Minha Doce Vingança com o Alfa da Máfia - Capítulo 170
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170: Você fez isso comigo! 170: Você fez isso comigo! Já fazia uma semana, e César não havia exatamente falado com Adeline. Ele estava tomando seu tempo para pensar sobre o que Yuri havia lhe dito naquele dia, mas ainda assim, ele se certificava de que Adeline estava sendo bem cuidada e que não havia nada de errado com ela.
Ela, por outro lado, estava tentando muito, querendo falar com ele, mas com medo de atrapalhar seus pensamentos, César mantinha distância, evitando-a.
Atualmente, Adeline estava sentada na borda da cama no quarto principal dele, mexendo nos dedos. Ela o aguardava, determinada a fazê-lo falar com ela.
Pela sua aparência, podia-se dizer que ela havia melhorado. Ela já não tinha mais bandagens ao redor da cabeça, e a cor parecia finalmente estar voltando à sua pele, não mais parecendo pálida demais.
A porta de repente se abriu, e passos familiares podiam ser ouvidos.
Sem pensar, Adeline levantou a cabeça, seus olhos encontrando os verdes de César. Claro, o homem sabia que ela estava lá; ele já a havia sentido pelo cheiro mesmo antes de chegar à porta.
Fechando a porta, César procedeu para erguer as mangas de sua camisa branca até o cotovelo. Ele não estava dizendo uma palavra, e Adeline o observava enquanto ele caminhava até a mesa de trabalho em seu quarto para deixar um documento organizado sobre ela.
Adeline colocou os pés no chão e levantou-se da cama. Ela se aproximou dele para ficar ao seu lado e inclinou um pouco a cabeça para vislumbrar seu rosto.
César tremia por um segundo ali, divertido com o que ela estava fazendo. Ele achou fofo e engraçado, mas claro, ele não riria.
Portanto, ele respirou fundo e continuou com o que estava fazendo.
Adeline estava hesitante, não sabia se deveria seguir em frente com o que tinha em mente.
Estendendo a mão, ela lentamente puxou a camisa de César, como se chamasse sua atenção.
“César…” Sua voz estava baixa.
César sentiu seu coração pular uma batida com a maneira como ela murmurou seu nome, mas ele ainda não disse uma palavra.
Adeline não iria recuar. Desta vez, ela beliscou o braço dele, abaixando o olhar para o chão. “César, eu sei que você está ocupado e-”
“Você está se sentindo bem?” César perguntou, ainda sem olhar para ela.
“Hã?” Adeline levantou a cabeça imediatamente para olhá-lo. “Ah… s-sim.”
“Bom.” César deu um aceno, continuando o que estava fazendo.
Adeline o observava, confusa.
Era só isso que ele ia dizer para ela? Mais nada? Ele não queria falar com ela nem um pouco? Até quando? Ela havia tentado tantas vezes, e todas foram piores do que desta vez. Ele nem ao menos diria uma palavra a ela.
Engolindo em seco, Adeline respirou fundo e se aproximou um pouco mais. Ela segurou o pulso dele, tentando captar sua atenção. “César, eu sei que você não quer falar comigo de jeito nenhum, e eu entendo. Mas só uma vez.” Ela levantou um dedo. “Podemos conversa-”
De repente, sua cintura foi agarrada por mãos grandes, e ela se viu levantada do chão e sentada na mesa. Um grito assustado escapou por seu nariz, suas mãos agarrando o ombro de César.
César estava silencioso, apenas olhando para o rosto dela com olhos pensativos.
Adeline não tinha certeza do que era, mas o modo como ele a olhava a deixava tão inquieta que ela sentia suas mãos começarem a suar.
Ela deveria dizer algo? Ou deveria ficar calada?
Mas estava terrivelmente silencioso, e ela tinha tanto a dizer para ele. Esta era sua oportunidade, e ela não podia desperdiçá-la. Levantá-la e colocá-la naquela mesa significava que ele estava pronto para ouvi-la.
Quebrando o contato visual com ele, Adeline respirou. “Me desculpe, César. Me desculpe pelo que eu fiz.”
“Olhe para mim quando falar.” César segurou o queixo dela, trazendo seu foco de volta para ele. “Eu gostaria de buscar qualquer sinceridade que pudesse obter com o que você vai dizer.”
“Oh…” O coração de Adeline balançou ceticamente com suas palavras, e ela lentamente balançou a cabeça. “Ok.”
César estendeu a mão, segurando as bochechas dela em suas palmas. “Deixe-me fazer uma pergunta, Adeline.” Seu tom era frio, tão gelado, que estava desprovido de qualquer afeto.
Adeline esperou, mesmo que tivesse uma ideia do que seria a pergunta dele.
“Por quê? Por que você fez o que fez?” César indagou, seus olhos vasculhando todos os traços faciais dela. “Eu fiz tudo por você e fui tão longe por você sem esperar nada em troca. Tudo o que eu queria era você e só você, Adeline.”
Ele continuou, “Eu não te deixaria ir, eu sei, mas isso era motivo suficiente? Ou você fingiu me amar porque sabia que tinha esse tanto de controle sobre mim? É por isso?”
Adeline balançou a cabeça furiosamente para ele, começando a lacrimejar. “Não, não, não, César. Isso não é verdade, não é verdade de jeito nenhum.”
“Então por que, Adeline?” César perguntou, acariciando o cabelo dela. “Por que você me machucou? Eu não te dei o suficiente? Eu não tentei o suficiente? Eu não te amei o suficiente? O que foi que eu não fiz? É por causa de quem eu sou? É por isso?”
Os lábios de Adeline tremiam, a bolha de lágrimas se rompendo enquanto ela piscava.
“César, não é assim. Não, não é, por favor, só-”
“Você sabe o que você me fez passar, Adeline?” A voz de César estava quase como um sussurro, cada palavra caindo como uma pedra pesada sobre ela. “Eu me senti com o coração partido pela primeira vez na minha vida inteira. Sabe por quê?”
Um riso seco escapou dele. “Você foi a primeira mulher que eu amei.”
“Todas as noites foram excruciantes para mim porque eu precisava de você, mas você não estava lá. Eu passei meu cio sozinho porque se não fosse com você, tudo pareceria doloroso e agonizante. Eu estava incapaz de dormir, pensei que ia perder a cabeça em algum momento, até ao ponto de ter alucinações.”
“Você fez isso comigo.”