Não Há Amor na Zona da Morte (BL) - Capítulo 376
- Home
- Não Há Amor na Zona da Morte (BL)
- Capítulo 376 - 376 Capítulo 368. Escudo do Paladino 376 Capítulo 368. Escudo
376: Capítulo 368. Escudo do Paladino 376: Capítulo 368. Escudo do Paladino Era claro e ousado na tela; o processo de tirar o anel de armazenamento do dedo de Baaleon, retirar o conteúdo, e o sinistro orbe preto dentro de um tubo protetor.
“Olha só isso,” Ludya comentou calmamente, mas seus olhos estavam cheios de zombaria. “Certamente você não vai alegar que foi colocado por outra pessoa?”
Torodeo cerrou os dentes conforme a câmera mostrava ainda mais; o documento de acordo entre todas as pessoas envolvidas. Havia mais, incluindo o registro de reuniões entre os envolvidos, e um relatório detalhado sobre cada ‘acidente’ planejado que, nesse ponto, podia ser concluído como assassinato premeditado.
Mas por agora, apenas a existência do núcleo do Espectro e o contrato de acordo eram suficientes para detê-los.
“Torodeo Horin, Ali Chodjim, Rokin Naalaka; vocês estão sob prisão por seu envolvimento com a Operação [Kronos]–”
Antes que o Presidente pudesse terminar sua fala, Torodeo ativou seu mana, enquanto a comitiva da Casa Horin brandia suas armas. Pessoas de Caishen e Kamui imediatamente agiram para prendê-los, mas Torodeo explodiu seu denso mana e empurrou os outros para trás. Ele arrebatou as armas próximas das mãos dos donos com seu mana e as lançou pela mesa.
“Jovem Mestre!” Um enorme escudo torre cobriu Zein das armas, e o resto das armas estava sendo repelido por Cohen.
“Matriarca, a senhora está bem?” Zein voltou-se para o lado; Jock havia puxado Ludya para baixo e o outro guarda havia erguido uma barreira na frente dela. Mas uma explosão de mana não poderia ser bloqueada por uma simples barreira, e Ludya era apenas uma humana comum, não desperta.
Felizmente, ela parecia relativamente bem. “Eu consumi um comprimido anti-mana, você não precisa se preocupar comigo.”
Zein exalou em alívio, mas os outros representantes não-despertos não estavam tão preparados quanto Ludya, e alguns deles tinham dificuldade de respirar devido à pressão do mana.
Ele se levantou e olhou para os representantes lutando, assim como para os guarda-costas e agentes que estavam colidindo com as pessoas dos Horin, enquanto os guarda-costas dos outros representantes estavam ocupados protegendo seus encargos. Os únicos que se moviam contra as pessoas da Casa Chodjim e Casa Naalaka eram as pessoas do clã Apsoro.
“Vão ajudá-los,” disse Zein aos seus guarda-costas, e antes que Senan ou Cohen pudessem impedí-lo, Zein pulou na mesa e deslizou para o outro lado.
“Moleque tolo!” Torodeo comprimiu seu mana acima de sua palma e o jogou em Zein. “Apenas morra se você não quer vir para nós!”
Zein rapidamente levantou seu braço e a explosão de mana comprimido atingiu três camadas de barreira de mana saindo de sua pulseira. Torodeo arregalou os olhos, e esse segundo de espanto foi o suficiente para o guia chegar em sua frente e agarrar seu cabelo.
“Você–”
Sem palavras, Zein esmagou a cabeça do homem mais velho na mesa; o som de rachadura foi suficiente para as escaramuças dentro da sala pararem. Até o Presidente, que estava no meio de pedir reforços para o pessoal do lado de fora da sala, parou de falar e olhou para a mesa com lábios entreabertos.
“É você,” Zein disse com uma voz baixa em meio à tosse de Torodeo. Uma faca branca cintilante apareceu em sua mão. “O que ordenou a morte do meu pai.”
As palavras foram proferidas com uma fúria fria e seca que causou medo no coração das pessoas. Com um olhar inabalável, Zein girou a faca em sua mão.
“Patriarca!”
