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O Amor de um Lican - Capítulo 167

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167: ELA QUER SE CONHECER 167: ELA QUER SE CONHECER Quando você não pode controlar o que está acontecendo, desafie-se a controlar a maneira como responde ao que está acontecendo. Esse é o seu poder.

**************
“Eu preciso de algumas explicações,” Raine disse determinada. “Eu quero saber sobre a possibilidade do meu poder.”

“Nós vamos encontrar outra forma de descobrir isso. Mas ainda acho que é melhor você contar ao Alfa sobre o que acabou de acontecer.” Rafael discordou.

“Mas se Torak soubesse o que Serefina acabou de fazer comigo, que ela quase me machucou…” Raine tocou seu pescoço subconscientemente. De repente, o medo que ela tinha sentido antes, voltou à sua mente. “De novo…” Ela acrescentou. “Então, Torak nunca me permitirá cruzar caminhos com Serefina, nunca mais. Nunca! E você sabe como seria isso.”

Rafael sabia melhor do que ninguém que era exatamente isso que Torak faria. O Alfa supremo colocaria Serefina na lista negra daquelas pessoas que estavam absolutamente proibidas de se aproximar de sua parceira. Era apenas natural para ele tomar essa atitude, e ele tinha todos os motivos para fazê-lo.

Pois naquele exato momento, ficou provado que Serefina era mais propensa a machucar Raine, do que a ser uma protetora e guia para a garota como deveria ter sido.

De repente, Raine sentiu algo desconhecido. Involuntariamente, uma onda de sentimentos estranhos para falar sobre isso surgiu nela. Ela foi meio que lembrada, e ao mesmo tempo se perguntando. Ela percebeu que se somente isso tivesse acontecido há meses, não haveria como ela se trazer a pedir algo para Rafael.

Essa garota de alguns meses atrás não conseguia nem olhar nos olhos dele, ao contrário do que estava fazendo agora. Agora, Raine não era mais aquela garota. Ela estava lá, olhando diretamente nos olhos de Rafael. E não só isso, ela expressava sua própria opinião sobre o assunto sem esforço.  Ela não conseguia se lembrar da última vez que tinha sido tão determinada a fazer algo.

“E também…” Raine parou no meio de sua própria frase. Ela piscou nervosa.

“E também?” Rafael repetiu. Ele jamais poderia imaginar que esse dia chegaria, o dia em que Raine teria sua própria opinião, e realmente pediria a ele para fazer algo contra a vontade de Torak. Torak ficaria descontente assim que descobrisse que Raine estava escondendo algo dele. Qualquer que fosse o motivo dela, isso era simplesmente inaceitável.

“Eu quero saber sobre a pessoa que Serefina mencionou brevemente antes.” disse Raine sem hesitação.

“Raine… Você vê, Torak está certo sobre tudo isso. Isso será extremamente perigoso para você.” Mesmo que Rafael não fosse exatamente velho, ele sabia que tudo isso era verdade, que aqueles transmorfos e criaturas sobrenaturais que viviam naquela época eram todos ferozes e impiedosos. Ele não conseguia imaginar se isso era até possível, para alguém tão bondoso quanto Raine, sobreviver a tudo aquilo.

Ignorando a preocupação de Rafael, Raine continuou o que tinha a dizer, “Eu quero saber sobre a profecia. Por que os anjos guardiões estão sendo ressuscitados. Nesse caso, eu sou uma deles…” Ela não estava acostumada a se referir dessa forma, mas não encontrou melhor maneira de dizer em outras palavras. “Você vai me contar?”

Ouvindo o desejo da Luna, Rafael sentiu-se conflituoso. Ele estava incomodado com o assunto. Porque Torak nunca mencionou nada sobre a profecia. Pelo menos ainda não. Foi a primeira vez que eles ouviram falar sobre isso, quando Serefina trouxe o tópico. E isso fez Raine querer saber mais sobre si mesma.

Nesta situação caótica, ela não conseguia distinguir o que era imaginação e o que era realidade. Não mais. E como resultado, seu mundo estava virando de cabeça para baixo. Porque tudo parecia tão real para ela. E agora, o fato de tantas criaturas estarem tentando prejudicá-la estava tornando as coisas piores do que nunca.

