Não Há Amor na Zona da Morte (BL) - Capítulo 336
- Home
- Não Há Amor na Zona da Morte (BL)
- Capítulo 336 - 336 Capítulo 328. Um Pilar Precisa de Fundação 336 Capítulo
336: Capítulo 328. Um Pilar Precisa de Fundação 336: Capítulo 328. Um Pilar Precisa de Fundação “Essa é a primeira vez que vejo Shin ficar realmente irritado,” Zein murmurou no caminho de casa.
Era sempre inquietante ver alguém como Han Shin, que estava sempre sorrindo maliciosamente ou fazendo beicinho infantil, dar-lhes um olhar frio. Ele nem sequer perguntou por que eles esconderam isso dele, seja porque já sabia o motivo ou porque não ligava para qualquer explicação. Então, não havia espaço para se desculparem, e isso aprofundava a consciência de culpa deles.
“Ah, eu vivenciei isso uma vez,” Bassena disse. “Não comigo, claro. Foi depois daquele incidente, quando Radia cortou o pescoço de Joon. Ele ficou tão irritado que aqueles dois de repente se tornaram… hmm… inimigos.”
“Entendi…”
“Ele parou de falar, não só com qualquer um deles. Ele nem mesmo falava comigo e Reina.”
“Até com Reina?”
Bassena deu uma risadinha. “Era como se ele estivesse em greve. Mas Radia se trancou no quarto por uma semana inteira de qualquer maneira, e Joon teve que partir para a base militar, então no fim, Shin não teve escolha a não ser terminar sua greve para que pudesse se despedir do irmão.”
Ah… Zein cobriu a boca para abafar uma risada. Ele sabia que estavam falando de algo sério, mas era apenas engraçado que as pessoas a quem o protesto silencioso se destinava não foram afetadas por ele de forma alguma.
“Bem, Shin é do tipo que vai se acalmar sozinho depois de um tempo, porque não suporta ficar sozinho,” Bassena sorriu com tristeza. “Eu vou me desculpar depois que ele estiver disposto a conversar de novo.”
“Yeah, nós deveríamos fazer isso,” Zein concordou. “Mas por que Radia foi tão longe a ponto de cortar o pescoço de Joon?”
“Hmm…”
Bassena franziu a testa levemente e apoiou a bochecha na soleira da janela, usando apenas uma mão para dirigir o carro. Ele deu tapinhas na têmpora enquanto se lembrava do evento de onze anos atrás, tentando vê-lo sob uma luz diferente agora que conhecia uma peça oculta.
“A ideia de fazer a Trindade; foi feita para que eu pudesse sair da casa dos Vaski e da Víbora Dourada. O plano era para aqueles dois criarem uma guilda primeiro, e eu me juntaria assim que recebesse minha licença,” Bassena começou a história. “Mas como você sabe, Joon de repente nos disse que iria para o militar em vez disso, o que significava que o plano que vínhamos cultivando por dois anos foi descartado.”
“Hmm…” Zein cruzou os braços e fechou os olhos, tentando se colocar naquela situação. “Você não pensou que ele estava fazendo isso para que Shin não tivesse que fazer?”
“Não,” Bassena balançou a cabeça. “Nós já falamos sobre isso antes. Joon tinha dito que não queria entrar para o militar porque então, ninguém estaria em casa para proteger Shin das tendências violentas do pai deles. Então, tínhamos concordado que no momento em que fizéssemos a guilda, Joon e Shin se mudariam para outro lugar, de preferência a Colina Mortix, para proteção.”
Zein levantou a sobrancelha. Isso sim era estranho. Não é à toa que eles ficaram emocionados de imediato. Mas isso também significava que algo aconteceu pouco antes disso que mudou a mente do soldado.
Algo a ver com a segurança do Radia—embora Zein não pudesse imaginar o quê. Que tipo de problema de segurança precisava ser resolvido fazendo-os se separar em vez de manter o invocador por perto? E de quem? Qual força queria prejudicar o herdeiro da Casa Mallarc?
“No início, eu pensei que Radia estava irritado pelo meu bem, mas… não era como se não pudéssemos fazer uma guilda sem o Joon,” disse Bassena, com os olhos semicerrados e o dedo batendo no volante enquanto refletia sobre o evento. “E então eu me disse que era porque Radia se sentiu traído, já que Joon quebrou a promessa deles e se juntou ao militar mesmo sabendo que os Mallarcs não tinham um bom relacionamento com eles.”
“Mas isso não parece algo que justifique um corte no pescoço.”
“Yeah,” Bassena fez uma careta enquanto pensava naquele momento. Mesmo em sua raiva, Radia parecia chocado; provavelmente porque pensou que Joon iria desviar. “Mas agora, tentei ver isso de outra perspectiva, como… e se a promessa deles não fosse apenas sobre criar uma guilda? Agora que sei que eles são amantes—ou pelo menos costumavam ser—bem…”
Bassena deu de ombros, um sorriso amargo no rosto enquanto olhava para o guia. Ele não achava que seria capaz de machucar Zein, mas vendo quão agitado ele próprio ficou quando Zein seguiu o sacerdote para o Templo de Frejya…
Bem, Bassena nunca seria capaz de machucar Zein, mas com certeza não teria problemas em destruir um Templo inteiro.
“Então você está dizendo que o sentimento de traição foi acima e além?”
“Mm,” Bassena afirmou com um suspiro. “Quem sabe? Eles provavelmente fizeram uma promessa de estarem juntos para sempre, de viverem juntos depois de fazerem a guilda, de finalmente deixarem as pessoas saberem sobre o relacionamento deles,” o esper encolheu os ombros, lamentando a maneira como aqueles dois acabaram neste… caos.