“Jovem Mestre–”
“Gaaah!!”
O grito de Torodeo ecoou dentro da sala enquanto a faca de Aqueronte perfurava sua mão e a fixava na mesa. “Isso deverá selá-lo por ora.”
“Você…filho de–”
SLAM!
Zein bateu a cabeça de Torodeo na mesa mais uma vez, com a mesma força que usou quando dirigiu a cabeça de Bassena para a parede da caverna pela primeira vez. “Eu sou filho de Alteroano e Lucia Ishtera,” ele disse com um sibilo. “Não pense que você pode me quebrar quando não foi capaz de quebrá-los.”
* * *
Enquanto o pequeno confronto em Rexon acontecia, Radia caminhava pelo corredor secreto do salão de arquivos.
“Peguem tudo,” Radia disse ao pessoal que veio com ele. “Vamos analisá-los mais tarde, mas não deixem eles esconderem nada. Verifiquem cada anel de armazenamento por evidências.”
“Sim, Senhor!”
“O que é isso?” ele parou atrás de Baaleon, antes de mover seu olhar para a porta. “Deva,”
O infiltrador espiou de um dos quartos para responder. “Está selado com chaves biométricas, Senhor. Eu acho que é íris–viva–e impressões de mana.”
“Hmm…” Radia olhou para o homem no chão. “E eu acho que esse aqui não vai apenas entregá-la, né? Me faz imaginar o que exatamente você está escondendo aí.”
Radia se agachou na frente de Baaleon e olhou nos olhos do outro. “Eu odeio perder tempo, então me ouça, Baaleon Horin,”
Bassena olhou para Nirmala, que se afastou do corredor compreendendo enquanto Radia continuava.
“Eu não estou aqui para manter a justiça, e já que você não valoriza a vida dos outros, não vejo a necessidade de lhe oferecer alguma. Você deveria saber que meu irmão aqui é capaz disso,” ele disse. “Mas oh, eu acho que você está pensando que ainda precisamos de você para abrir essa porta. Aposto que você já colocou algum feitiço destrutivo caso tentemos abri-la à força.”
Os olhos de Baaleon se moveram, o que foi toda a confirmação de que Radia precisava.
“Você está certo, nós precisamos de você. E aposto que você também pensa que não podemos torturá-lo porque há agentes do governo aqui. Sabe de uma coisa? Você está certo; não podemos machucar você,” Radia abaixou sua voz. “Fisicamente, é claro.”
“Urk!”
Baaleon arregalou os olhos enquanto uma mão fria segurava sua cabeça. “Agora, agora–por que você não se diverte comigo?”
O evocador de pele pálida que Radia havia chamado mais cedo sorriu largamente, antes de desaparecer como se estivesse sendo absorvido dentro da cabeça de Baaleon. Os olhos do esper reviraram e seus lábios se entreabriram num grito silencioso.
“O que aconteceu com ele?”
“Um sonho que parece realidade,” Radia disse. “Não podemos torturá-lo aqui, mas podemos fazer isso por dentro. Ele pode pensar que a dor está só na cabeça dele, mas…” ele olhou para o horário em seu commlink. “Depois de alguns anos, vai começar a parecer real, eu imagino.”
Bassena piscou. “Alguns anos?”
“Cada segundo que passar vai parecer como um ano inteiro,” Radia respondeu nonchalantemente. “Tudo bem, não temos muito tempo, Cero.”
O evocador apareceu pouco depois, resmungando mas ainda lambendo seus lábios em satisfação. “Bom, aquilo foi divertido depois de um longo tempo.”
Baaleon ofegou, olhos arregalados e vermelhos, corpo tremendo tanto que ele cairia se não fosse pelas amarras negras que o prendiam.
“Agora, Horin,” Radia inclinou a cabeça do homem para que seus olhares se encontrassem novamente. “Se você acha que eu fiz aquilo para que você abrisse aquela porta, você está enganado. Eu fiz para que você soubesse,” ele se inclinou mais perto e sussurrou no ouvido de Baaleon, “o que eu poderia fazer com seus filhos, e seus filhos ilegítimos, e seus sobrinhos, e todos que têm o direito de suceder a posição do seu pai.”
