O Amor de um Lican - Capítulo 101
- Home
- O Amor de um Lican
- Capítulo 101 - 101 ALGO INEXPLICÁVEL ACONTECEU COM RAINE 101 ALGO
101: ALGO INEXPLICÁVEL ACONTECEU COM RAINE 101: ALGO INEXPLICÁVEL ACONTECEU COM RAINE O inferno está vazio e todos os Diabos estão aqui.
-William Shakespeare-
**************
Lúcifer engoliu seu scotch que queimou sua garganta como o inferno. Ah… como ele sentia falta daquele lugar, com toda a tortura e a agonia preenchendo o ar. Sangue e grito.
Ele observava a tela plana à sua frente com desinteresse.
O âncora das notícias relatou uma notícia triste da antiga família da Cidade de Fulbright, Os de Médicis. Desta vez é sobre a morte de Remy de Médicis, que foi assassinado pelo seu próprio irmão mais novo, Ramon de Médicis, em sua própria mansão.
Embora seu motivo ainda fosse desconhecido, ambos os irmãos eram conhecidos por não se darem muito bem. Uma vez eles estavam lutando no tribunal pela herança da família, além de suas finanças que estavam quase colapsando.
Se não fosse pela empresa Donovan que lhes deu uma injeção de dinheiro, e assumiu a empresa quase falida, eles não teriam sobrevivido por muito tempo, deixando o grande legado da família para trás enquanto enfrentavam sua ruína.
Portanto, a maior questão que estava nas conversas do público era; por quê?
Torak Donovan os havia ajudado a restabelecer a empresa de sua família, então por qual motivo Ramon matou seu irmão?
Lúcifer girava o vidro em sua mão suavemente enquanto o líquido rodopiava.
“Aparentemente existe outra pessoa que não gosta dos licantropos pisarem nesta cidade.” Lúcifer murmurou enquanto levantava seus olhos dourados para olhar a mulher do outro lado da sala. “Alguma notícia do anjo da guarda?”
Era Lilith, caminhando em um passo tranquilo em direção a Lúcifer e sentou-se ao lado dele.
“Que diabo sem coração você é.” Lilith mordeu os lábios de forma maliciosa. “A primeira coisa que você me pergunta é sobre aquela garotinha.”
Lúcifer franzia a testa quando Lilith pousou a mão em seu ombro esquerdo, a ferida da breve batalha com Torak antes ainda doía. No final, o diabo ainda não havia recuperado sua força total, que vergonha…
“Alguma pista de quem a levou?” Lúcifer engoliu o líquido que Lilith tinha despejado em seu copo, para amenizar a dor em seu ombro. Ele riu disso, seu corpo se tornando mais mortal a cada ano que passava desde a última batalha há séculos.
Ele precisou de um grande esforço para reconstruir tudo, antecipando a ressurreição dos dias sombrios, quando os reinos deste universo colidissem mais uma vez.
Lilith deu de ombros de maneira indiferente. “Eu não sei, até o Alfa entrou em fúria quando soube que o anjo da guarda estava desaparecida.” Ela apoiou o queixo entre as palmas das mãos, segurando o pequeno rosto. “Sua reação foi verdadeiramente brutal. Tanta raiva excessiva… ele realmente se tornou o cão da Deusa da lua. Aqueles Donovans não são mais como eram antes.”
Lilith pensava que a raiva de Torak era porque ele culpava a si mesmo pelo desaparecimento do anjo. Todas as criaturas desses reinos sabiam que haveria um tempo quando três anjos guardiões seriam ressuscitados da extinção, mas isso também seria um dos sinais da ressurreição dos dias sombrios
“Ele não tomou ordens de Selene.” Lúcifer a informou.
“Não? Impossível.” Lilith jogou seu cabelo para trás do ombro. “Ele tinha mantido o Anjo ao lado dele, como um louco, e até chamou Serefina a bruxa para cuidar dela.”
“Ele mantém o anjo não por causa de Selene, ele a mantém porque ela é a parceira dele.” Lúcifer disse levemente.
Lilith não deu nenhuma resposta de imediato, mas então sua risada nítida ecoou pelo bar vazio, enquanto ela ria aos montes.
“Todo mundo sabe que os Donovans não terão parceiras por toda a vida. É a maldição de Selene sobre eles.” Ela continuou rindo, mas então diminuiu para uma risada quando percebeu que Lúcifer não mudara sua expressão.
“Você está dizendo que Selene lhes dará parceiras, se eles conseguirem manter os anjos guardiões seguros, certo?” Neste ponto, Lilith não ria mais.
Quando Lúcifer não respondeu, ela franziu a testa.
“Você está falando a verdade? Os Anjos são as parceiras dos Donovans?” Lilith arregalou os olhos em descrença. Ela ainda não sabia disso, e Belphegor também não. Bem, este último era muito preguiçoso para descobrir este assunto para começar.
