Não Há Amor na Zona da Morte (BL) - Capítulo 263
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263: Capítulo 256. Diga Novamente (M) 263: Capítulo 256. Diga Novamente (M) “Você estava… com ciúmes?”
Zein pausou, virando-se com os olhos levemente arregalados, olhando atônito e em um transe. Não era o que Bassena esperava. Ele achava que Zein ou ficaria envergonhado ou negaria veementemente.
Mas o guia, encostando seus quadris na ilha da cozinha, tocava o próprio abdômen. Os olhos azuis piscaram devagar, encarando o vácuo para digerir aquela palavra. Ele movimentou sua mão para cima, parando acima do peito, refletindo.
Zein sabia sobre ciúmes, ele conseguia identificar quando as pessoas agiam com ciúmes. Afinal, a Bassena estava codificada com esse traço. Mas Zein, que antes não se importava com os pensamentos das pessoas, que sempre foi o perseguido e cortejado, não tinha ideia de como isso se sentia.
Agora que Bassena apontou, ele se lembrou da sensação de algo revirando em suas entranhas, como um inseto dando voltas em seu estômago. Essa sensação de cautela não era para um inimigo, mas… um rival — ou o que ele achava que era um. Foi por isso que, quando viu a maneira como Bassena ficou ofendido em seu nome e repreendeu a Santista, ele sentiu um alívio, e a sensação desconfortável em seu estômago desapareceu.
“Huh…” ele murmurou, tocando os lábios em compreensão. “Então isto é… ciúmes?”
Bassena estava atônito, assistindo à expressão aturdida do guia com o coração batendo mais rápido. Ele percebeu então que Zein nunca tinha sentido ciúmes antes, e isso ativou algo dentro dele.
“Ah, sério–”
Bassena deu um passo longo e alcançou Zein em um segundo, agarrando a cintura e a nuca do guia antes de pressionar seus lábios em um beijo forte e ardente. Zein piscou surpreso com a intensidade súbita, porque Bassena tinha sido mais ou menos gentil antes, como se tivesse medo de cruzar a linha. Mesmo no calor do momento, Bassena deixava Zein tomar as rédeas, controlando a intensidade da atividade sensual.
Mas este beijo fez Zein lembrar da escuridão da ruína subterrânea; cheia de emoções cruas que foram contidas e suprimidas por tanto tempo. O pensamento de que Bassena ainda se continha tanto, mesmo depois de Zein corresponder aos seus sentimentos, deixou o guia em transe. Seus lábios, entreabertos de surpresa, aceitaram o ardor desenfreado da mesma forma.
Porque no momento em que Bassena tocou sua pele, Zein sentiu toda sua frustração liberada. Os dias de anseio pelo toque e pelo beijo do seu esper inundaram seus sentidos. Ele estava muito angustiado e emocional antes, mas agora que estavam em casa, todo o seu ser gritava por Bassena.
Zein agarrou o pescoço do esper, segurou o ombro largo e puxou Bassena ainda mais perto, aprofundando o beijo. Apoiado na ilha da cozinha para sustentação, ele permitiu que Bassena devastasse sua boca, consumindo seus lábios e sugando sua língua. Os lábios do esper, língua habilidosa e mãos fortes estavam quentes, deliciosamente escaldantes, rapidamente enviando arrepios ao longo de sua espinha.
Quando Zein estremeceu em crescente excitação, Bassena encerrou o beijo, afastando-se ligeiramente para encarar o guia, intensamente. Os olhos âmbar ardiam, escaldantes, e ele acariciou a face clara com a mão trêmula.
“Eu vou fazer o que eu quiser esta noite,” a voz baixa e rouca entrou nos sentidos do guia junto com o fogo ardente dos âmbares. Havia um rosnado por baixo dessa declaração; era um anúncio, não um pedido de permissão.
Zein sentiu seu coração parar por um instante enquanto a parte inferior do seu corpo se agitava de excitação. “…okay,” ele respondeu sem fôlego, pele quente e ansiando por mais toque, mais Bassena. “Okay–”
Submerso em outro beijo quente, Zein sentiu seu corpo ser erguido direto para o balcão de mármore. Isso não os impediu de encaixarem seus lábios novamente, mordiscando um ao outro. Zein passou as mãos pelo peito firme, desabotoando impacientemente a camisa preta enquanto suprimia a vontade de simplesmente rasgá-la. Mãos igualmente impacientes se desfaziam de seu cinto, e no momento em que Zein conseguiu tirar a ereção quente e pulsante do esper, suas pernas já estavam nuas.
