O Amor de um Lican - Capítulo 489
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489: NUNCA MAIS FAÇA ISSO! 489: NUNCA MAIS FAÇA ISSO! Lana não sabia o que a levou a envolver os braços em torno do torso de Kace e repousar a testa contra suas costas.
“Estou preocupada com você…” ela se ouviu sussurrando contra a pele de Kace e o corpo em seus braços subitamente paralisou.
Lana estava mesmo preocupada com Kace e era a verdade. Era um sentimento genuíno que ela nutria por ele há mais de dezessete anos.
Apesar de seus esforços para evitar encontro com ele ou suas tentativas fúteis de ignorar os próprios sentimentos, o afeto que Lana tinha por Kace era honesto.
Ela sabia o quanto Kace amava Hope por causa do laço de companheiro entre eles e Lana conseguia ver que a menina tinha desenvolvido o mesmo sentimento por este licantropo.
Mas se a guerra acontecesse e Kace perdesse sua parceira, como ele lidaria com a dor?
Era patético que Lana tivesse que repetir a mesma história que a bruxa. Assim como Serefina, ela amava alguém que não lhe pertencia.
Lana sabia, da intenção não dita de Serefina ao lhe dar muitas tarefas que a obrigava a ficar longe de Kace, especialmente durante sua visita.
Todo esse tempo, ela simplesmente aceitou. Lana pensou que esqueceria desse sentimento, que esse sentimento era apenas um momento passageiro de afeto, gratidão porque Kace tinha salvo sua vida.
Mas, ao ver Kace com dor e as horríveis feridas em suas costas, Lana não pôde se conter, ela queria estar perto dele, o mais próximo possível.
A sensação da pele quente dele contra a dela durou apenas um momento antes de tudo desaparecer e um profundo rosnado soou em seus ouvidos.
Lana levantou a cabeça apenas para encontrar os olhos escuros da besta sob a pele humana de Kace. Seu corpo estava tremendo, sua besta estava lutando contra seu lado humano para tomar controle, para ensinar ao lobisomem à sua frente uma lição por tocá-lo de maneira inapropriada.
“Não ouse fazer isso de novo, caralho!” Os olhos de Kace passaram de preto para vermelho, enquanto seu sangue fervia em suas veias. Ele falou entre dentes cerrados e estava tendo dificuldades em controlar sua besta.
Embora o monstro dentro dele estivesse enfraquecido, isso não significava que o lado humano de Kace pudesse simplesmente aceitar a ação que Lana acabara de tomar.
Era ultrajante!
Lana engoliu em seco. Seus lábios se entreabriram, mas ela falhou em produzir qualquer som ou explicação, que Kace não queria ouvir no momento. Ele já tinha ouvido o suficiente dos rumores de Lana por aquela noite e não queria mais disso.
Muito rapidamente, Kace pegou suas roupas e saiu daquela casa com raiva irradiando a cada passo que dava.
Deixando Lana ainda atordoada.
Aconteceu muito rápido e no momento em que ela percebeu o que tinha feito, viu-se sozinha naquele terraço. Um sorriso seco puxou os cantos de seus lábios levemente, sabendo que ela estaria em grandes apuros agora.
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Hope rabiscava algo em seu caderno enquanto ouvia a explicação de Lana sobre o tópico de hoje. Sua voz monótona ecoava por toda a sala, fazendo com que alguns alunos ficassem entediados a ponto de decidirem dormir durante sua aula.
Hope sabia que Lana estava ciente disso, mas como sempre, ela não dava a mínima para a maneira como ensinava seus alunos.
Afinal, ela estava aqui não porque queria estar aqui. Era apenas porque ela não podia recusar a bruxa e estava atada por um juramento a Kace.
Quanto ao último caso, Hope estava levemente agitada. Por que ambos tinham que prestar aquele tipo de juramento? Ela não conseguia compreender.
Não, seu ciúme não conseguia entender.
Hope fez beicinho e continuou a rabiscar algo em seu caderno até que Ian, sentado ao seu lado, cutucou seu braço.
“O que foi?” Hope sibilou enquanto se virava para ver Ian acenando com a cabeça em direção à janela ao lado dela.
“Olha.” Ian falou em voz baixa. “Aquela mulher tem olhado na sua direção faz dez minutos.”
Hope estreitou os olhos para a figura em pé do outro lado do portão da escola. Ela viu uma mulher usando um chapéu marrom folgado com um par de óculos escuros que cobriam metade do rosto, mas pelo jeito que ela inclinava a cabeça, Hope concordou com Ian que a mulher realmente estava olhando em sua direção.
“Eu nunca vi essa mulher…” Hope franziu a testa e voltou sua atenção para seu caderno. “Talvez ela esteja olhando para outra pessoa e não para mim.”
“Impossível.” Ian discordou prontamente da afirmação de Hope, seus olhos cor de avelã ainda fixos na figura da mulher. “Ela não é humana, sabe.”
Hope virou a cabeça rapidamente para observar a mulher novamente, mas ela não conseguia identificar nada nela que pudesse fazer Ian dizer que não era humana.
“Ela parece humana para mim.” Hope deu de ombros, mas seus olhos ainda estavam na mulher de chapéu.
Um vestido amarelo comprido e uma bolsa a tiracolo preta, cabelos loiros esvoaçantes atrás dela, nada era incomum e Hope estava com preguiça de descobrir quem era aquela mulher.
Ela vinha vendo essas criaturas por anos e agora ela havia chegado a um ponto em que não queria prestar nenhuma atenção extra a eles.
“É difícil dizer, mas meus instintos me dizem o contrário…” Ian desabou em seu assento novamente e acompanhou o resto da explicação entediante de Lana.
Quando o sino tocou e era hora da lição de outro professor, Lana repetiu suas linhas de ‘adeus’ antes de dar algumas tarefas das quais Hope tinha certeza de que ela nunca realmente se importaria em conferir.
Logo depois, o corpo alto de Lana desapareceu atrás da porta.
“Hope, a Sra. Rellin deixou seu livro, por que você não o devolve para ela?” Celline se aproximou de Hope enquanto lhe entregava o livro que Lana havia esquecido.
“Tudo bem,” Hope respondeu indiferente. Ela sabia que a maioria dos alunos não queria estar perto de Lana por causa de sua aura sombria, que era como um sinal invisível dizendo às pessoas para se afastarem dela.
Hope se levantou, ela não se importava em devolver o livro a Lana. Talvez ela pudesse dar uma espiada no rosto de Kace na sala dos professores.