“O pecado da mentira não me é concedido.” Lúcifer olhou para Lilith enquanto empurrava seu copo vazio, esperando que ela despejasse outra garrafa para ele.
“Você não precisa ser agraciado com o pecado da mentira para ser um diabo, até os humanos mentem.” Lilith sorriu de canto de boca enquanto despejava o líquido vermelho de sua garrafa cara.
A cor vermelha que os lembrava do sangue.
==============
Já era quase alvorecer, quando finalmente Torak e Rafael voltaram à mansão, que Torak havia comprado no momento em que decidiu estabelecer seus negócios na cidade, para poder ficar perto de Raine.
No entanto, ele a perdeu no final.
Os hematomas ainda não cicatrizados e o sangue, que manchava a camisa de Rafael, eram as evidências vivas de quão brutal tinha sido a batalha anterior.
Foi uma sorte que Rafael ainda conseguiu se manter em pé, quando entrou na sala com Torak que parecia ligeiramente mais sóbrio.
Torak nem sequer olhou para Serefina quando entrou na sala e foi direto para seu próprio quarto.
“Os dois de vocês estão bem?” Calleb perguntou em voz baixa, com medo de que sua pergunta pudesse enfurecer o Alfa novamente. Eles não precisavam de outra batalha agora.
Rafael balançou a cabeça enquanto esfregava o pescoço, tinha sido por pouco quando Torak o mordeu e quase o matou. Com certeza ele não tentaria ficar do lado ruim de Torak novamente, não por essa bruxa.
Rafael caminhou na frente de Serefina, ela parecia muito melhor do que na última vez que a viu. “O que você tem?” Ele perguntou com uma voz firme.
“Tenho más notícias e piores notícias.” Serefina cruzou os braços e as pernas defensivamente.
“Ruim e pior?” Rafael lançou um olhar penetrante para ela. “Eu deveria ter deixado Torak te matar mais cedo.” O que ela quis dizer com más e piores notícias? Ele não havia salvado a vida dela para ouvir isso. Ele pensou que seria um desperdício se Torak a matasse assim. Porque provavelmente ela sabia de algo que eles não sabiam, mas aparentemente seu julgamento estava errado.
“Não me diga que eu não te disse a mesma coisa antes.” Calleb entrou na conversa, desmoronando seu corpo alto no sofá em frente a Serefina.
Ignorando o comentário sarcástico de Calleb, Rafael deu sua atenção à bruxa. “Qual é a má notícia?”
“Má notícia.” Serefina deu um olhar de desdém para Calleb por seu comentário antes dela continuar. “A pessoa que levou Raine não é Lúcifer, Belphegor, Lilith ou qualquer outra criatura lá fora que a queira.”
Rafael franzia a testa.
Antes que Serefina pudesse explicar melhor, Calleb falou. “Ela acha que alguém que a levou estava dentro de sua proteção.”
Serefina franziu a testa porque Calleb tirou suas palavras.
“Porém, não havia outras pessoas naquele momento exceto Jack e ela.” Calleb acenou em direção à Serefina. “Então, ela acha que Raine foi quem fez a si mesma desaparecer.”
“Absurdo!” Rafael rosnou com incredulidade ao ouvir aquela teoria.
“Essa foi a minha reação também.” Calleb acenou com a cabeça conforme relembrava sua própria reação quando ouviu a explicação de Serefina.
A bruxa fechou os olhos, irritada. “Obrigada pela explicação, mas há uma parte que você esqueceu de mencionar e que também é importante.” Serefina lançou um olhar feroz para Calleb quando abriu os olhos.
“Ah, certo.” Calleb estalou os dedos. “Ela disse que Luna, sem querer, inadvertidamente e acidentalmente ativou seu poder.” Ele exagerou algumas parte de suas frases como se achasse ridículo.
Porém, Serefina não pensava a mesma coisa porque ela quis dizer cada palavra que disse quando a ideia lhe ocorreu.
“As piores notícias é que eu não sei que poder ela possui, e para onde seu poder a levou, ou o que acontecerá com ela se ela não conseguir controlá-lo.” Serefina disse antes que Calleb pudesse falar. “Isso eu suponho que ela não consegue.”
“Torak não ficará feliz em ouvir isso.” Rafael levantou a cabeça e olhou para o segundo andar da mansão, onde ficava o quarto dos Torak. “Serefina, se você não tem boas notícias, ou notícias melhores, é bom ficar longe dele. Antes que ele mude de ideia e te despedace.”
Serefina franziu a testa ao ouvir o aviso de Rafael. Mas ela sabia que o que o Beta disse era a coisa certa. Seu erro foi fatal desta vez, Raine poderia estar em perigo por causa de seu próprio poder, ou ela poderia estar em algum lugar que eles desconhecem. Qualquer coisa poderia acontecer com ela, e ela ainda não era capaz de proteger a si mesma.
Que trabalho irritante que a Deusa da Lua lhe concedeu. Serefina bufou.