Radia se recostou e deu ao homem mais velho um sorriso profundo. “Veja se eles ainda conseguirão reviver esta Casa depois de passarem pelo que você acabou de passar–por um tempo duas vezes maior.”
Baaleon tremia ainda mais, seus olhos arregalados ficaram mais vermelhos enquanto lágrimas desciam por sua bochecha e as amarras lhe amordaçavam a boca.
“Agora, seja um bom garoto e abra esta porta,” Radia levantou-se. “Eu talvez poupe sua linhagem se você fizer direito.”
Em menos de um minuto, Baaleon rastejou em direção à porta e abriu o selo. Bassena empurrou a porta e acenou com a mão para que tentáculos negros arrastassem o choroso Baaleon e o encurralassem no canto.
“O que você acha que é esse lugar?” Bassena perguntou curiosamente, varrendo o olhar ao redor. O lugar estava cheio de prateleiras e telas que estavam conectadas a aparelhos que se poderia ver em um laboratório. Havia um pedestal no meio que parecia ser o lugar perfeito para o tubo carregando o núcleo do Espectro.
“Um laboratório de pesquisa?” Han Shin espiou pela porta.
“Quando você chegou aqui?”
“Estamos praticamente no fim, não é? Não é como se eu fosse o único curandeiro aqui,” o curandeiro entrou e olhou ao redor. “Eles estão pesquisando armas? Por que há um escudo aqui?”
Enquanto Han Shin saltava para as prateleiras de armas de um lado da parede, Radia verificava os computadores enquanto mandava Bassena empacotar o que quer que ele encontrasse na gaveta. Ele estreitou os olhos quando se deparou com uma parede de segurança, lamentando não ter trazido Masa com ele.
“Ei, isso é…” Han Shin se virou, dedo na tela anexada às prateleiras e os olhos arregalados. “Este escudo, ele é–”
“Bas,”
Antes que o curandeiro pudesse terminar suas palavras, Radia já o cortou com uma voz fria, temível. Bassena e Han Shin se olharam, antes de caminhar em direção a Radia, que estava parado à porta nos fundos da sala.
Quando chegaram atrás do invocador e olharam para dentro da sala, Han Shin tapou a boca para abafar o grito que ameaçava sair. Radia cerrou os dentes e disse ao esper tremendo;
“Vá buscar Zein agora.”
* * *
“Já que há muitas vítimas fora da Casa Antiga, precisaremos realizar o julgamento deste caso publicamente,” Li Caishen olhou para os representantes depois que conseguiram colocar as pessoas das três Casas culpadas em algemas restritoras de mana. “Espero que entendam.”
Seu olhar parou em Zein, que ajeitava o terno nonchalantemente como se não tivesse acabado de esmagar a cabeça de um velho na mesa e o esfaqueado com uma faca de selamento. Ele sabia que Luzein Ishtera não era apenas um guia qualquer, mas… ele não era ordinário em nada.
“Que tipo de sentença ele receberá?” Zein perguntou secamente; o olhar azul afiado sentia-se como um bloco de gelo que parecia pronto para ser arremessado no Presidente a seguir, caso a resposta não fosse satisfatória.
Um Patriarca de uma Casa Antiga, com efeito.
“Como o responsável por toda a operação, apenas uma sentença perpétua o aguarda.”
“Perpétua?”
“Prisão perpétua, ou pena de morte,” o Presidente explicou mais. “Será decidido no julgamento.”
Zein estreitou os olhos com toda a insatisfação em seu rosto frio, mas Ludya Mallarc tocou seu braço. “Não se preocupe. Nós presidiremos o julgamento, e como ele ainda possui o crime do seu sequestro, o resultado do Julgamento da Casa será sobreposto à sua sentença.”
Zein respirou fundo para se acalmar, encarando Torodeo para ter certeza de que o velho estava realmente detido. Mas assim que seus olhares se cruzaram, os lábios do velho subitamente se curvaram em um sorriso trocista. “Você… é verdadeiramente a cara do seu pai.”