E então o mundo girou.
Num segundo, Zein estava ofegante, deitado no mármore frio, olhando para o belo lustre da cozinha. Ele teve apenas um curto momento para engolir o ar necessário antes de sentir como se seus pulmões parassem de funcionar no segundo seguinte. Sua visão estava preenchida por belos âmbares, faíscas dançando sob as sobrancelhas franzidas. Desejos cruéis expostos a ele através de um maxilar tenso e um som suave, rosnante por trás da respiração pesada.
Zein nem pensou nos dedos agindo abaixo, alargando o caminho para a dureza que ele podia sentir contra sua coxa. Não — sua mente estava preenchida com o fogo dentro daqueles olhos, as escamas negras brilhantes que ele muito gostaria de beijar. E ele fez isso. Zein ergueu o tronco e se apoiou no cotovelo, agarrando o cabelo de platina e pressionando seus lábios naquelas protuberâncias metálicas e frias.
Bassena soltou um rosnado abafado, arrancou o colar preto do pescoço do guia e mordeu a pele clara. Zein não se preocupou em reprimir os gemidos, suspirando contra a têmpora tensa enquanto traçava beijos pelo perfil atraente, antes de sussurrar contra as orelhas vermelhas; “Rápido,”
Num movimento rápido, os dedos sumiram e Bassena recuou, deixando Zein ali deitado se sentindo vazio, com o calor se acumulando pelos sons de rasgar embalagens de látex. E então ele sentiu mãos em seus quadris, agarrando forte, quase machucando.
“Ugh–” Zein gemeu quando seu corpo deu um pequeno pulo, sendo puxado para uma invasão dura e quente de uma vez só.
O gemido foi rapidamente seguido por mais gemidos — e sussurros. Ele estava sendo preenchido e tomado de forma bruta, selvagem; ele era puxado enquanto Bassena investia, e o impacto o fazia estremecer, convulsionar. Bassena nem parecia que estava se movendo na consideração de Zein, como se estivesse apenas buscando seu próprio prazer. E ainda assim, Zein sentia todos os seus nervos inflamados com formigamentos agradáveis, cada ponto sensível era atingido com sensações penetrantes indo direto para o seu cérebro.
Zein teve que agarrar a borda do balcão, com a luz do lustre da cozinha escapando de seus olhos tremeluzentes. Ele podia sentir seu coração batendo mais forte que o normal, cada som de respiração pesada de Bassena aumentando o formigamento agradável e o som dos seus próprios gemidos.
Ele nunca havia gemido assim antes; um som agudo e arejado, misturado com ofegos e grunhidos. Nunca havia sido tão intenso antes, nem mesmo na noite em que Zein aceitou os sentimentos de Bassena. Ele nunca viu o esper se entregar tanto, e nunca havia deixado seu parceiro tomar tanto controle.
E Zein amava cada momento disso.
Com esse pensamento delicioso, Zein deixou o calor acumular, aumentar e explodir enquanto seu corpo arqueava contra a superfície de mármore, olhando com olhos arregalados para o teto mal iluminado. Sua respiração soava tão alta em seus ouvidos, tão alta quanto o bater de seu coração, enquanto seus membros convulsionavam através do doce alívio.
Mas ele nem teve tempo de controlar a respiração quando seu corpo foi puxado novamente — desta vez, completamente para fora da superfície de mármore. Com outro ofego agudo, Zein agarrou o ombro firme e instintivamente enrolou suas pernas ao redor da cintura do esper.
Ao ficar cara a cara com um afiado par de olhos âmbar, Bassena sussurrou contra seus lábios. “Diga de novo.”
Era um comando, não um pedido. Mas Zein ainda estava cavalgando o ápice de seu orgasmo e a intrusão quente e dura dentro dele não ajudava a diminuir a sensação. Atordoado, ele respondeu com uma respiração ofegante. “Hã?”