Momentos ameaçadores poderiam acontecer a qualquer momento. E quando esse tempo viesse, ela queria se levantar sozinha, e queria desesperadamente aprender mais sobre si mesma.

Os pensamentos mais estranhos vieram à sua mente. De alguma forma, Raine podia sentir que Serefina não tinha nenhuma intenção de matá-la quando a estrangulou antes. Não era segredo o quão poderosa era Serefina, se ela quisesse ela morta, essa bruxa não precisaria imobilizá-la como antes, nem suar a camisa. Ela não precisava passar por todo aquele trabalho problemático, apenas para tirar a vida de alguém.

A bruxa era mais do que capaz de tirar a vida de alguém. Na mão de uma bruxa excepcional como Serefina, tirar a vida de uma garota humana, como Raine, seria extremamente fácil. Com esse tipo de poder, a vida de Raine estava a apenas um estalar de dedos da morte.

Qualquer que fosse a intenção real de Serefina, ao pensar de novo, o que ela fez anteriormente ainda era uma forma cruel de agir. Se for para dizer algo, acabar com a vida dela não era a intenção de Serefina, e Raine tinha quase certeza disso. Porque, por que ela faria isso?

Na verdade, Serefina correu um grande risco para procurar informações sobre ela. Pelo menos, era de acordo com o que ela disse no momento em que Torak tentou sair do quarto antes de todo o caos acontecer.

“Não é porque eu não quero te contar. É apenas que não estou muito familiarizado com o assunto nesta questão. Esta profecia, a ressurreição do anjo da guarda, eu não estava ciente disso tudo até recentemente.”

Rafael só descobriu sobre uma pequena parte disso. Quando Torak a trouxe para a casa da alcateia, foi o momento em que ele contou a eles sobre isso pela primeira vez. “Há essa profecia que foi contada pela própria Deusa da Lua. E, foi algo que Torak ouviu pessoalmente. Eu acho que há apenas um punhado de pessoas que sabiam sobre essa profecia.”

“Você está tentando dizer que seria muito melhor para mim ouvi-la diretamente de Torak?” Raine concluiu. Era bom ela não ter levantado suas esperanças, pois ela estava ciente de que Rafael não diria nada sem a preocupação de Torak.

“Acho que o Alfa poderia explicar melhor do que eu. Afinal, ele ouviu a profecia pessoalmente, diretamente da própria Deusa da Lua.” Rafael sugeriu.

“Tudo bem, eu entendi…” Raine assentiu compreensivamente. Ela perguntaria a Torak sobre isso, uma vez que ele se acalmasse. “Mas você poderia não contar a ele sobre o que Serefina fez comigo? Eu vou deixar ele saber mais tarde.”

Rafael não respondeu e apenas deu um tapinha na cabeça de Raine.

==============
Raine estava esperando Torak voltar. Já era tarde da noite, e seus olhos sonolentos não conseguiam mais ficar acordados. Então, ela adormeceu.  Até o momento em que Raine sentiu a presença de alguém se juntando a ela na cama. Ela estendeu os braços e abraçou o corpo quente e familiar.

“Eu te acordei?” Torak perguntou, sussurrando a pergunta. Ele colocou seu braço sob a cabeça de Raine como um travesseiro, e a puxou para mais perto dele.

“Eu estava me perguntando quando você voltaria, então eu esperei por você. Mas então eu adormeci.” Raine aconchegou sua cabeça contra o peito dele, enquanto murmurava sua resposta. A sonolência ainda dominava-a por inteira. “Onde você estava?”

“Correndo.” Torak beijou sua testa, e então inalou seu rico aroma.

“Eu preciso te perguntar sobre alguma coisa…” Raine disse.

Torak riu ao ouvir sua voz sonolenta. Ele acariciou suas costas e disse, “Sua pergunta pode esperar. Eu prometo que você pode me perguntar qualquer coisa amanhã. Fique quieta agora, e volte a dormir.” Ele a embalou em seus braços, e a embalou para dormir.

