O Amor de um Lican - Capítulo 131
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131: ELA ESTAVA LÁ, EM SUAS MEMÓRIAS DESAGRADÁVEIS 131: ELA ESTAVA LÁ, EM SUAS MEMÓRIAS DESAGRADÁVEIS Foi instintivo, a maneira como me apaixonei por você. Como uma respiração fácil e natural.
-Josh Walker-
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Quando as três pessoas à sua frente estavam distraídas e não olhavam, Calleb transformou-se na sua forma de licantropo às escondidas.
Ele correu para seguir Torak enquanto informava Rafael sobre o que acabara de acontecer.
O Gama podia sentir a frustração do Beta através da ligação mental. Pois aparentemente ele estava no meio de algo importante com um dos diretores da instituição mental. Em cerca de dois minutos, Rafael obteria a permissão para que pudessem revistar legalmente todo o prédio.
Contudo, o Alfa deles não esperaria por esses dois minutos. Ele apenas fazia as coisas à sua maneira e por conta própria. Ainda assim, ambos deveriam estar gratos o suficiente por Torak não ter tornado as coisas mais difíceis, permitindo que sua besta assumisse o controle.
[Siga-o.] Rafael deu uma ordem a Calleb. [Certifique-se de que ele não fará nenhum movimento impensado, estamos rodeados de pessoas agora.] Ele o alertou enquanto olhava para o homem à sua frente.
O homem era um dos diretores da instituição mental, no momento fazendo uma ligação para a sua equipe para conceder a demanda de Rafael, mesmo que não soubesse porque o braço direito de Torak Donovan estava solicitando isso, mas estar do bom lado de Torak Donovan o beneficiaria de uma forma ou de outra.
[Estou indo.] Calleb respondeu enquanto farejava o ar, rastreando Torak por seu cheiro com o nariz. O Alfa era rápido demais para ele, não poderia alcançá-lo a tempo.
[Estarei aí em um segundo.] Rafael disse apressado e encerrou a ligação mental com Calleb, voltando sua atenção para o homem à sua frente que havia desligado o telefone.
“Por favor, esteja à vontade, Sr. Lockwood, ficarei muito feliz em lhe mostrar o hospital.” O homem abriu a porta e a segurou para Rafael. “Embora eu não tenha certeza se há algo aqui de seu interesse.”
“Nunca se sabe.” Rafael lhe respondeu humildemente.
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Torak passou correndo de quarto em quarto em busca de qualquer sinal de Raine.
Estando lá, ele testemunhou quão horrível algumas pessoas tratavam os pacientes. Acima de tudo, era uma injustiça absoluta e um tratamento desumano.
A maioria dos pacientes que recebiam aquele tipo de tratamento eram aqueles que viviam no lado de trás na ala sul do hospital. Era um lugar abandonado com uma cela suja para cada paciente. Era um lugar destinado aos pacientes que haviam sido negligenciados ou abandonados por suas famílias.
Não apenas eles não eram bem tratados, mas também não recebiam roupas ou alimentos apropriados. Dentro da cela fria, eles dependiam apenas de si mesmos para se aquecerem.
Alguns dos pacientes ficavam no canto da cela, e alguns deles gritavam e berravam de forma maníaca.
As enfermeiras não ajudavam, mas pioravam a condição deles torturando-os. Assim como aquele homem havia feito com Raine no vídeo que ele assistiu meses atrás, quando Raine ainda estava em sua alcatéia.
Mas, a verdade mais horrenda para Torak acreditar era que, dois anos atrás, Raine era uma delas.
Este fato não se acomodava bem dentro dele, enquanto soltava um rosnado baixo e perigoso, ele realmente queria arrancar a cabeça daquela enfermeira que torturou sua parceira.
Ele faria isso assim que a encontrasse!
Torak circulou o local duas vezes até Calleb chegar. O grande lobo cinza manteve-se um pouco distante do Alfa, pois sentia o humor carregado vindo dele.
Calleb não confrontaria Torak, nem agiria como um super-herói como Rafael havia feito quando salvou a bruxa, Serefina, naquela noite. Tudo isso apenas para deter o Alfa.
Ele não tinha essa capacidade, e estava dois postos abaixo do Alfa. Contudo, mesmo que ele fosse um Alfa também, Torak ainda seria o único Alfa Supremo de todos.
Não havia como fazer Torak ouvir Calleb, portanto o Gama o seguiu sem fazer barulho.
[Raph, quando você vai chegar? O Alfa está assustador.] Calleb estremeceu levemente quando olhou para os olhos vermelhos de Torak. [Acho que agora sua besta está no controle.]
[Estarei aí em um segundo.] Rafael disse às pressas.
Só agora Calleb percebeu que os olhos de Torak tinham se transformado em um vermelho ensanguentado, a besta havia sido libertada. E agora só podiam torcer para que Raine aparecesse e fosse encontrada logo.
Quando Rafael estava seguindo o lycan branco, de repente a besta branca parou e ergueu o focinho, cheirando algo no ar.
O lobo cinza fez o mesmo, levando mais tempo para distinguir o cheiro.
O único cheiro que poderia acalmar o demônio interno de Torak.
O único cheiro que pertencia a ela…
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Um segundo atrás, Raine estava olhando para Aeon e como todo o seu corpo estava envolto por sua própria sombra, como se a escuridão o consumisse.
Ela queria apenas estender a mão para puxar Aeon de volta, quando sentiu um puxão repentino por trás dela. Subitamente, uma luz cegante cobriu sua visão enquanto o chão frio sob seus pés simplesmente desapareceu.
Raine tentou agarrar qualquer coisa que pudesse alcançar, mas não havia nada além do ar vazio ao seu redor.
Ela fechou os olhos com força, preparando-se para o impacto, até que sentiu algo sólido sob ela, e a sensação de queda parou.
A respiração de Raine estava curta e superficial enquanto ela tentava abrir os olhos com cuidado. Ela apenas esperava não estar presa em uma era diferente novamente.
A luz fraca da lâmpada acima dela recebeu seus olhos, dando as boas-vindas a sua visão para observar o quarto.
Este lugar era familiar para ela.
Ela conhecia este lugar como a palma de sua mão, porque este lugar frequentemente aparecia em seus pesadelos.
O local que ela não queria visitar nunca mais nem mesmo em seus sonhos…
E lá, não muito longe dela, aquele homem estava de pé diante de uma garota de vestido branco, fumando seus cigarros.
Mais tarde, quando ele terminasse, ele se aproximaria da garota e apagaria os cigarros no braço dela, da mesma forma que ele sempre fazia com Raine anos atrás.