MMORPG: Renascimento como um Alquimista - Capítulo 158
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158: Festival de Gil 3 158: Festival de Gil 3 Quando seu carrinho parou, cresceu em Ren a vontade de voltar atrás e procurar por Evie. Embora ele estivesse familiarizado com esse sentimento que estava tendo, já que o sentiu uma vez com Saya, ele o matou quase imediatamente.
Ren estava convencido de que, seja lá o que fosse, ele havia confundido com culpa.
Sem esperar mais um segundo para repensar, Ren saltou do carrinho e foi para a multidão.
Ao redor do mercado havia prédios feitos de madeira, vidro e telhas coloridas. Restaurantes, pubs, cafés, pousadas e até boticas e forjas estavam presentes por todo lado, fazendo todo o lugar parecer vivo mesmo no meio da noite.
No centro da praça havia um palco amplo onde acontecia um leilão ao vivo.
Ren não estava interessado no leilão, já que, não importava quais itens incríveis estivessem vendendo, ele nunca gastaria mais do que cem gil naquele lugar.
Ele estava prestes a mandar uma mensagem para Leonel quando ouviu seu nome.
“Ren!”
Os olhos de Ren se voltaram para o rosto ofegante de Isolde. Como de costume, ela parecia elegante com seu cabelo em rabo de cavalo alto e limpo, top sem mangas e calças cargo. Ela parecia mais que ia caçar do que ir a um festival.
“Como você me viu no meio de toda essa multidão?” Ren perguntou, não realmente interessado na resposta.
“Ah . . . Eu estive te procurando a cada minuto, mais ou menos,” Isolde respondeu sem pensar, rosto um pouco corado e olhos grandes brilhando. Parecia que fazia séculos desde a última vez que ela viu Ren. A última vez foi na Caverna Gargantua.
Algo estava estranho no que Isolde disse, mas Ren deixou para lá. Ele sorriu levemente antes de seu sorriso sumir quando Ragnar apareceu ao fundo.
Ragnar estava usando sua armadura, e seu feio rosto orquídeo sorriu ao vê-lo.
“Que bom que você veio.” Embora Ragnar estivesse falando com sua voz calma habitual, havia um toque de chacota misturado.
E Ren sabia o motivo. Era porque Ragnar conhecia sua outra identidade.
Engolindo seu resmungo, Ren caminhou até o grupo e mudou de assunto, “Vocês estão participando do leilão?”
Ren acenou na direção do palco.
“Não. Já estou sem grana. Gastei todo o meu dinheiro no jogo de tiro,” Isolde disse despreocupadamente antes de seu rosto se iluminar. “Mas olha só todos esses prêmios incríveis que eu ganhei! Consegui todos os tipos de balas e até adquiri a Isolde 2.0!”
Ren levantou uma sobrancelha. “Isolde 2.0?”
Isolde agarrou seu canhão no inventário e o mostrou para Ren. “Este tem Dano em Área, mas o recarregamento demora. Mas com as balas que ganhei, posso causar efeitos como congelamento, queimadura e paralisia.”
Ren arregalou os olhos para o canhão preto no ombro de Isolde. Tinha a forma de um canhão, mas era usado como uma arma. Um pouco maior do que um lança-foguetes portátil em armação de metal branco com entalhes dourados intricados.
Ren ficou chocado porque era [Destruidor], um item raro que só podia ser adquirido no meio do jogo. E Isolde já o conseguiu? O que diabos ela fez para adquiri-lo?
“Você gastou todo o seu dinheiro adquirindo essa arma na área de tiro?” perguntou Ren, surpreso.
Leonel balançou a mão para frente e para trás na frente do rosto. “Não. Não. Não. Não foi isso que aconteceu. Na verdade, Isolde ganhou a arma depois de completar dez desafios de tiro seguidos com pontuação perfeita. O dinheiro dela só se esgotou comprando ingressos em um jogo de tiro para adquirir essas balas de efeito especial.”
Leonel deu de ombros e balançou a cabeça levemente enquanto sorria de orelha a orelha. “Você deveria ter visto a cara de todos quando ela ganhou. Pareciam que iam derrubar Isolde no chão. Até aqueles PNJs no jogo de tiro todos olharam para ela com olhares penetrantes. Escusado será dizer que os jogos de tiro fecharam só de vê-la. Acho que eles temiam que ela ganhasse seus desafios e levasse todos os prêmios.” Leonel riu abafado.
Isolde franzindo a testa e guardou seu canhão. “Isso é um exagero. Aqueles caras têm sorte que eu fiquei sem gil.”
Ren deu uma risadinha antes de voltar sua atenção a Ragnar. “E você? Não esperava te encontrar aqui, para ser honesto. Eu pensei que você não era o tipo de pessoa de festival.
Ragnar apenas inclinou um pouco a cabeça. “Cansado de grindar. E queria dar uma olhada no lugar. Ainda bem que vim, ou não teria conseguido isso.”
Ragnar pescou um machado curvo e massivo tão alto quanto ele no seu inventário. “Ganhei este jogo depois de muitas tentativas. Graças a isso, estou duro neste mundo.”
Ren assobiou. Era a [Lâmina Meia-Lua]. Outro item raro que só podia ser adquirido no meio do jogo.
Ren só podia suspirar interiormente por Isolde e Ragnar. Deve ser bom ser tão rico que eles nem pensam na moeda do jogo.