Torak sabia exatamente o que ela realmente queria perguntar. Rafael já havia contado a ele no momento em que voltou. No fim das contas, o Beta nunca poderia esconder coisas do seu Alfa. Ele contou tudo, incluindo a parte onde Serefina tentou estrangular Raine.

Ao ouvir o relatório de Rafael, Torak esmagou o copo em sua mão. Ele sabia que deveria ter apenas matado essa bruxa desde a primeira chance que teve.

“Mas Raine pediu para eu não te contar sobre isso.” Rafael acrescentou quando viu a raiva começar a consumir o Alfa. “Ela quer fazer algo sobre isso, ela mesma.”

“Ela te disse o que ela queria fazer?” Torak franziu seus olhos afiados perigosamente. Ele estava farto e tinha o suficiente da ideia de Serefina de levar Raine de volta no tempo. Uma época que remonta a séculos atrás. Era loucura o suficiente imaginar Raine vivendo sob o ambiente severo daquela época. Ele não precisava que Raine própria tivesse uma agenda pessoal que pudesse ser tão louca quanto a de Serefina.

Vendo como o Alfa reagiu a isso, Rafael explicou a intenção de Raine nesse assunto. “Ela quer saber melhor sobre si mesma, e queria aprender melhor sobre o que ela poderia fazer com sua habilidade.”

Era bom ver que Raine estava progressivamente melhorando. Agora ela começava a desenvolver o entendimento sobre si mesma. Na verdade, ela parecia ansiar ainda mais por aprender sobre si mesma. Era só que Torak não conseguia realmente concordar com a decisão dela desta vez. Ela poderia se machucar no processo, e isso era a última coisa que ele queria.

Sobre a profecia. Nunca teve a menor intenção de contar a Raine sobre a profecia, mesmo desde o início, quando a vida deles juntos começou. Ele não se importava nem um pouco com a guerra iminente que ocorreria em um futuro próximo, ou com qualquer coisa que Selene os tivesse advertido. Ele só queria manter sua parceira segura.

Porque ele sabia que a guerra custaria a vida dela…
Assim como o que aconteceu na última guerra, onde todos os anjos guardiães foram varridos do reino por séculos. Até que a Deusa da Lua decidiu ressuscitá-los novamente. Torak apertou os braços em volta do corpo adormecido de Raine, ela dormia profundamente com a boca levemente aberta.

Como ele poderia deixar algo acontecer com ela, depois de todo o tempo que passou, onde ele esperou tanto tempo apenas para que ela finalmente entrasse em sua vida?

A guerra poderia acontecer, mas Raine não faria parte dela!—ele pensou.

==============
Raine acordou cedo. Quando abriu os olhos, a primeira coisa que viu foi Torak a encarando. “Bom dia.” Sua voz estava rouca.

“Bom dia, meu amor.” ele disse enquanto beijava a ponta do nariz dela. “Está com fome?”

Raine riu ao ouvir a pergunta dele. “Estou faminta.” Ela se lembrou de que não comeu nada na noite passada. Ela estava obstinadamente esperando por Torak dentro do quarto.

“Vamos comer, depois disso vou te levar a algum lugar.” Torak deu um tapinha em suas costas e saiu da cama. Enquanto isso, Raine, que acabara de acordar, enrolou-se novamente no cobertor.

“Preciso dormir mais um pouco…” Ela resmungou quando Torak cutucou sua bochecha. “É muito cedo para o café da manhã.” Ela murmurou.

“Vamos, temos que sair cedo. Caso contrário, teremos que esperar até amanhã.” Torak sentou-se novamente na beira da cama, persuadindo-a numa tentativa de acordá-la.

Hoje era sábado, final de semana. E isso significava que Raine estava livre, sem aula. Torak pensou que era simplesmente o momento perfeito para levá-la a algum lugar um pouco longe daqui.

“Hum? Para onde estamos indo?” Raine piscou os olhos, lutando contra o sono. “Vai ser longe?”

“Sim, é um lugar distante.” Torak concordou. “Precisamos sair cedo se você ainda quiser assistir à sua aula na segunda-feira. Ou você pode simplesmente faltar.” Ele deu de ombros. Estudar era uma escolha própria de Raine, então ele não se importava se ela quisesse faltar.

