O Amor de um Lican - Capítulo 440
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440: TREZE ANOS DE IDADE (4) 440: TREZE ANOS DE IDADE (4) Como se tivesse levado um choque elétrico, Aidan tirou o braço do ombro de Hope e levantou as mãos em sinal de rendição. “Calma. Só queria te confortar.”
Ao ver o choque no rosto de Aidan, o olhar duro de Hope suavizou um pouco, mas seus lábios ainda se contorciam em uma expressão de descontentamento. “Desculpe. Não queria gritar com você, mas não estou acostumada com pessoas tocando meu cabelo.” Ela balançou a cabeça.
Contudo, em contradição, Hope gostava quando Kace fazia isso, por causa da sensação de formigamento que surgia em sua pele, provocando arrepios por todo o corpo quando havia qualquer contato pele a pele.
“Tudo bem. Na verdade foi erro meu.” Um sorriso amigável apareceu em seus lábios novamente enquanto ele seguia Hope para entrar no minimercado, onde acabaram de comprar bebidas.
“Por que eles não te permitem sair sozinha? Quero dizer, sua família, você é velha o suficiente para cuidar de si mesma.” Aidan deu de ombros. “Bom, eu já viajei para as cidades vizinhas quando tinha apenas onze anos.”
Hope ergueu as sobrancelhas, mas não respondeu ao seu comentário enquanto pegava um pacote de batatas fritas da prateleira e duas barras de chocolate.
“Não vou falar sobre isso se você não se sente confortável para compartilhar sua história.” Aidan passou os dedos nervosamente pelo cabelo.
“Eles se preocupam demais, eu acho.” Hope finalmente respondeu depois de alguns momentos de silêncio. Era impossível dizer que ela via aquelas criaturas que ninguém conseguia ver e essa era uma das razões, como Serefina e Kace lhe disseram quando ela perguntou por que não podia sair sozinha.
Algumas dessas criaturas eram assustadoras, mas, por mais assustadoras que fossem, Hope já havia se acostumado a vê-las e estava bem com isso.
Nenhum perigo real havia caído sobre ela por causa dessas criaturas, contanto que Hope fingisse que não podia vê-las, elas a deixariam em paz.
Assim como estava acontecendo agora.
Pelo canto do olho, Hope podia ver um lobo cinza escuro, tão grande quanto o de Lana, passando pela rua antes de se transformar em um humano quando ninguém estava prestando atenção.
Às vezes, Hope sentia como se estivesse vivendo em um mundo de fantasia, mas a verdade é que ela estava vivendo com essas criaturas e uma bruxa. Uma bruxa sarcástica, além de tudo.
“Hm…” Aidan esfregou o queixo. “Ouvi dizer que eles não são sua verdadeira família.”
Hope deu a Aidan um olhar de lado antes de murmurar sua resposta. “Reais ou não, eles cuidam de mim desde que eu era bebê.”
Hope sentiu que suas respostas estavam ficando cada vez mais afiadas. Ela não estava no melhor dos humores e poderia estourar a qualquer momento, ou pelo menos era assim que ela se sentia agora.
“Ah, tá bom.” Aidan fez uma careta, mas não desistiu, tentando iniciar outra conversa. “Você tem um nome muito único.”
Ele tentou e Hope apenas respondeu com uma resposta curta. “Sei disso.”
Ela sabia de onde vinha esse nome, Lana lhe contou. Foi Kace quem deu a ela esse nome de um único poema que ele conhecia.
Isso era na verdade bastante romântico…
Entretanto…
O que é Kace para ela? Ou, mais especificamente, o que ela é para Kace? Algumas coisas que Hope sabia sobre ele era; ele era um licantropo, uma criatura mais velha que um lobisomem e tinha sentidos aguçados entre os transmorfos, e uma coisa era certa, ele parecia não envelhecer.
Kace era exatamente a mesma pessoa nas primeiras memórias que ela tinha dele. Não envelhecia de jeito nenhum.
E outra coisa que intrigava Hope era a maneira como ele a tratava. Ele era tão cuidadoso e carinhoso. Ah, e a sensação de formigamento.
Suspiro…
Hope tinha muitas perguntas sem resposta girando em sua cabeça e cada vez que as mencionava em voz alta, Kace apenas dizia que ela saberia quando chegasse o momento certo.
“Ei.” Um toque no ombro de Hope a tirou de seus devaneios. “Você está distraída.” Aidan sorriu enquanto a ajudava a carregar os lanches dos braços, caminhando em direção ao caixa.
“Eu vou pagar.” Hope afastou a mão de Aidan, que estava prestes a entregar o dinheiro.
Algo na expressão de Hope fez Aidan assentir, não querendo deixar a garota mais chateada do que isso, mesmo que seus lábios formassem um beicinho, ela parecia mais fofa do que nunca, ou pelo menos era o que Aidan pensava.
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O carro parou em frente a uma enorme casa azul, que Hope assumiu ser de Sebastian, já que lhe disseram que passariam algumas horas ali antes de Sebastian levá-las de volta à cidade delas.
Alyssa pediu desculpas a Hope por sua ideia ridícula, mas já que estavam ali, não havia muito o que fazer agora.
Hope estava furiosa, mas guardou isso para si. Ela não podia culpar Alyssa e Rena por tudo que aconteceu, afinal foi sua escolha participar desse ato rebelde desde o início.
Sentir-se estúpida era eufemismo para descrever o que Hope sentia agora. Ela se sentia horrível.
A segunda mensagem que ela enviou a Kace tinha detalhes de onde ela estava naquele momento e o quanto ela estava arrependida.
Aparentemente Sebastian vinha de uma família abastada, os móveis dentro da casa gritavam a quantidade de dinheiro que seus pais haviam gasto.
“Meus pais não estarão em casa até amanhã. Basta irem para o quintal, vou pedir para alguém preparar um churrasco para nós.” Sebastian sorria para Alyssa, ambos não paravam de flertar um com o outro por nem um momento.
“Tente aproveitar o momento! Você não sabe quando poderá viver isso de novo.” Rena passou o braço pelos ombros de Hope. Seus olhos cor de avelã brilhavam de empolgação ao ver que havia uma piscina no fundo do quintal.
No entanto, o que chamou a atenção de Hope foi uma mulher que sorria para ela do outro lado da piscina, seus olhos dourados brilhavam intensamente sob o luar.
Ela era fascinante, mas também assustadora.
Seus olhares se encontraram e, por algum motivo, Hope não gostou do jeito como ela a encarava.
“O que você está olhando?” Rena perguntou ao lado dela.