O Amor de um Lican - Capítulo 193
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193: TEMOS QUE IR AGORA 193: TEMOS QUE IR AGORA Raine foi acordada cedo com o som da água correndo no banheiro. Torak deve estar tomando banho agora.
Raine olhou ao redor e se viu envolta em um cobertor quente. A última coisa que ela se lembrava da noite passada era se aconchegar com o grande lobo branco que ocupava todo o espaço na cama. Ela não teve escolha senão se aninhar entre suas patas dianteiras.
Raine não se importava com isso, pois ele era tão quente e confortável. Mais tarde, ela pediria a Torak para se transformar novamente em sua forma de lobo para que ela pudesse se aconchegar com a besta.
Logo depois disso, Torak saiu do banheiro com uma toalha pendurada baixo na cintura. Gotas de água caíam de seus cabelos para os seus ombros largos.
Ele olhou diretamente para Raine, que o espiava de baixo do cobertor.
“Bom dia, meu amor.” Torak andou em direção a Raine e beijou suas bochechas, deixando seu rosto molhado pela umidade em seu rosto.
“Hmm… bom dia.” Respondeu Raine enquanto limpava o rosto. “Está tão cedo… você vai para o escritório?” Raine bocejou.
“Sim, preciso encontrar alguém.” Torak esfregou sua mão úmida no rosto da Raine para acordá-la. “Que tal almoçarmos juntos mais tarde?”
Raine afastou a mão de Torak, irritada porque agora seu rosto estava todo molhado. Ela usou o cobertor para limpar seu rosto novamente.
“Tudo bem.” Raine concordou e saiu da cama. Ela se aproximou de Torak e pegou a toalha que ele segurava com a outra mão.
Como se Torak já soubesse o que ela ia fazer, ele baixou a cabeça para deixar que Raine secasse seu cabelo. Ele nunca havia abaixado a cabeça para ninguém antes, nem mesmo quando enfrentou a morte em si durante a guerra.
Mas agora ele fez isso naturalmente com Raine.
Raine riu ao ver a postura de Torak. Ela se lembrou de como a besta branca pediu para ela fazer carinho na noite passada. Ele também inclinou a cabeça exatamente assim.
“O que é tão engraçado?” Torak perguntou, mas não levantou a cabeça.
“Nada.” Raine disse levemente. “Eu gostaria de começar a minha manhã assim.” Ela beijou a nuca exposta de Torak, o que fez o corpo do Alfa estremecer.
“Certo.” De repente, Torak levantou a cabeça e pegou a mão da Raine. “Já que você acordou, vamos tomar café da manhã juntos. Me espere embaixo enquanto eu me visto.”
Raine assentiu e saiu do quarto.
Ela estava ficando muito confortável com Torak agora. Lenta e imperceptivelmente, ela começou a tomar a iniciativa de beijar Torak. Com o passar do tempo, ela também começou a demonstrar mais livremente sua afeição, como na forma como beijou a nuca de Torak mais cedo. Isso parecia natural e não a incomodava de forma alguma.
Se fosse a Raine de alguns meses atrás, ela definitivamente não faria algo assim. Mas ela estava diferente agora e isso era uma coisa boa.
Enquanto isso…
Torak tocou sua nuca. Ele ainda podia sentir arrepios pela pele por causa do beijo da Raine. Até seus olhos cintilaram e ficaram de cor escura.
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“Bom dia.”
A voz de uma mulher cumprimentou Raine no momento em que ela entrou na sala de jantar. Assim que ouviu isso, Raine sentiu sua irritação crescer.
Ela pensou que seria um grande dia. Ela começou a manhã com um sorriso no rosto, ansiosa pelo almoço com Torak mais tarde. Mas quem diria que esta mulher viria visitá-la hoje?
“Não me olhe assim.”Serefina acenou com a faca de pão em sua mão esguia e apontou para a cadeira à frente dela. “Senta.”
Embora esta área fosse protegida com um feitiço para que criaturas espirituais não pudessem se aproximar, foi Serefina quem lançou o feitiço e, portanto, ela poderia ir e vir como quisesse.
Com uma expressão carrancuda, Raine sentou-se na cadeira ao lado da que Serefina tinha apontado. A bruxa apenas ergueu as sobrancelhas observando o pequeno ato de rebeldia da Raine.
“O que você quer? Chocololate? Morango? Amendoim?” Serefina apontou para os três potes de geleia à sua frente enquanto segurava uma fatia de pão com a outra mão.
“Não, obrigada, não quero nada.” Raine respondeu, olhando ansiosamente para a porta.
Toda vez que Torak encontrava Serefina nada de bom acontecia. Eles ou tentariam se destruir ou começariam a gritar um com o outro.
“Tá certo, chocolate então.” Ignorando a recusa de Raine, Serefina colocou geleia de chocololate em um pedaço de pão e colocou outra fatia por cima para fazer um sanduíche. Então ela entregou para Raine. “Come.”
Raine franziu a testa. “Eu disse que não quero.” Sua voz nem alta nem baixa, mas firme.
“Bom, você começou a me desafiar mais.” Serefina estalou os dedos e num piscar de olhos o sanduíche desapareceu no ar. “Já que você não quer tomar seu café da manhã, então podemos ir agora.”
“Como assim ‘podemos ir’?” Raine literalmente encolheu-se na cadeira e olhou preocupada para Serefina quando a bruxa começou a se aproximar dela.
“Para onde eu te prometi, onde mais?” Serefina parou diante de Raine e cruzou os braços impacientemente. “Agora pare de resmungar e levante-se.”
“Mas…” Raine olhou ao redor. “Eu não preparei nada…”
“Eu vou te dizer quando você precisar preparar algo. No entanto, como eu te disse para levantar, levante.” Serefina estava ficando cada vez mais irritada com Raine. “Vamos agora. Nada que você pudesse ter preparado seria útil de qualquer forma.”
Raine teve um mau pressentimento. Serefina estava sendo secreta e isso a deixou desconfiada. “Para onde vamos?” Ela insistiu em saber.
“Para o tempo antes de tudo isso começar.” Serefina agarrou a mão de Raine e a forçou a levantar-se porque ela não podia esperar para sempre.
Quando Raine foi forçada a levantar-se, ela afastou a mão da bruxa e deu um passo para trás, sentindo-se ameaçada.
“Ao menos avise Torak sobre isso. Ele vai se preocupar.” Raine disse.
Serefina ignorou a desculpa dela. “Não precisa disso.” E ao rejeitar a ideia de Raine de informar Torak, ela puxou algo do bolso da calça.
Ocorreu tão rápido que até Raine não viu chegar.
Serefina levantou o objeto e o apunhalou bem no coração de Raine.