O Amor de um Lican - Capítulo 459
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459: QUATORZE ANOS DE IDADE (10) 459: QUATORZE ANOS DE IDADE (10) Seis caixas de pizza, um pequeno estojo de refrigerantes e outros lanches para acompanhar um bom filme, mas nada disso poderia derreter a atmosfera gélida do ambiente.
“Que filme legal.” Kace comentou.
Pelo menos dos cinco presentes na sala, havia um que realmente estava curtindo a situação. Hope pensou amargamente.
Durante todo o filme, ninguém se atreveu a fazer um único som.
Rossie sentou-se na posição mais distante de Kace, ao lado de Rossie estava Ian, enquanto Ethan sentou perto de Hope. Os três se apertavam no longo sofá.
Enquanto Hope estava presa com Kace no segundo sofá.
“Só você mesmo que está curtindo.” Hope desdenhou. Ela não sabia que tipo de poder Kace tinha para fazer com que todos os seus amigos nem sequer ousassem reclamar uma palavra sobre isso.
“Por quê? Você não gostou?” Kace ergueu as sobrancelhas para Hope e transferiu sua atenção para os outros três. “Querem assistir outro filme?”
“Não, não…”
“Não, obrigado.”
Ian e Ethan imediatamente acenaram com as mãos em pânico. Eles morreriam de pressão excessiva se Kace os obrigasse a assistir mais um filme com ele.
Kace era muito dominador para eles aguentarem.
Nesse momento, Rossie puxou a manga de Ian e sussurrou algo para ele. Assim que terminou de sussurrar, Ian olhou para Kace e falou com a voz trêmula.
“Na verdade, temos que ir para casa…” Ian engoliu em seco. “Nossos pais vão ficar muito preocupados se não voltarmos logo.”
Se a situação fosse um pouco diferente, Hope teria adorado se seus amigos fossem visitar sua casa. Seria a primeira vez que seus amigos iriam lá.
Graças a Kace, mas o clima não era nada como ela sempre imaginou.
“Tudo bem, eu vou levar vocês em casa.” Kace se levantou e esticou os músculos tensos. “Vamos.”
“O quê? Não!” Ian e Ethan sussurraram em voz alta ao mesmo tempo, enquanto lançavam a Hope um olhar de pedido de socorro, implorando por sua graça para salvar seus traseiros desse transmorfo intimidador.
“Por quê? Querem recusar minha generosa oferta?” Kace cruzou os braços na frente do peito em uma postura intimidadora.
“Não, claro que não.” Ian respondeu em pânico, sentindo sua irmã mais nova já tremendo ao lado dele.
“Ok, então levantem ou seus pais entrarão em pânico, pensando que eu sequestrei seus preciosos filhos.” Kace pegou as chaves do carro da mesa e assobiou enquanto saía de casa para entrar no carro.
“Hope.” Rossie se levantou e se aproximou dela. “Ele é muito assustador.”
Assustador?
Hope nunca tinha sentido isso em relação a Kace. Mesmo quando ele lutou contra aquele demônio em sua forma de besta no encontro anterior, ela não tinha medo dele.
Porque, lá no fundo do seu coração, Hope sabia que Kace nunca a machucaria, não importa qual fosse a situação.
Mesmo assim, Hope ainda consolou Rossie, dando tapinhas em suas costas. “Não se preocupe, ele não vai machucar você.”
“Hope, o que ele é? Um Alfa?” Ethan perguntou preocupado. Ele era o mais tranquilo entre os irmãos, mas Hope ainda podia sentir o nervosismo dele.
“Eu não acho que ele seja um Alfa. Somos iguais, desgarrados, como vocês.” Esta afirmação de Hope também confirmou a suspeita deles de que Hope estava morando com um metamorfo.
“Impossível.” A ruga entre as sobrancelhas de Ethan se aprofundou. “Ele não é nada parecido com um desgarrado. Nós sentimos sua natureza autoritária e dominante.”
“Bem, vocês veem alguma alcateia aqui?” Hope retrucou. Sem alcateia, sem Alfa.
“Mas, por que ele tem essa aura tão forte?” Ian sussurrou quase sem voz para Hope, olhando ocasionalmente para a porta da frente, com medo de que Kace irrompesse na casa e o estrangulasse por seu comentário.
“Eu não sei.” Hope deu de ombros. Como ela deveria saber, se ela não sentia nada além do calor da sensação de formigamento que sentia toda vez que ele a tocava?
Ian e Ethan se olharam confusos.
“Hope, eu não acho que posso pegar uma carona com ele.” Rossie olhou para Hope com os olhos cheios de lágrimas. O estresse que ela sentiu até agora foi demais e ela não conseguia lidar bem com isso.
“Tudo bem, eu vou com vocês.” Esta era a melhor maneira de lidar com a situação por enquanto.
“Eu realmente não me importo de ter que andar daqui até a nossa casa.” Ian tremia só de pensar que o metamorfo perigoso viria à casa deles. “Não me sinto confortável em deixar que ele saiba onde moramos.”
“Como Kace disse antes.” Hope olhou para a porta. “Ele não lida bem com rejeição.”
Todos eles sabiam que não tinham escolha nessa questão, porque se Kace realmente quisesse saber onde eles moravam, seria tão fácil quanto mover um dedo.
Os quatro saíram da casa e entraram no carro. Era óbvio que Hope iria no banco da frente e recebeu um olhar incrédulo de Kace ao vê-la lá.
“O que você está fazendo aqui?” Kace franziu a testa.
“Garantir que você não vai devorar meus amigos.” Hope soprou e mesmo naquele estado, Kace a achou muito adorável, enquanto beliscava sua bochecha rosada.
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O carro parou em frente a uma pequena casa cujo jardim da frente estava cheio de rosas. Era uma casa muito bonita e o cheiro das rosas preenchia o ar ao redor deles.
Só agora Hope entendeu porque às vezes ela sentia um leve cheiro de rosas vindo dos irmãos.
Assim que o carro parou, Rossie imediatamente saiu do carro e buscou a segurança de sua casa.
“Obrigado.” Ethan disse rigidamente enquanto saía do carro após seu irmão gêmeo, que nem se deu ao trabalho de dizer uma palavra enquanto corria em direção à casa ao avistar sua mãe cuidando das rosas.
Hope conseguia entender por que Ian tinha tanta pressa. Era instintivo para eles sentir se havia um predador maior por perto e também proteger sua família dele.
Mas, o que mais surpreendeu Hope foi ver Kace desligando o carro antes de abrir a porta do carro. “O que você está fazendo!?”