Nivelando Infinitamente com o Sistema Mais Forte! - Capítulo 417
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417: Entrando na Floresta Fantasma 417: Entrando na Floresta Fantasma O corpo de Roy tremia sob o toque dos delicados dedos de Delilah. A maneira como ela cuidava dele era surreal, fazendo-o sentir-se como um rei sendo servido por uma deusa. Seus dedos frios acariciavam sua pele quente, deixando um rastro de fogo por cada centímetro que tocavam.
“Não. Claro que não.”
Roy não conseguiria objetar mesmo que tentasse. Quem em sã consciência recusaria tal beleza?
Ele se entregou aos cuidados dela, apreciando cada toque.
O ar estava preenchido com um doce e calmante aroma que parecia envolvê-lo completamente. Foi somente quando ele cheirou o ar algumas vezes para encontrar sua fonte que percebeu que o aroma vinha de Delilah. Ela foi completamente lavada quando estavam no rio, e as bolas de fogo que foram criadas para iluminar o caminho a secaram, fazendo com que seu cheiro natural florescesse.
“Você cheira maravilhosamente,” ele disse, sem se importar em esconder a admiração em sua voz. Ela cheirava tão bem quanto sua esposa. Na verdade, as coisas seriam diferentes se ele não tivesse casado de repente com a Sirena Feminina. Delilah estaria em seus braços agora, sendo beijada por ele, se seu afeto pela Destinada não o estivesse segurando.
O rosto de Delilah ficou vermelho como um caranguejo cozido, sua beleza intensificada pelo rubor em suas bochechas.
“Seu canalha!” ela exclamou, fazendo beicinho para ele.
Mas até seu rosto emburrado parecia adorável para Roy.
Roy de repente a segurou firmemente em seus braços, sua risada ecoando enquanto a levantava do chão e corria em direção à floresta. Enquanto corriam, os cabelos de Delilah voavam atrás dela, e o vento carregava suas maldições aos ouvidos dele enquanto ela protestava.
Ele ignorou isso pois podia dizer que ela não falava sério. Sua resistência era insignificante. Ela não estava tentando se libertar de seu abraço.
‘Que sentimento é esse? Por que me sinto tão bem?’ Delilah não podia acreditar no que estava acontecendo. Era como se de repente, tudo tivesse mudado. Ele a estava segurando perto, e ela não conseguia resistir à força de seu abraço. Ela não conseguia entender por que isso parecia tão certo, por que toda vez que estava em seus braços, ela sentia que pertencia àquele lugar.
Ela estava confusa, incerta sobre o que estava acontecendo entre eles.
Ela não podia negar a agitação em seu coração toda vez que ele olhava para ela, ou a felicidade que sentia toda vez que ele a carregava como uma princesa. Será que era porque ela tinha uma paixão por ele? Ou havia algo mais? E se sim, o que poderia ser esse algo?
Delilah estava longe de ser ingênua. Bastou um momento para que ela reconhecesse a mudança em seus sentimentos por Roy.
No início, ela estava atraída por ele puramente por luxúria. Seu rosto era extraordinário, como algo saído de um sonho, e ele era a metade de tudo que ela sempre quis em um parceiro. Aparência importava para ela, pois ela era uma connoisseuse de rostos bonitos. Mas conforme foi conhecendo-o melhor, seus sentimentos começaram a se aprofundar. Roy estava sempre lá para ela, ajudando-a nos momentos difíceis e oferecendo uma mão firme quando ela mais precisava. Ela começou a gostar dele, encontrando conforto em sua presença e na sensação de segurança que ele trazia.
Mas nesta noite, Delilah percebeu que seus sentimentos por ele haviam florescido ainda mais. Ela tinha se apaixonado por ele completamente, sabendo que ele era o que ela vinha buscando todo esse tempo. Ele lhe mostrou com suas ações e palavras que ela podia contar com ele. Era impossível para ela não se sentir tocada. Ela não era um ente mas um ser humano com coração. Embora seu passado fosse complicado, isso não significava que ela merecia viver e morrer sozinha. Ela de fato tinha se resignado a uma vida solitária no passado, mas agora se sentia ávida por algo mais.
Por um momento, ela se permitiu se entregar aos sentimentos, mas rapidamente os suprimiu com palavras duras. ‘Louca!’ ela repreendeu a si mesma. ‘Como eu poderia me apaixonar por alguém como ele? Ele é um homem casado!’
Roy não era tudo que ela queria em um parceiro. Ele faltava a qualidade mais importante que ela buscava: lealdade. Ela desprezava a poligamia e não queria se envolver com um homem que tinha uma esposa e estava à beira de se casar com outra.
Apesar de seu conflito interno, Delilah não podia negar a forte atração que sentia por Roy. Ela sabia que precisava se afastar dele, mas era mais fácil dizer do que fazer. O coração quer o que quer, e Delilah não era exceção. Além do mais, ele a estava segurando de maneira tão romântica e confortável que ela não tinha vontade de fazer nada. Ela se resignou ao seu destino, deixando que ele a segurasse como quisesse.
“Senhor, qual é o significado disso?” ela perguntou após alguns momentos, sua voz tremendo de felicidade, irritação e confusão.
Roy respondeu a ela em tom de brincadeira, “Não há tempo para flertes, querida.” Ele estava falando sobre o tempo que tinham nas ruínas de uma civilização antiga há muito esquecida. “Temos uma tarefa a completar. O sol nascerá em apenas duas horas, e devemos adentrar a masmorra e retornar para casa antes disso.”
Delilah se sentiu tola por pensar que havia algum significado mais profundo por trás das ações dele. Ela deixou sua imaginação voar. Ele não a estava carregando porque pensava que ela estava cansada, nem estava fazendo isso para mostrar seu amor. Estava acontecendo simplesmente porque ela era um fardo.
Depois de um minuto, Roy e Delilah adentraram na Floresta Fantasma. A densa folhagem e árvores retorcidas os envolveram em um véu de escuridão.
Ele a colocou no chão, dizendo que ela deveria caminhar pelo resto do caminho. Ela estava mais do que feliz em ficar de pé em seus dois pés. Pelo menos agora ela não se sentiria confusa e louca.
O farfalhar das folhas era abafado pelo vento uivante que cortava a floresta, acompanhado pelos sussurros fantasmagóricos que ecoavam de todas as direções. Apesar da atmosfera ominosa e dos lamentos dos fantasmas, Roy e Delilah seguiram em frente, seus passos quase inaudíveis no chão macio da floresta.