“Para onde vamos?” Raine sentou-se. Depois esfregou os olhos e bocejou. Uma vez que seu corpo se sentiu desperto, ela olhou para Torak. Ela estava se sentindo um pouco mais sóbria agora.

“Um lugar que vai contar uma história sobre o que aconteceu séculos atrás.” Torak disse. O jeito como ele falou era tão misterioso. Uma coisa era certa, ele sabia que Raine iria gostar.

“Essa história é sobre você?” Assim como Torak havia pensado, os olhos de Raine brilharam com excitação.

“Sim, é uma história sobre mim.” Torak concordou.

==============
Raine estava vestindo um suéter azul folgado e um par de calças baggy na cor jeans. Ela usava um gorro azul que combinava com a cor do suéter. Ela deixou seus longos cabelos pretos caírem sobre os ombros, sabendo que Torak sempre gostava de brincar com o cabelo dela. Foi por isso que ela nunca amarrou o cabelo quando estava com ele.

Raine e Torak entraram no carro, logo quando o sol acabava de aparecer no horizonte. O nascer do sol iluminava a rua à frente deles com uma cena dourada e bela. Gregory estava dirigindo o carro. Diferente de outros dias, desta vez Raine não conseguiu ver o outro carro que geralmente seguiria atrás do deles. Só podia significar que Torak não trouxe Rafael ou Calleb nessa viagem.

“E sobre Rafael e Calleb? Eles se juntarão a nós?” Raine olhou para o assento de carona vazio.

“Por que eles precisariam vir conosco?” Torak perguntou. Um toque de desagrado que ele sentiu ficou claro para ela ouvir. Por que ela teria que perguntar sobre outros homens na minha presença?—ele pensou, indagando, sentindo-se irritado. Mas então, ele acrescentou, “Esta viagem é só para nós dois.”

“Nada, estou apenas curiosa. Porque normalmente eles seguiriam você para onde quer que fosse.” Raine balançou a cabeça e sorriu. “Acho que assim é muito melhor.”

“Sim, eu não poderia concordar mais.” Torak sorriu também.

No início, Raine pensou que levaria, no mínimo, vinte minutos a meia hora antes de chegarem ao destino. Porque Torak simplesmente se recusava a dizer para onde iriam. Assim, ela se surpreendeu quando o carro chegou numa pista de pouso, perto do aeroporto. Havia um avião particular com um grande ‘Empresa Donovan, Inc.’ escrito nele, esperando por eles.

“Torak, para onde estamos indo de verdade?” Raine perguntou quando ele a ajudou a sair do carro. Ela olhou confusa para o avião particular à sua frente. Ela se lembrou da última vez que Torak a levou para a casa da matilha do orfanato. Foi o mesmo avião particular daquela última vez. Ele iria levá-la de volta para a alcateia? Para o território dele?

Raine não se importaria se Torak a levasse de volta à casa da matilha. Ela gostava de estar lá, independentemente do que acontecera quando estava lá.

“Estamos voltando para a sua alcateia?” Raine continuou perguntando enquanto Torak a ajudava a embarcar no avião.

“Não, vamos para um lugar ainda mais longe do que isso.” Torak ainda se recusava a dizer a ela o destino. “Só vai levar algumas horas. Você pode dormir durante essa viagem.” Ele beijou sua testa e prendeu o cinto de segurança nela.

Quando o sinal ficou verde, só então, eles foram autorizados a entrar no avião. Torak levou Raine ao quarto, enquanto abria a porta para a sala principal dentro do avião particular. Era a mesma sala onde ela esteve na última vez aqui. Isso foi apenas alguns meses atrás, e agora a condição de Raine estava ainda melhor.

Comparada com aquela época, agora ela tinha um lugar que podia chamar de lar. Não só isso, ela também estava se preparando para entrar na universidade como qualquer outra garota de sua idade. Mas, a coisa mais importante é que agora ela tinha alguém que cuidava dela.

“Torak…” Raine segurou seus braços e olhou para ele. “Essa viagem está relacionada ao seu passado?”

“Sim.” Torak sentou-se ao lado dela.

“Por acaso, você está planejando me contar sobre o seu passado?”

“Sim, meu amor.”

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