“Diga de novo,” Bassena repetiu, parecendo que acabara de correr intensamente. “Que você está com ciúmes,”
As palavras trouxeram Zein de volta de seu transe, os olhos piscando focados no olhar firme e no rosto tenso. Piscando uma vez, Zein segurou a bochecha do esper. “…Eu odeio,” ele disse, quieto a princípio, mas tornou-se mais firme ao adicionar. “Eu odeio a ideia de você indo para outro guia,” ele passou o polegar pelos lábios entreabertos que deixavam escapar respirações quentes. “Eu odeio a ideia de você encontrar alguém que tem interesse claro em você sozinho sem –ngh– me dizer,”
“Haa — porra!” Bassena cerrou os dentes, apertando sua pegada no corpo do guia e começou a se mover em direção às escadas.
“Você é meu esper, Bassena Vaski,” Zein agarrou o cabelo de platina; tanto para se apoiar quanto para fazer o rosto contraído olhar para ele. “Você é meu amante,” ele sussurrou contra os lábios cobertos pela sua própria saliva. “Não se atreva a ir para outra pessoa –”
As palavras terminaram na boca de Bassena, abafadas por seus lábios esmagadores enquanto ele levava o guia até o quarto. Quando ele pausou o beijo, tinha um rosnar em seus lábios. “Nem mesmo se eu estivesse morrendo eu iria para outra pessoa além de você.”
Zein riu, tomando outro beijo enquanto sussurrava satisfeito. “Bom,” ele mergulhou para outro beijo, mas teve que jogar a cabeça para trás ao sentir Bassena deslizar mais para dentro dele a cada degrau que subia. “Haa — mmh!” Zein mordeu seus lábios, pressionando sua cabeça no ombro largo e cravando suas unhas nas costas resistentes em busca de apoio. “Você … está fazendo isso de propósito … não usar teletransporte?”
Subindo as escadas e caminhando devagar, deixando Zein ir por apenas um instante enquanto ele subia de forma que a gravidade o empurrasse mais para dentro … Zein quase parou de pensar completamente.
“Vou fazer você gozar mais uma vez antes de chegarmos à cama,” Bassena sussurrou baixinho, de forma sedutora, empurrando seus quadris um pouco mais forte e fazendo Zein gemer em seu pescoço.
“Haa …” Zein exalou severamente, antes de deixar escapar uma risada arejada. Ele levantou a cabeça e agarrou a cabeça do esper novamente. “Ah, amor,”
Zein veio novamente, através do beijo e da língua divina acariciando seu paladar enquanto chegavam ao quarto. Bassena não se incomodou em acender a luz e quase jogou o guia na cama. Lá, enquanto Zein se contorcia através de outro prazer explodindo, Bassena tirou suas roupas.
Estava meio turvo para a mente de Zein após dois orgasmos consecutivos em um curto período de tempo. Ele mal registrou Bassena o virando de barriga para baixo, mas no momento em que foi preenchido novamente, toda vez, tudo voltou em clareza vívida.
Zein soltou um gemido vergonhoso que era quase como um grito, agarrando a cabeceira e o lençol enquanto ofegava. Ele sentiu como se fosse gozar assim, sendo perfurado por trás, pau duro batendo impiedosamente em todo tipo de interruptor dentro dele.
“É, você gosta mais nessa posição,” ele ouviu Bassena sussurrar atrás de suas orelhas, antes que os lábios falantes se lansassem em seu pescoço e costas, beijando cada ponto sensível e cicatriz.
“Bas –” ele gemeu, e isso foi apenas o primeiro de muitos ‘Bas’ que ele gritaria e gemeria naquele quarto naquela noite. Ele sentiu como se estivesse perdendo a mente, como se estivesse fazendo um guia.
Mas ele não estava. Tudo o que ele fez foi deixar Bassena tomar o controle total, e sua mente virou mingau. Essa posição vulnerável, que o deixaria assustado antes, agora estava enchendo sua mente e corpo de ternura indescritível.
E Bassena sabia disso.
Uma vez que eles rugiram no lençol e liberaram juntos, Zein vagamente sentiu os lábios do esper pressionando contra seu ombro em um beijo sincero e carinhoso. E com uma voz sincera e carinhosa que o envolvia em calor, Bassena sussurrou.
“Eu te amo,”