O carro foi imediatamente preenchido com pensamentos solenes cheios de arrependimento. No fim das contas, Zein também suspirou enquanto se reclinava no assento. “Vamos apenas esperar que eles possam resolver o problema deles depois que descobrirmos o que exatamente aconteceu com Joon.”
Esperançosamente, antes que fosse tarde demais.
* * *
“Shin, posso entrar?” Zein espiou pela brecha na porta, olhando para a figura solitária inclinada sobre uma caixa contendo uma pedra branca.
Han Shin virou sua cabeça, olhos negros ligeiramente estreitados o que fez Zein pensar que o curandeiro o mandaria embora. Mas após alguns segundos de silêncio, Han Shin franziu os lábios como uma criança emburrada. “Feche a porta.”
Zein soltou um sorriso doce e raro que fez o curandeiro resmungar sobre como as coisas não eram justas para ele. Bassena tinha dito que, dos três, Shin perdoaria Zein mais rápido. Era apenas a manhã seguinte, mas Shin já não dava mais ao guia um olhar frio.
“Você encontrou algo?” Zein perguntou, olhando por cima da mesa. Haviam seis caixas, incluindo a que o curandeiro vinha examinando sob um microscópio especializado para ver camadas por baixo do mana. “Ele enviou seis caixas no total?”
“Não, ele enviou oito,” Shin sacudiu a cabeça. “Mas os outros dois são algo que eu pedi, então guardei isso para o final, já que provavelmente, isso não tem nada a ver com nada.”
O curandeiro empurrou a caixa na frente dele para o grupo de caixas e pegou outra; um cristal verde escuro desta vez. “Eu examinei quatro materiais e determinei que eles vieram de masmorras,” ele disse enquanto batia levemente no cristal com um pequeno martelo, produzindo um som claro que ressoava pela sala. “Depois de colocar informações sobre suas características, seremos capazes de saber de qual masmorra eles vieram.”
Han Shin levantou e caminhou em direção a um armário, revirando algo na gaveta. Quando ele voltou, havia uma pequena caneta laser em sua mão.
“Eles estão vindo frescos da masmorra ou são algo do mercado?” Zein perguntou, observando Han Shin lascar uma parte do cristal com o laser movido a mana.
“Eu vou precisar usar o laboratório do Mortix para isso, então planejo ir para lá depois disso,” Han Shin disse, colocando o fragmento de cristal em um frasco seguro. “Há traços nestes tipos de material que nos diriam quantas mãos os tocaram, ou quanto tempo eles estiveram expostos ao ar fora da masmorra.”
Após guardar o fragmento em outra caixa, o curandeiro prosseguiu examinando o resto do cristal sob o microscópio enquanto anotava alguns dados no tablet ao seu lado. “Se vieram do mercado ou da masmorra, ainda deveremos ser capazes de descobrir onde ele tem ido todo este tempo,” Han Shin continou sua explicação. “Esses não são materiais comuns, então não acredito que será difícil encontrar os lugares que os fornecem.”
“Isso é um alívio,” Zein disse, sinceramente.
Ele percebeu ainda mais que Han Joon, embora na maioria das vezes ausente, tinha um papel crucial na vida da Trindade; os fundadores da guilda. Irmão do Shin, amante do Radia, mentor do Bassena; se não fosse pela presença de Zein, Bassena provavelmente estaria mais angustiado.
Se alguma coisa acontecesse com aquele homem…Zein teve um pensamento temível de que a Trindade realmente ruiria. Afinal, o pilar principal que os sustentava, Radia, não seria capaz de fingir que estava bem como vinha fazendo nos últimos onze anos.
Pensar que o destino de toda a guilda—e provavelmente do projeto de recuperação—estava nas mãos de um homem que nem mesmo fazia parte da guilda…
“De qualquer forma, deveremos ter um resultado detalhado amanhã à noite, no mais tardar,” Han Shin disse firmemente, os olhos negros brilhando de determinação.
“Entendi…” Zein apenas assentiu, já que ele não sabia nada sobre esse tipo de coisa. Enquanto ele também era um membro do Laboratório do Mortix, seu papel era estritamente ligado ao fragmento de shard de Setnath e o Núcleo do Espectro—o que o lembrou de que era hora de fazer uma checagem intermediária nessas coisas. “Ah, se você vai para o Mortix, eu vou junto.”
Pela primeira vez desde que a conversa começou, Han Shin animou-se. Não era a exlamacão alegre de costume, mas o curandeiro não estava mais emburrado. “Sério?” um sorriso começou a florescer ali.
“Sim, eu também preciso checar o progresso do shard—”
“Zein!”
Antes que o guia pudesse terminar de falar, a porta se abriu bruscamente. Com irritação, Han Shin lançou um olhar fulminante para Bassena, que não se preocupou em bater.
“Ah, desculpa,” Bassena sorriu sem jeito—mas só por um segundo. Ele imediatamente se tornou sério novamente enquanto olhava para o guia. “Vamos embora, iremos para o Mortix imediatamente.”
Zein se levantou, enquanto Han Shin levantou a cabeça; ambos pareciam atônitos. “Por quê? O que aconteceu?”
“Darleon ligou,” Bassena contou a eles com seriedade. “Ele pediu que Radia o movesse secretamente para Althrea agora mesmo,” ele acrescentou, com a voz baixa. “Junto com Varion.”