O Amor de um Lican - Capítulo 49
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49: SEU ÚNICO CONSOLo 49: SEU ÚNICO CONSOLo “Depois disso, você deve pisar em cima…” Belinda pisou no chão e deu algumas pisadas.
Raine, que estava agachada no chão, olhou para cima para a mulher rechonchuda com seus olhos de corça, segurando um copo de água.
“Agora, despeje a água.” Disse Belinda, ofegante um pouco.
Seguindo a instrução, Raine despejou o copo de água em cima da terra que Belinda havia pisado.
“Ok, tudo terminado. Temos que esperar as sementes brotarem em dez dias. Nesse meio tempo, precisamos regá-las, ok?” Belinda informou a garota.
Raine acenou com a cabeça enquanto olhava para o solo entusiasmada. Esta era a primeira vez que ela fazia algo do tipo e estava animada para vê-las crescer.
“Você é tão adorável.” Belinda beliscou as bochechas dela.
Não muito longe daí, Rafael estava falando com alguém ao telefone. Ele falava em voz baixa, mas a julgar pelo franzido entre suas sobrancelhas, a notícia que estava prestes a entregar era absolutamente desagradável.
“Belinda, você precisa ir para o Burg imediatamente.” Rafael disse assim que encerrou a conversa no telefone.
“O que aconteceu?” Ela perguntou enquanto limpava as mãos da terra.
Rafael lançou um olhar para Raine e continuou. “Há um assunto sério acontecendo e você é necessária lá, Calleb estará lá para te informar.” Burg era outra palavra para chamar uma prisão para eles.
Belinda também lançou um breve olhar para Raine, que aparentava estar alheia com seu olhar distante.
“Tudo bem, eu estarei lá.” Belinda caminhou apressadamente em direção à aldeia.
“Está tudo bem Raine, a Belinda tem algo para fazer, e nós vamos esperar aqui até o Torak chegar.” Rafael disse quando viu Raine prestes a seguir Belinda.
Ela andou em direção ao tronco e sentou-se, esperando pacientemente por Torak enquanto Rafael fazia outra ligação.
Não muito tempo depois, um carro parou na rua próxima ao prado. De longe, Raine podia ver Torak sair do carro azul e caminhar em sua direção.
Por instinto, Raine saltou do tronco e correu em direção a ele, pegando Rafael de surpresa, que estava prestes a correr atrás dela, mas quando ele olhou para Torak, ele parou no meio do caminho e deixou a garota correr em direção ao seu parceiro enquanto continuava sua conversa no telefone.
Por outro lado, Raine estava prestes a abraçar Torak, mas lembrou-se que suas mãos e roupas estavam sujas de plantar com Belinda anteriormente, então ela parou a dois passos de Torak.
Ao ver Raine parar de correr em sua direção, Torak franziu a testa insatisfeito. “O que aconteceu?”
Sua parceira estava vestida com mangas compridas brancas com manchas de terra nas bordas das roupas e em seu jeans. Seu cabelo estava preso em um coque, deve ter sido Belinda quem fez isso. Ela também havia tirado os sapatos, então estava correndo descalça.
Raine levantou suas mãos sujas para mostrar a Torak que ela não podia se aproximar ou sujaria ele também.
Mas, se sujar era a última preocupação de Torak. As notícias de hoje e o fato de que houve uma aparição indesejada de uma súcubo que machucou sua alcateia—o deixou furioso, seu sangue fervia de raiva. Outra criatura havia atacado sua alcateia!
Já fazia muito tempo que ele se sentia incontrolavelmente ansioso, assim, ele precisava estar com sua parceira para acalmar a tempestade feroz dentro dele.
Porém, ela o evitava só porque não queria sujá-lo! Que se dane a sujeira! Ele queria sua parceira!
Torak deu um grande passo e puxou Raine para seus braços. Ele a abraçou firmemente, cuidando para não esmagá-la com sua força.
“Não me importo, meu amor.” Torak enterrou seu nariz na curva do ombro dela, aproveitando para inspirar o cheiro dela.
O cheiro da terra após a chuva, o aroma intoxicante que poderia apaziguar sua besta, o cheiro que só pertencia a ela.
Seu amor, sua parceira, seu consolo.