havia alguém dentro? Hope acordou sobressaltada. Sua cabeça estava atordoada quando ela olhou ao redor. Ela não estava familiarizada com o lugar e entrou em pânico por alguns segundos antes de começar a se lembrar do que tinha acontecido na noite anterior.
Todas as memórias inundaram sua mente sem que ela pudesse pará-las. Aquela, definitivamente, não era uma recordação agradável, para dizer o mínimo.
Hope deitou-se de novo e suspirou profundamente enquanto olhava para o teto. Ela precisava levantar, mas seu corpo gritava para tomar mais um minuto de descanso.
Na noite passada, o centauro levou ela, Ian e Ethan para esta casa. A casa, onde uma família de três pessoas morava na aldeia exterior.
Enquanto isso, como Kace ainda estava em sua forma de besta, eles o colocaram dentro de um celeiro, um prédio que ficava ao lado desta casa. Eles se certificaram de que Kace estava bem lá antes que Hope concordasse em deixá-lo sozinho.
Hope pensou que teria dificuldade para dormir depois do que aconteceu, mas a realidade foi o contrário; assim que sua cabeça tocou o travesseiro macio e o cobertor quente foi colocado sobre seu corpo, sua mente se desligou quase que imediatamente.
Ela estava exausta e com dor.
Quando chegaram a esta casa, uma mulher que aparentava ter trinta anos, que Hope assumiu ser a mãe da garotinha, colocou um novo curativo em suas feridas nas costas e tratou seu tornozelo machucado.
Por outro lado, graças à sua habilidade de cura, Ian e Ethan não precisaram se preocupar com suas feridas, pois já haviam sarado mesmo antes de chegar a esta casa.
Hope virou o corpo e viu que Lana ainda estava dormindo, na segunda cama perto da porta. Havia uma ruga de preocupação na sua testa.
Por que ela ainda não tinha acordado? Se era por causa do que aqueles caçadores fizeram com ela, para fazê-la dormir, por que Ian e Ethan estavam bem?
Ou, talvez, aqueles caçadores tenham colocado coisas diferentes em seu sistema?
Hope pulou da cama, o que foi uma decisão errada; ela se esqueceu que seu tornozelo esquerdo ainda estava dolorido. Hope resmungou enquanto cerrava o punho quando a onda de dor lhe tirou o fôlego.
Ela se arrependeu de sua ação precipitada imediatamente.
Manquitolando, ela caminhou até a cama onde Lana estava dormindo, cutucou seu dedo na bochecha dela enquanto a chamava. “Lana. Acorde.”
Sem resposta.
Hope esperava isso, mas por algum motivo, continuou fazendo a mesma coisa repetidamente até que alguém abriu a porta.
“Ah, você está acordada!”
Uma garotinha por volta dos sete anos de idade entrou sorridente no quarto. Sua voz soava como um passarinho cantando, seus olhos eram grandes e ela tinha um par de longos cílios. Era tão linda, e parecia uma boneca viva.
Quando ela caminhou, seus cabelos encaracolados balançaram em seus ombros.
“Mãe e pai foram para a fazenda, e seus dois outros amigos já tomaram café da manhã, só você e sua irmã que não comeram ainda.” Ela trouxe uma bandeja que parecia maior do que suas mãozinhas com duas tigelas de mingau em cima.
Num instante, Hope pegou a bandeja e sorriu para a menina. “Obrigada.”
“De nada.” Ela sorriu exibindo a falta de um dente. Isso fez Hope lembrar-se de quando ela também perdeu um dente da frente, e a memória trouxe outro sorriso ao seu rosto. “Eu estava com medo de que seus outros dois amigos comessem toda a comida, eles comeram três tigelas de mingau.”
Hope riu baixinho, Ethan e Ian provavelmente fariam algo assim quando estivessem com fome.
“Obrigada por salvar meu café da manhã deles.” Hope colocou a bandeja e pegou uma tigela para si, ela só percebeu agora que também estava com muita fome. Não conseguia lembrar a última vez que teve uma refeição decente.
“Por que não acorda sua irmã?” a menina sentou-se na cama onde Hope estava dormindo na noite anterior.
“Eu já tentei acordá-la, mas ela continua dormindo.” Hope franziu a testa diante do mingau insípido, mas estava com fome, então continuou a comer. “Qual é o seu nome?”
“Bree,” disse a menina com sua voz infantil. “E o seu?”
“Eu sou Hope,” disse Hope. “Prazer em te conhecer Bree, eu gosto do seu nome.”
“Eu também gosto do seu nome,” Bree sorriu. “Minha mãe sempre diz que devemos ter sempre esperança.”
Hope sorriu. Ela tinha que perguntar a Kace por que ele lhe deu esse nome, deve ter alguma história por trás, certo?
“Bree, tem outro amigo nosso no seu celeiro. Você sabe se ele já acordou ou não?” Hope engoliu o mingau sem sentir o gosto novamente, para poder terminar mais rápido.
“Mãe e pai não me deixam chegar perto do celeiro,” Bree fez bico, balançando as pernas.
“Ah,” Hope murmurou. Ela entendeu, talvez o Sr. e a Sra. Lori tivessem medo de que a besta pudesse ferir a pequena Bree.
Um pouco mais tarde, Hope colocou sua tigela de lado e olhou para o rosto ainda adormecido de Lana. Ela precisava perguntar ao centauro sobre Lana. Por que ela não estava acordada? E também sobre Lídia…
Hope precisava de respostas para tantas coisas, mas não havia nada que pudesse fazer por enquanto.
Primeiro, ela tinha que ir ao Celeiro. “Eu quero ir ao Celeiro, você quer vir comigo?” Hope levantou-se.
“Mas, mãe disse para não ir ao Celeiro.” Bree queria ir, mas não podia e como o Sr. e a Sra. Lori estavam na fazenda, ela não podia pedir permissão a eles.
“Tudo bem,” Hope caminhou em direção à porta. “Posso deixar minha irmã com você?”
Bree assentiu, mas sua expressão dizia a Hope que ela queria ir junto. “Tá bom…”
“Obrigada.”
Depois de dizer isso, Hope caminhou em direção à sala de estar, mas não conseguiu encontrar Ian ou Ethan, no entanto, ela não queria perder tempo procurando-os. Os irmãos poderiam estar em qualquer lugar.
Hope atravessou a sala de estar e abriu a porta para o vestíbulo. O Celeiro estava logo ao lado da casa.
Daqui, Hope podia ver que a porta do Celeiro estava aberta.
Havia alguém lá dentro?