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O Amor de um Lican - Capítulo 102

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102: ELA NÃO ESTAVA EM LUGAR ALGUM 102: ELA NÃO ESTAVA EM LUGAR ALGUM “Se você fosse escrever uma história comigo no papel principal, certamente seria… uma tragédia.”

-Ken Kaneki; Tokyo Ghoul-
************** 
O espaço ao redor dela estava como se fechando, pressionando seu corpo para o abismo do escuro. Era como se ela estivesse sendo empurrada para dentro de um buraco de minhoca, até que uma luz cegante invadiu sua visão.

Era uma luz branca ofuscante, e parecia que alguém tinha colocado um holofote sobre a cabeça dela, fazendo-a ser o centro das atenções. 
Uma menina, que se abraçava enquanto cobria o rosto, tentava espiar por entre os dedos. Ela avaliava o ambiente ao redor enquanto o medo e o pânico martelavam em seu coração. Ela podia literalmente sentir seu coração em sua garganta. 
Essa era uma luz estranha, ela podia dizer pelo modo como o brilho começou a desvanecer no momento em que ela abriu os olhos, como se permitisse que ela entendesse a situação em que se encontrava agora.

Quanto mais a menina piscava, mais vívida se tornava a cena que se apresentava diante de seus olhos. 
Ela estava em um lugar deserto. Uma terra estéril mais ou menos, uma paisagem de areias com o sol ardente acima da cabeça dela, arbustos secos e gramíneas mortas. 
O vento uivante e o cheiro de terra seca e assada invadiam seu pequeno nariz. 
Raine franziu o rosto quando ela compreendeu o que estava ao seu redor. Um piscar de olhos antes, ela ainda estava na sala de estar com Jack, que abriria a porta para alguém, e também Serefina, que tinha voltado para o seu quarto. No entanto, logo depois, ela estava neste lugar deserto.

“Jack…” Raine sussurrou ao vento enquanto chamava o nome do guerreiro, esperando que ele também estivesse neste lugar estranho com ela, que ela não estivesse sozinha ali. 
Contudo, sua esperança era apenas um desejo vão, pois sua voz era levada embora pelo vento. 
“Torak.” A voz de Raine saiu um pouco mais forte enquanto ela chamava seu nome, com medo e trepidação entrelaçados em sua voz.

Raine se levantou, e um rodopio de confusão estava escrito em seu rosto. Ela não conseguia ver nada. Era apenas areia tão longe quanto seus olhos podiam percorrer a linha do horizonte, onde o céu laranja brilhante e claro se encontrava com a areia. 
Ela não sabia se deveria ficar ou se deveria ir, mas para onde? Não havia sinal de habitantes em nenhuma das direções que Raine podia ver. 
O sol escaldante queimava sua pele e em pouco tempo sua blusa grudara em seu corpo desconfortavelmente. 
Raine não queria tirar sua blusa, e ficar vestida apenas com sua camiseta regata branca. Mas a umidade a sufocava ao ponto de sentir que estava tendo dificuldade para respirar. Estava muito quente.

“Torak!” Raine gritou agora, resultado da ansiedade que sentia entrar em seu sistema. Ela estava com medo, e mais ainda, ela não sabia por que estava ali para começar.

O deserto era demasiadamente vazio e misterioso para ela se aventurar sem rumo. 
À medida que a atmosfera ficava mais densa, e sua blusa havia encharcado com seu suor, Raine sentiu-se tonta enquanto sua respiração tornava-se irregular. 
Quando o formigamento tomou suas pernas, ela sentiu o gosto seco da areia entrar em sua boca, enquanto seu corpo estava mole, sem forças para sustentar seu próprio corpo.

Um tempo depois, ela estava deitada na imensidão da areia, e sua mente começou a se desligar com seus olhos se fechando.

Os lábios de Raine tremeram antes de ela sucumbir à escuridão mais uma vez. 
O vento uivante cresceu e sua sombra dançou como uma fata morgana, uma miragem antes de crescer e engolir a moça.

============== 
“O Alfa sumiu!” Jack abriu a porta com tanta força que a coitada rangeu. O guerreiro também parecia muito melhor do que na última vez em que quase foi morto por Torak. 
Anteriormente, ele foi ao quarto de Torak porque Rafael falhou em ligar-se mentalmente com ele. Eles precisavam discutir que passos deveriam tomar, e sobre a teoria de Serefina acerca do poder de Raine.

Jack se voluntariou para checar, apesar do que o Alfa tinha feito a ele antes. Afinal, foi culpa dele desobedecer uma ordem, e ter feito a Luna desaparecer, embora, na verdade, não fosse realmente sua culpa. 
Mas, mais ou menos, ele entendia a importância da parceira na vida de um Lycan.

