O Amor de um Lican - Capítulo 523
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523: CREPÚSCULO 523: CREPÚSCULO Kace engoliu a água que refrescou e suavizou a sua garganta. Acordou nervoso e examinou ao redor enquanto Lana colocava o copo na mesa ao lado da cama e o ajudava a sentar-se, acomodando mais almofadas para apoiar suas costas.
“O que aconteceu?” Sua voz saiu rouca e áspera, Kace não conseguia se lembrar do que havia acontecido com ele e a causa da dor em sua cabeça.
“Não se mova tanto, você ficou inconsciente por três dias.” Lana o informou, mas ela não viu a reação que esperava.
Lana pensou que Kace iria saltar da cama e rugir ansiosamente porque eles haviam perdido três dias quando deveriam estar de volta por esse tempo já que o festival aconteceria essa noite.
No entanto, Kace apenas segurou sua cabeça e fechou os olhos, ele parecia estar com dor.
“Onde nós estamos?” ele perguntou novamente, sua voz ainda parecendo alguém que estava arranhando vidro com as unhas.
“Dentro da loja da moça da vela,” Lana disse a ele, seus olhos focados nas sobrancelhas franzidas de Kace. Ele esqueceu o que tinha acontecido?
“Moça da vela?” Kace abriu os olhos e os fixou nos de Lana.
A realidade atingiu Kace com força. Seus olhos se arregalaram e, como se tivesse esquecido da dor de cabeça, Kace pulou da cama, mas seu corpo não aguentou o movimento súbito, ele cambaleou e por pouco não caiu no chão.
Lá estava.
Essa era a reação que Lana esperava. Provavelmente, por causa da dor de cabeça, a memória de Kace não funcionou tão bem da primeira vez que ele acordou. No entanto, uma vez que ele se lembrou da prioridade de virem a este lugar, nada o impediria de partir.
Lana rapidamente o segurou, para que seu corpo não batesse na pequena mesa ao lado da cama. “Você está bem?” ela perguntou com uma expressão preocupada, preocupação esta que estava estampada em seu rosto.
“Temos que ir agora!” Kace endireitou as costas e olhou para Lana firmemente. “Quando o festival começa?”
“Hoje à noite.” Lana respondeu de imediato.
“Não podemos ir procurar pela sacerdotisa, temos que voltar para a aldeia.” A expressão de Kace se endureceu.
“Não, temos que continuar nossa jornada até o lugar da sacerdotisa!” Lana objetou a ideia fervorosamente. A moça da vela havia concordado em ajudar a encontrar a sacerdotisa e a única coisa que restava era seguir a direção que Cristal havia dito a eles.
Por que eles deveriam voltar quando já estavam na metade do caminho? A ferida de Kace precisava ser tratada e o fato de que ele ficou inconsciente por três dias era a prova de quão séria era a ferida. Lana não deixaria Kace voltar quando eles já estavam tão perto de encontrar a cura para ele.
“Não!” Kace olhou para Lana com severidade. “Hope vai se preocupar desnecessariamente conosco, eu prometi a ela que voltaria antes do festival!” ele ficou perturbado ao descobrir que havia desmaiado por três dias seguidos. O que estava acontecendo com ele?
A última coisa que ele se lembrava era da visão sobre Hope e sua besta. Sua besta se transformou em vaga-lumes e tudo ficou escuro antes dele estar nessa loja novamente.
Kace se lembrou de Cristal falando sobre sua besta pedindo ajuda e que ela pedia ajuda a sua parceira. O que isso significava mesmo?
Kace não teve a chance de perguntar antes de seu corpo desligar e a próxima coisa que ele soube foi que ele estava dormindo profundamente até acordar alguns minutos atrás.
“Pare de pensar que ela é apenas a menina que você costumava provocar! Ela cresceu agora, ela é capaz de se cuidar sozinha!” Lana gritou com ele.
Metade disso era porque ela já não suportava mais a forma como ele a mimava, estava ficando ridículo, mas o resto era devido ao seu ciúme. Lana tinha que admitir, provavelmente ela tinha se tornado alguém como Serefina.
Alguém que não podia estar com a pessoa que mais prezava, mas era forçado a ver o quão devotado ele era a outra mulher. A pior parte, ela tinha que ajudá-lo e ser solidária.
Lana estava comprometida a ajudar Kace e proteger o que era importante para ele por causa do estúpido voto que Serefina a obrigara a fazer. Bem, naquela época ela havia concordado voluntariamente.
“Ela faria algo estúpido,” Kace disse sombriamente.
Ao ouvir isso, ela soltou um suspiro de desamparo. “Ela fica na casa que está cheia de uma família de lobisomens, você acha que é fácil passar desapercebido por eles? Pense nisso antes de decidir voltar!” Lana repreendeu Kace.
O que Lana estava dizendo realmente fazia sentido. Hope tinha quase zero chance de sair de casa e ir ao festival, não importava o quanto ela tentasse.
“Precisamos ir assim que você se sentir melhor.” Lana tentou persuadi-lo novamente, vendo que Kace estava duvidando de tudo o que ela disse anteriormente, ela acrescentou mais. “Viemos tão longe, seria um total desperdício de tempo se você estiver determinado a voltar. E Kace, lembre-se, suas feridas precisam ser tratadas, se voltarmos agora teremos que repetir tudo o que já passamos para chegar até aqui. Hope não ficará feliz em saber que você terá que ir uma segunda vez.”
Talvez o que Lana disse estivesse certo, Hope estaria segura lá. Kace só precisaria se reconciliar com ela mais tarde com um monte de pedidos de desculpas e encontros. Se isso não fosse o suficiente, ele deixaria ela dizer tudo o que quisesse e Kace realizaria todos os seus desejos.
Soava doce, mas ao mesmo tempo ingênuo. Por alguma razão, Kace ainda se sentia inquieto, apesar de já saber que Hope não seria capaz de sair sozinha. Ele esperava que isso fosse verdade.
“Tudo bem.” Kace cedeu. Ele olhou para o céu, a luz suave e brilhante quando o sol estava abaixo do horizonte, fez ele se lembrar dela. Esse tipo de crepúsculo era um símbolo perfeito da solidão. Ele sentia muita falta dela. Desejava que ela estivesse aqui com ele…
“Tudo bem, partiremos amanhã de manhã.” Lana estava aliviada porque ele havia concordado.