O Amor de um Lican - Capítulo 199
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199: O SEGUNDO FILHO 199: O SEGUNDO FILHO Logo cedo pela manhã, Serefina acordou Raine de seu sono profundo.
Porque o sol ainda não havia nascido, o quarto todo estava escuro. A única fonte de luz vinha de uma vela cintilante.
Raine esfregou os olhos sonolentos enquanto olhava ao redor. “Onde estou?” Ela bocejou e tentou abrir os olhos para olhar para Serefina.
“Acorda, dorminhoca e se vista!” Serefina jogou um vestido em Raine enquanto saía do quarto. “Levanta! Se você se atrasar para o café da manhã, não vai ter nada.”
Raine olhou para o vestido na luz fraca enquanto sua mente recordava o evento de ontem. Ela suspirou de arrependimento ao lembrar que perdeu seu almoço com Torak. Ela se perguntou sobre a reação de Torak quando descobriu que Raine havia desaparecido de novo.
Serefina deveria ter informado Torak sobre seus planos. Ao menos, ela poderia ter deixado uma mensagem, mas não, a bruxa sempre parecia empenhada em procurar confusão com Torak. Ela deve ter feito isso intencionalmente para irritar o Alfa.
Raine olhou para o vestido em sua mão e sentiu a maciez do tecido. Era bom. Ela saiu da cama e trocou de roupa pelo vestido.
Seu estômago começou a roncar, lembrando-a da última vez que comeu. E certamente não foi ontem de manhã, pensou ela incomodada.
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Quando Raine entrou na sala de jantar, ela só viu Serefina e Cassandra.
“Bom dia.” Murmurou Raine, ao ver que elas estavam tão absorvidas na conversa que nem mesmo notaram a sua chegada.
“Oh, bom dia.” Cassandra sorriu educadamente para Raine enquanto Serefina simplesmente lançou um olhar e sinalizou para que Raine sentasse ao lado dela.
Raine se sentou ao lado da bruxa e se serviu de um copo de leite. Ela sabia qual jarro continha o leite. Afinal, essa não era a primeira vez que ela estava nesta era.
Entretanto, essa foi a primeira vez que Raine viu Serefina ter uma conversa com outra pessoa sem irritá-la. Cassandra até parecia gostar do assunto.
“Então meu filho é uma menina? Tem certeza?” perguntou Cassandra, maravilhada. “Como você sabe disso? Até mesmo para uma bruxa de sangue puro, a habilidade de ver o futuro é considerada um talento.”
“Eu simplesmente sei. Não tem nada de especial nisso.” Serefina deu de ombros nonchalantemente.
Raine tentou conter o impulso de zombar das palavras de Serefina. A bruxa não sabia nada sobre o futuro, mas agia como se tivesse poder suficiente para ter tal habilidade. Mas Raine sabiamente se absteve de fazer qualquer comentário. Ela tentou ocupar-se comendo seu café da manhã.
Contudo, Raine se tornou curiosa sobre a identidade de Cassandra. Ela devia ser alguém que Serefina conheceu no passado.
“Uma bruxa poderosa?” Cassandra estava fascinada e um sorriso suave apareceu em seus lábios. “Isso soa ótimo! O nome do meu filho será conhecido por muitas pessoas… Mal posso esperar por esse dia.” Ela acariciou seu estômago afetuosamente.
O que Cassandra não sabia e Serefina não disse foi que ela não estaria lá para sua filha quando esse momento chegasse.
Um momento depois, Fabian juntou-se a elas. Ele já estava de mau humor, a julgar pela ruga em sua testa que parecia estar permanentemente cravada entre os olhos.
“Precisamos fazer um desvio na viagem para o lugar sagrado.” Fabian informou a Serefina com uma voz áspera. Ele espetou sua carne com irritação e mastigou.
“Por quê?” Serefina levantou levemente as sobrancelhas em pergunta. Cassandra também. Elas se imitaram perfeitamente.
“A Luna dos Licantropos está dando à luz a um filho, então haverá uma cerimônia na Vila Cartier e em sua área ao redor.” Fabian parou de falar por um momento para engolir seu leite. “Eu não quero estar no mesmo local que os licantropos. Seu tipo às vezes pode ser muito irracional. Além disso, há uma grande chance de encontrá-los e eu não quero irritá-los por acidente ou causar problemas ou estar envolvido em um.”
“Oh…” Cassandra fez uma expressão como se tivesse acabado de se lembrar de algo. “A cerimônia para o filho do Alfa será espetacular. Eles também fizeram isso quando o primeiro filho nasceu.”
Quando Raine ouviu a palavra Alfa, ela virou a cabeça para ouvir a conversa deles.
“Sim, a segurança foi tão rigorosa naquela época, mesmo dizendo que toda criatura poderia participar da celebração. Eu não acho que eles puderam se mover livremente, já que os licantropos eram temidos por muitos.” Fabian acrescentou.
A celebração desta vez também seria aberta a todas as criaturas, mas estariam sob supervisão estrita e não seria permitido se aproximarem do bebê do Alfa.
A principal coisa que chamou a atenção das outras criaturas, no entanto, foi a refeição farta que seria servida e a chance de ver o Alfa mais temido deste reino.
“Em um dia normal, a Vila Cartier teria sido a rota mais rápida que poderíamos tomar para chegar ao lugar sagrado.” Cassandra afirmou enquanto bebia um copo de água quente em vez de leite. Ela era alérgica a leite.
“Vamos fazer um desvio.” Ele resmungou.
“Não, vamos seguir a rota usual pela Vila Cartier.” Serefina disse com finalidade enquanto bebia a água quente em sua xícara.
“Você não ouviu o que eu disse?” Fabian olhou para Serefina com intensidade.
Contudo, uma vez que a teimosa bruxa havia decidido algo, ela não desviaria de seu plano. “Você não se preocupa em voltar cedo para sua esposa e filho?”
A resposta de Serefina fez Fabian calar a boca. Claro que ele queria voltar o mais rápido possível. Se não fosse porque Serefina havia se provado como uma das bruxas de sangue puro, Fabian nem teria deixado sua esposa grávida sozinha em casa.
Vendo que o ambiente estava ficando tenso, Cassandra tentou amenizar o clima ao dizer em tom casual, “Eu já vi o Alfa e ele não parece ser tão assustador e problemático. Esta celebração é para o segundo filho deles. Você sabe o nome do bebê?” Cassandra perguntou a Fabian.
“Torak Donovan.” Respondeu Fabian em tom apático.