“Agora, o quê?!” Serefina resmungou irritada. “Para onde ele foi?”

Antes era Raine, e agora Torak também tinha desaparecido. 
“Alguém disse que viu o Alfa se transformar, e foi em direção ao segundo distrito da Cidade de Fulbright.” Jack os informou.

Rafael estreitou os olhos. “Segundo distrito?” 
“Espere.” Calleb levantou a mão e franziu a testa. “O segundo distrito é o lugar onde Andromalius mora, não é? Torak deve ter pensado que Andromalius tem algo a ver com o desaparecimento de Raine.”

Tanto Rafael quanto Calleb trocaram olhares compreensivos e rosnaram ao mesmo tempo antes de saltarem de seus assentos e correrem em direção à porta.

Isso não era um bom sinal.

“Jack, leve Serefina com você e me siga!” Rafael ordenou ao guerreiro antes de desaparecer atrás da porta seguido de perto por Calleb.

“Levar ela com você?” Serefina sibilou, mas se levantou elegantemente antes que Jack pudesse se aproximar. “Mostre-me o caminho.” Ela disse friamente, ainda era ela mesma arrogante.

Jack engoliu o comentário amargo, porque havia outra coisa mais importante em questão que precisava de sua atenção. Então, ele caminhou na frente da bruxa altiva.

============== 
Torak apareceu de repente no saguão de entrada do escritório do conselho da cidade, onde estava quase vazio. 
O luar tênue iluminava sua alta estatura, e seu rosto cinzelado que parecia muito severo, enquanto seus olhos eram da cor do sangue. 
Os dois seguranças, que guardavam a porta, estavam assustados com o surgimento súbito de Torak.

Eles o conheciam como o famoso CEO da Companhia Donovan, que investiria uma enorme quantia de dinheiro em manufatura na Cidade de Fulbright. Afinal, ele tinha acabado de chegar ontem de manhã com pessoas do governo central e tinha feito manchete nas notícias do mundo dos negócios. 
Além disso, seu nome estava nas conversas das pessoas quando a notícia sobre a família de Medicci explodiu. 
A família De Medicci foi a pedra de toque de Torak para entrar na indústria de negócios na Cidade de Fulbright. Se algo acontecesse com eles, isso afetaria seus negócios também e todos os projetos que ele tinha assinado com o governo. 
“Sr. Donovan?” Um dos seguranças o cumprimentou chocado. Ele piscou várias vezes além dos olhos vermelhos de Torak, pensou que estava vendo coisas por causa de seu turno da noite. “O que o traz aqui tão cedo?” Ele olhou para o relógio que mostrava que ainda eram 3h21 da manhã.

Torak o ignorou enquanto caminhava em direção aos outros seguranças. Ele era um homem nos seus quarenta e poucos anos, e tinha rugas no canto dos olhos quando tentava olhar para Torak claramente por trás de seus óculos espessos. 
“Onde ela está?” Torak perguntou ao outro segurança com hostilidade. Seu tom sozinho já poderia arrepiar quem o escutasse. 
“Sr. Donovan, eu não entendo o que o senhor quer dizer.” A testa franzida no outro segurança fez as rugas em seus olhos se aprofundarem. 
Torak não tinha tempo para conversa fiada com ele, ainda mais para lidar com seu péssimo ato.

“Você o conhece?” O primeiro segurança cutucou seu colega, que balançou a cabeça impotentemente.

“Quem não o conhece?” Ele sussurrou de volta para o amigo. “Ele é o famoso CEO de ontem de manhã, não é?” 
“Não é disso que estou falando, ele falou com você, por que uma pessoa importante como ele iria querer falar com você? Um mero guarda?” O primeiro segurança olhava para Torak com perplexidade, especialmente para seus olhos, e não podia deixar de se perguntar se ele estava usando lentes de contato.

Torak estava perdendo a paciência. Ele avançou em direção ao segurança mais velho, levantou a mão em um punho e a acertou em cheio no peito dele, o que efetivamente o lançou a alguns metros de distância.

O segurança mais velho voou pelo ar antes que seu corpo batesse na parede sólida. Seu corpo desabou e permaneceu no chão em uma posição estranha.

“Que diabos!!!” Os olhos do outro segurança saltaram das órbitas quando ele assistiu à cena que se desenrolou. 
Era uma força sobre-humana!

Aconteceu muito rápido e ninguém esperava por aquilo.

O outro segurança estava sem fôlego, incapaz de dar uma reação apropriada. Por segundos ele ficou parado como um bobo olhando para o seu colega de segurança, tentando discernir a situação.

Como se nada tivesse acontecido, Torak se aproximou do corpo caído e pressionou o pé contra seu peito. Ele se inclinou enquanto fazia a mesma pergunta.

“Onde ela está?”

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