“E você, Leo? Não me diga que você já esgotou seu gil?”
“Hm. Hm.” Leonel estufou o peito e deu um sorriso dentuço para Ren. “Aí é que você se engana. Eu só gastei mil gil, que foram todos para minha barriga,” disse e bateu na barriga.
“Sério?” Ren cruzou os braços, não acreditando que Leonel tinha tanta autocontenção.
Leonel fechou a mão e a bateu contra o peito. “Claro. Foi difícil, mas . . .” Sua expressão então caiu, e seus olhos ficaram vazios, “o medo de ser morto acabou ganhando no fim.”
Ren riu enquanto Isolde questionava. “Morto?”
Leonel soltou um grande suspiro. “Eu peguei dinheiro emprestado para comprar uma cápsula. É por isso que estou economizando todo o meu gil, então se a moeda do jogo existir aqui, eu a trocarei por dinheiro real.”
“Leo, eu poderia ter te emprestado se você tivesse me pedido. Sem juros, é claro,” disse Isolde.
Leonel balançou a cabeça e disse com um tom arrogante, “Isolde . . . um homem tem que ter algum orgulho.”
Isolde cruzou os braços e inclinou a cintura para o lado. “De que adianta o orgulho se você acaba morto?”
“Gaugh . . .” Leonel olhou para o lado e murmurou, “Você não pode me dar um momento para parecer descolado? Mesmo que seja só uma vez.”
Os outros riram antes de continuarem a explorar o lugar.
Enquanto Isolde e Leonel estavam ocupados conversando e experimentando barracas de comida uma atrás da outra, por conta de Leonel, é claro, Ragnar foi lentamente para o lado de Ren e sussurrou.
“Evie está aqui, aliás.”
Ren estava aproveitando as festividades, e sua mente finalmente havia se desviado de alguém em particular. Mas quando Ragnar mencionou ela, a imagem dela e aquele desejo começaram a bater em sua cabeça sem parar.
“Por que você mencionou ela?” E ele estava começando a esquecer também.
“Eu pensei que vocês dois se conhecessem. Até esperava que ela estivesse aqui com você.”
“Eu não a conheço pessoalmente,” disse Ren com uma voz firme. “Nós apenas fomos apresentados em uma incursão anterior. Só isso.”
“. . . Entendi.”
Uma pequena preocupação borbulhou no coração de Ren, e ele não pôde deixar de olhar para Ragnar e perguntar. “Você gosta dela?”
Ragnar deu uma risada. “Depende do que você quer dizer com ‘gostar’.”
Havia um tom de irritação e impaciência na voz de Ren ao falar, “Pare de enrolar. Você sabe o que eu quero dizer.”
Ragnar simplesmente ignorou e respondeu, “Para um mero conhecido, você com certeza está ficando alterado.”
“. . .” Ren ficou quieto antes de se virar para frente e dizer com uma voz calma, mas com as sobrancelhas franzidas. “Evie é uma boa moça. Você já tem a Silvia.”
Houve uma breve pausa antes de Ragnar cair na gargalhada. “Eu estou só te provocando. Sempre quis te ver agitado por trás daquela fachada fria. É um acerto de contas por me fazer de bucha de canhão tantas vezes.”
Ren, porém, não riu. Aquela pequena preocupação que ele tinha não diminuiu nem desapareceu. Na verdade, cresceu, e ele se sentiu pesado a cada segundo que passava. Inquieto. Desconfortável.
Ragnar não respondeu à sua pergunta. Ele estava evitando.
No entanto, Ren não quis insistir, pois tinha medo de conhecer a resposta.
“Ei, Ren, olha!”
Ren momentaneamente esqueceu de suas emoções com a voz de Leonel. Ele viu seu amigo parado ao lado de uma enorme banheira cheia de peixes.
“Eles também têm um jogo de pescaria aqui! Vamos tentar como nos velhos tempos!”
Ren piscou antes de ir para o lado de Leonel. Como um robô sem sentimentos, ele falou. “É um desperdício de gil, Leo.”
Leonel apenas sorriu para ele, mostrando seus caninos. “Está com medo que os outros saibam que você não melhorou nada?”
Uma veia saltou na cabeça de Ren, e ele quis beliscar a orelha de Leonel. Mas antes que pudesse, Ragnar interveio.
“Isso parece interessante. Quer ver quem vai pescar mais peixes?”
“Estou dentro,” Isolde concordou imediatamente. Ela adora um desafio. “Só que você tem que pagar a minha inscrição. Estou sem grana.”
“Eu também!” Leonel se levantou e se ofereceu. “Já que fui eu quem falou, vou pagar as inscrições de todos.”
“Uau, Leo, você está muito rico.” Isolde brilhou e fez sons de assobio.
Leonel coçou o nariz e disse com orgulho, “Só no jogo. Na vida real estou tão quebrado que estou comendo macarrão todo dia.”
“S-será?” Isolde não soube como reagir a essa revelação. Ela não sabia como era comer apenas macarrão em um dia, já que sempre tinha uma refeição completa em seu prato. Sem contar os lanches entre as três refeições diárias.
As pessoas pobres têm uma vida dura. Isolde pensou.
Os três então olharam para Ren quando este último permaneceu em silêncio.
Ren suspirou quando três pares de olhos não o deixaram em paz mesmo depois de um minuto.
“Tudo bem.”