O Amor de um Lican - Capítulo 46
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46: ONTEM À NOITE 46: ONTEM À NOITE Ontem à noite.
Dentro do quarto mais escuro, com apenas o som de metal tilintando, uma figura feminina estava ajoelhada na pedra fria sob ela. Seus braços estavam estendidos de ambos os lados do corpo como se ela fosse voar no próximo segundo.
No entanto, isso era impossível de acontecer com grossas correntes de aço amarradas em seus pulsos que a conectavam à parede de pedra próxima.
Por causa da espessa escuridão que cobria o quarto, não se podia ver quão graves eram seus ferimentos. Mas pelo jeito que parecia, ela estava tendo dificuldade para respirar, não seria um exagero se pessoas que a ouvissem assumissem que ela estava machucada e contundida.
Seus cabelos caíam, formando uma cortina em frente ao seu rosto enquanto ela abaixava a cabeça em derrota. Ela estava nua como no dia em que nasceu.
Mas, nada podia ser visto dela exceto o contorno do seu corpo.
Um pouco depois, uma rajada de vento soprou em seu rosto, fez seus cabelos voarem e uma voz sensual ecoou, reverberando pela parede.
“Jenedieth, certo?”
A mulher se sobressaltou, como estava exausta demais para levantar a cabeça, ela parou de ofegar por um momento para cheirar o ar, mas ela não conseguiu captar nenhum cheiro ao redor.
Ela aguçou a audição para ouvir algum movimento, mas nada. Como se, a voz de antes fosse fruto da sua imaginação.
“Responda-me se você pode me ouvir.” A voz ecoou novamente.
“Quem… é você?” Jen usou sua força restante para responder, não tão certa depois que seus sentidos a falharam em captar qualquer sinal da presença de criaturas.
“Alguém que vai te tirar daqui, se você estiver disposta a cooperar.” Ela respondeu de novo.
“… Meu pai…” O primeiro pensamento que lhe veio à mente quando soube que alguém estava descendo para essa prisão, foi que seu pai havia ordenado que essa estranha a libertasse desse inferno de prisão.
“Não.” Ela disse secamente. “—seu pai já se foi há muito tempo.”
Jen franziu a testa como reflexo da sua confusão. “—o que quer dizer?”
“Não existe mais Alfa Xavier da alcateia Blue Moon.” Ela disse à licantrópica sem emoção alguma. “Ele está morto. Torak o matou.”
A respiração de Jen ficou errática, fora de controle quando ela ouviu isso.
Impossível! Seu pai não morreria—se assim fosse, quem iria tirá-la de lá?
“… Impossível…” Ela murmurou, tentando levantar a cabeça para ver a mulher que trouxe a notícia, mas seu pescoço não pôde sustentar sua intenção.
De repente, as grossas correntes de metal caíram no chão com um estrondo junto com seu corpo. A única coisa que a impedia de se encolher no chão eram aquelas correntes que amarravam suas mãos.
Mas, agora que nada segurava Jen, seu corpo machucado caiu como uma simples folha. O impacto da queda a machucou muito na cabeça, por um momento ela quase desmaiou, mas lutou contra a vontade, enquanto a náusea a atingia de volta.
Jen tentou ver o ambiente ao seu redor, mas a espessa escuridão não lhe permitia captar nem um vislumbre da mulher misteriosa.
“Impossível?” A voz zombou. “O que é impossível? Estamos falando de Torak. Matar não é algo impossível para ele fazer.”
Seu pai era um Alfa! Como Torak pôde mata-lo sem um segundo pensamento? Que crime seu pai cometeu? Foi por causa dos seus próprios erros? Se seu pai morreu, quem a ajudaria a escapar daquela prisão?
Aterrorizada e um profundo pânico nadava em seu cérebro, enquanto ela se afogava nisso e tornava ainda mais difícil para ela respirar. Isso a deixava louca.
“Quem é… você?” Jen conseguiu fazer a pergunta sair de seus lábios, antes que a escuridão real a consumisse e um som abafado de resposta pudesse ser ouvido da mulher.
“Lilith.”