Minha Doce Vingança com o Alfa da Máfia - Capítulo 253
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253: Onde Estou? 253: Onde Estou? Adeline respirava com dificuldade, fungando e engolindo em seco para se acalmar. Ela estava prestes a fechar os olhos e tentar dormir, mas a sensação súbita de braços quentes e grandes envolvendo-a e a aconchegando a surpreendeu, fazendo com que ela se virasse imediatamente.
César deitou-se ao lado dela, uma expressão preocupada pintando seu rosto. “Me conta qual é o problema. Eu vou resolver para você.”
Ela riu das palavras dele, a palma da mão envolvendo a bochecha dele. “Gostaria que fosse algo que você pudesse resolver. Você tiraria minha dor,” ela murmurou, se aproximando mais e fundindo seu corpo ao dele para se perder em seu calor.
Os dedos de César deslizaram por seu cabelo, acariciando suavemente. “Você esteve chorando? Por quê? Me conta a verdade.”
Ela ficou em silêncio, apenas respirando ofegante um pouco alto. “Eu não sei por onde começar, César.” Ela enterrou o rosto na curva do pescoço dele, buscando seu conforto.
O homem a segurou como uma criança, acariciando o cabelo dela e deixando beijos em sua cabeça.
“Tudo bem. Você pode começar de onde achar melhor, minha boneca.”
Adeline soltou uma risada suave ao ouvir o apelido e apertou os braços ao redor dos ombros dele. Fazia tempo.
“Quando eu saí mais cedo, só fui encontrar com o Sr. Sokolov. Você o conhece, certo? Ele me levou ao restaurante daquela vez.”
César teve que pensar por um tempo antes de se lembrar do rosto. “Ah. Lembro dele. O que houve?”
Ela ficou em silêncio por alguns momentos, apenas ponderando como contar a ele. Respirações profundas escapavam do nariz dela e ela se desvencilhou dele, virando-se para deitar de costas. “Ele é meu pai verdadeiro.”
“Hã?” César teve que levar alguns momentos para processar o que ela disse. “Seu o quê?”
“Acabei de descobrir que ele é realmente meu pai verdadeiro e não o que morreu na prisão,” Adeline disse, suspirando.
Mas César parecia não conseguir entender a informação. Como isso poderia ser possível?
Adeline percebeu o que passava pela cabeça dele e continuou a explicar, “Minha mãe amava o Sr. Sokolov e, aparentemente, teve um caso com ele. Meu pai descobriu depois que ela engravidou dele, e ficou furioso. Ele queria que minha mãe se livrasse de mim, mas o Sr. Sokolov não concordou.”
“Ele implorou para que eu fosse mantida e, em troca, ele faria o que ele quisesse. Meu pai acabou concordando, com a condição de que ninguém tornaria o incidente conhecido. O Sr. Sokolov ficaria de boca fechada e nunca permitiria que alguém, nem mesmo eu, soubesse que ele era meu pai biológico.”
“Sempre me perguntei por que ele era tão gentil comigo. Quer dizer, acho que eu era a filha do amigo dele, mas mesmo assim, não era razão suficiente. Ele estava sempre lá, fez coisas por mim e me amou tanto quanto minha mãe. Mas o homem que eu achava que era meu pai sempre foi distante. Ele não era terrível comigo, mas nós realmente não tínhamos uma coisa de vínculo de pai e filha.”
“Tive isso mais com o Sr. Sokolov, e agora tudo faz sentido por que…” Ela sorriu de forma cínica e bateu as mãos sobre o rosto para evitar chorar. “Eu não entendo por que ele escolheu me contar isso agora. Para quê? Para nos aproximarmos ou algo do tipo? Não é tarde demais? Quer dizer…”
Um suspiro frustrado escapou dela, e ela inspirou profundamente. “Ele deveria ter levado o segredo para o túmulo assim como minha mãe fez. Eu teria ficado melhor sem saber.”
“Mesmo?” César perguntou, inclinando a cabeça para fora da cama e a apoiando com seu punho cerrado.
Adeline olhou para ele, franzindo a testa. “O que você quer dizer?”
“Bem,” César começou. “Ambos te amaram apesar de tudo, certo? Um pode ter mantido distância, e o outro pode ter estado presente, mas ambos ainda te amaram. Um morreu na prisão por você e te deu algo para garantir sua vida. O outro ficou, de olho em você e arriscando a vida só para ter certeza de que você sobreviveria.”
“Acho que ambos foram ótimos pais e você não precisa realmente escolher. Você pode não ter sabido que o outro era seu pai verdadeiro, mas é isso. Ele sempre esteve lá e fez o que um pai faria, por você, acho. Não tenho tanta certeza.”
Ele sorriu para ela com os olhos repletos de rugas e alcançou com a mão para acariciar o cabelo dela. “Estou dizendo que está tudo bem se sentir mal por ter sido mentida e mantida no escuro. Mas olhando pelo lado bom, você ainda teve pessoas ótimas na sua vida. Tanto seu pai quanto sua mãe te amaram muito, então acho que está tudo bem. Na verdade, não sei.”
Adeline mudou a linha de visão para ele. Ele estava certo, mas…
“César, você está bem?” ela perguntou, preocupada.
“Por quê?” César a olhou com uma expressão perplexa no rosto.
“Você parece…” Ela parou, apenas encarando-o.
E isso deixou César ainda mais confuso.
Ele tinha dito algo errado? Por que ela o olhava com um olhar tão compadecido? Havia algo que ele disse que soou cínico? Algo que justificasse a pena dela? Ele parecia patético aos olhos dela? Por quê?
Adeline puxou o homem para a cama, envolveu os braços ao redor dele e o abraçou afetuosamente. “Me desculpa,” ela sussurrou.
Ele ainda estava confuso, sem entender o que estava acontecendo. Por que ela estava se desculpando com ele?
Ele nem chegou a perguntar, pois Adeline o beijou de forma extremamente calorosa e amorosa como nunca tinha feito antes.
Era como se ela estivesse tentando transmitir muito conforto para ele, mas por quê? Qual era o motivo? Ele não havia demonstrado nenhum tipo de—
Passos e pisadas apressadas vinham de todos os ângulos. Pessoas corriam para cima e para baixo no prédio imenso.
Adeline se encontrou apenas olhando para o nada, toda confusa e perdida.
Hã? Onde estou? Ela só tinha percebido que estava em um lugar que nunca tinha visto antes.
Não, espera, o lugar parecia familiar, só que não completamente. Observando mais de perto, tinha uma semelhança com a alcateia, no entanto, havia mudanças.
O que estava acontecendo? Por que ela—
“Onde está a criança?” Ela ouviu alguém perguntar e virou-se, apenas para ser atravessada por uma mulher que parecia estar na casa dos quarenta anos.