Minha Doce Vingança com o Alfa da Máfia - Capítulo 202
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202: Seu… Lobo? 202: Seu… Lobo? “Correto, eu fiz,” César admitiu, encolhendo os ombros.
Adeline piscou, inclinando a cabeça. “Por quê?”
César levantou uma sobrancelha questionadora para ela. “Por sua causa.”
“O quê?” Ela estava genuinamente surpresa. “Por minha causa?”
“Por que mais eu faria?” César estava confuso, sem entender a pergunta. Havia alguma outra razão para ele ter feito aquilo?
“Bem…” As palavras estavam presas em sua garganta. “É só que… Você certamente não mataria por mim, pelo menos não o seu-”
“Venha aqui.” César apontou para o espaço entre suas pernas abertas. “Sente-se.”
Adeline estava hesitante, mas mesmo assim se arrastou até lá, virando-se para se sentar, de costas contra o peito dele.
Ele passou a mão em torno do pescoço dela, inclinando sua cabeça para fazê-la olhá-lo. “Me diga o que te levou a pensar assim.”
“Hã?” Adeline estava perdida, sem conseguir formar uma frase coerente com ele olhando para ela daquele jeito. Suas sobrancelhas estavam franzidas como se estivesse insatisfeito. “Bem, n-nada realmente. Só não vejo como você faria isso por mim.”
“Eu já te disse uma vez que queimaria o mundo inteiro por você, Adeline. Então, o que você quer dizer?” César rosnou.
“Se eu estaria disposto a fazer isso só de ouvir você pedir, que porra te faz pensar que eu não mataria alguém que te machucasse? E de forma horrível também?” Ele estava perplexo com as ridículas palavras dela.
Adeline já não sabia mais o que dizer, mas ficava olhando para os olhos amarelos ardentes dele. Ele estava sinceramente insatisfeito e até seu lobo estava. Esse não era o tipo de coisa que queriam ouvir dela.
Como ela poderia supor que ele não mataria por ela? Que ele deixaria alguém que a machucasse sair impune? Não faria sentido ser o seu companheiro se ele permitisse que tal evento ocorresse.
A mão de Adeline alcançou inconscientemente o rosto dele e o polegar dela roçou a parte de cima da bochecha dele. “Seus olhos são bonitos, César.”
“Hã?” César recuou a cabeça, um tanto confuso. “Bonitos?” Ele nunca tinha ouvido falar disso antes. Ninguém jamais tinha olhado em seus olhos e dito que eram bonitos, pelo menos não o tom dourado que se mistura com os verdes.
Adeline assentiu, confirmando. “O verde também. Ambos são realmente bonitos. Eu os amo.”
Algo estalou dentro dele com as palavras dela e seu corpo estremeceu por um momento.
“Adeline!” Ele a abraçou com força contra si mesmo.
Adeline resmungou, fazendo uma careta. “Ai, César, v-você vai me esmagar.”
“Você sabe como o meu lobo se animou com as suas palavras?” César suspirou contra o ombro dela, seus olhos amarelos subindo para encontrar o olhar dela.
Ela bateu os cílios. “Seu…lobo?”
“Sim.” César assentiu. “É ele que tem o tom amarelo dos meus olhos. Então se você vê-los, saiba que está tentando mudar e tomar controle.”
“Você elogiou uma parte dele, então está feliz.” Seu ronronar era bem audível para ela, e ela podia sentir a vibração contra a pele do ombro dela.
Fascinação, excitação e intriga ardiam nos olhos de Adeline. “Seu lobo, ele tem uma mente própria?”
“Tem sim,” César respondeu com um sorriso. “Mas não é muito humano como eu sou. É mais selvagem. Às vezes, luta para trocar comigo, eu só não deixo.”
Ela franziu a testa. “Vocês compartilham este corpo?”
“Não!” César a encarou. “Tudo é meu, incluindo ele!”
Adeline se viu rindo, realmente intrigada. “Ele gosta de mim?”
“Se gosta de você?” César repetiu a pergunta dela, rindo debochado. “Adeline, ele é tão obcecado por você quanto eu sou. Ficou em silêncio naquela época quando você partiu. Também sofreu, mas voltou com o cheiro do seu perfume.”
A respiração de Adeline estava suave enquanto ela engolia. “Entendi.” Ela ainda se sentia culpada e arrependida, tanto que não conseguia mais olhar nos olhos de César.
Ela não machucou só um, mas dois…
“Você quer que eu troque com ele?” César perguntou. “Ele não fala, por sinal.”
Seu coração saltou uma batida. Ela iria conhecer o lobo dele? Outro a quem ela pertencia?
Exalando, ela assentiu, seus lábios lentamente formando um sorriso. “Não me importo. Por favor, faça.”
César a beijou na testa. “Me dê cinco segundos.” Ele soltou dela, seus olhos verdes piscando.
Adeline observou-o com interesse o tempo todo, sem querer perder nenhum detalhe que viesse com a mudança. Uma expressão de choque se formou em seu rosto no segundo em que viu os olhos dele mudarem para um tom amarelo dourado. As pupilas estavam desprovidas de qualquer emoção. Pareciam vazias e mortas, quase como se fosse um receptáculo vazio.
Ela engoliu, inclinando a cabeça com seu olhar inspecionando-o a fundo. “César…?”
Mas um suspiro surpreso escapou de sua boca no momento em que seus ombros foram agarrados e ela foi puxada para um abraço sufocante. “César? Ai, César, você está me esmagando.”
Ele a cheirou.
Isso causou uma reação adormecida nela.
César? Não, isso não era César. Não poderia ser César. Tinha que ser o lobo dele, era o lobo dele. Esse cheirar do pescoço, cabelo e ombro dela deixou isso claro.
Adeline não sabia o que fazer ou dizer. “Uh, er…o-oi.” Um sorriso estranho e medroso estava em seu rosto.
Ele recuou imediatamente diante do murmurinho dela, seus olhos dourados percorrendo-a. Estava olhando para ela, e Adeline não tinha certeza do que se passava em sua cabeça.
Ela riu nervosa, levantando a mão para acenar para ele. “Oi,” ela repetiu. Mesmo que César tivesse dito que ele não falava, ela não sabia como reagir.
“Olá,” ele disse.
Adeline ficou surpresa e seu queixo caiu até o chão imediatamente. “O quê?”
Mas a resposta dele deixou-a confusa.
“Cala a boca. Você tem falado desde que eu existo. Eu aprendi.”
Adeline estava perplexa. Podia ver os olhos dele alternando entre verde e amarelo.
Espera, ele estava lutando com César? Tinha que estar porque ela podia ver a carranca feia que aparecia no rosto dele.
“Eu deveria te dizer que falo? Não vejo motivo.”
O queixo de Adeline estava colado ao chão. Mesmo ciente do que estava acontecendo, isso era a coisa mais louca que ela já tinha testemunhado.
Que diabos…
“Você vai me deixar em paz?! Permita-me um momento com ela. Nós, eu e você, vamos trocar em alguns minutos, seu… coisa gananciosa!” Ele rosnou, voltando sua atenção para Adeline.