“Cale a boca! você não tem direito de falar do Mestre Roan!” Senan latiu para o velho e deu um passo à frente para proteger Zein do olhar malicioso.
Torodeo, ao invés de recuar, começou a rir alto, como se achasse toda a situação engraçada. Antes que pudessem questioná-lo, o commlink de Zein subitamente vibrou.
[Convoque-me]
Era um texto curto de Bassena. Zein franziu a testa levemente, mas ele tirou a pérola negra. A reunião havia terminado, então não deveria ser um problema trazer Bassena até aqui. Com esse pensamento, ele cortou a palma da mão e recitou o nome de seu amante.
Com uma fumaça escura que assustou as pessoas na sala, Bassena materializou-se na frente de Zein. A primeira coisa que ele fez foi pegar a mão do guia e derramar uma poção sobre o ferimento. Zein observou o rosto tenso do esper, mas suas palavras tiveram de ser engolidas porque Bassena já tomou sua cintura.
“Matriarca, estarei levando Zein comigo,” ele se dirigiu à Ludya, que estava tão surpresa quanto os outros. Os olhos âmbar deslocaram-se em direção à Senan e Cohen então. “Venham para a residência dos Horin imediatamente.”
No segundo seguinte, a visão de Zein escureceu, antes de mudar para uma vista de um portal. Assim como isso, ele viajou todo o caminho para fora de Rexon.
“Venha,” Bassena disse. “Há algo que você precisa ver.”
Novamente, Zein franziu a testa com a pressa e urgência na voz de Bassena. Mas ele não teve espaço para perguntar nada porque o esper apressadamente o levou através da residência caótica. Seus sentidos foram preenchidos pelos sons de armas chocando-se, maldições e gritos. Ele viu os espers da Trindade que também o olharam surpresos enquanto ele passava, e seus subordinados que acenaram para ele inocentemente.
Mas tudo parecia um borrão porque Bassena estava correndo, e assim Zein também teve que correr. Deve ter havido uma barreira anti-teleporte, caso contrário, Bassena teria o levado diretamente ao local exato em um instante. Ao invés disso, eles viajaram em silêncio e pressa através do pátio externo e interno, por pessoas gemendo em algemas e fumaça subindo à distância.
Bassena só desacelerou na frente de um prédio que Zein presumiu ser o salão de arquivos. Aqui, o esper pegou sua mão gentilmente e o conduziu através do salão, para a porta secreta e o corredor que ele tinha visto através da gravação mais cedo.
Havia várias pessoas ali; um esper que ele não reconhecia, um agente do governo, um Baaleon Horin algemado e amarrado, e os invocados do Radia. Bassena o puxou por todos eles, para a porta no final do corredor.
A primeira coisa que ele viu foi Han Shin, se contorcendo inquieto. “Zein…” o curandeiro tentou se aproximar dele, mas Bassena puxou Zein mais para dentro da sala.
A sala em si era… estranha, por falta de palavras melhores; como uma versão bagunçada da sala de pesquisa de lascas em Mortix. No fundo da sala, havia outra porta, mas os olhos de Zein caíram sobre uma prateleira em uma das paredes. Havia um grande escudo de torre que estava quebrado e lascado em algumas partes, e ele foi estranhamente atraído por aquele escudo.
“Não. Depois,” Bassena apertou seu pulso mais forte e o puxou em direção à outra porta. Radia estava ali, apoiando-se na moldura como se estivesse esperando por ele.
“Lá,” o invocador apontou para a sala além da porta, onde uma luz fraca podia ser vista.
Bassena soltou o pulso de Zein e deixou o guia avançar sozinho. Franzindo a testa com confusão e curiosidade, Zein andou até a porta e entrou.
A sala estava escura, propositalmente. A escuridão atraiu seus olhos para a única fonte de luz. Um tubo–não, um enorme tanque que ia do chão até o teto brilhava com uma luz azulada. Mas o que fez Zein parar seu passo foi a coisa dentro do tanque.
Flutuando dentro de um líquido azul claro, estava uma figura com pele pálida e cabelos negros que tinha uma semelhança inquietante com ele.
Lá, no meio da sala, estava o remanescente de Alteroan Ishtera.