Minha Doce Vingança com o Alfa da Máfia - Capítulo 165
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165: Você não viveu bem? 165: Você não viveu bem? Isso arrancou um suspiro de Nikolai.
Era exatamente o que ele estava tentando evitar. Sabia que César nunca suportaria se algo acontecesse a Adeline; ele a amava mais do que podia suportar. No entanto, ele não estava disposto a deixá-la entrar ou a falar em perdoá-la.
Qual era o ponto? Por que esperar que ela se machucasse se ia ser desse jeito quando na verdade se machucasse?
“Sim senhor.” Yuri acenou com a cabeça e se aproximou de Adeline. Ele tocou seu nariz, confirmando com um aceno que ela ainda respirava.
Mas o problema era que a febre dela estava alta, e ele precisava parar o sangramento da cabeça dela também.
“Nikolai, você poderia me ajudar a pegar a caixa de primeiros socorros no meu quarto?” ele perguntou.
Nikolai concordou sem hesitação e saiu do quarto.
César virou para Yuri, perguntando, “Ela está bem? Por que a cabeça dela está sangrando? Ela está muito ferida?” Ele estava preocupado e muito apreensivo; Yuri podia ouvir sua voz embargada.
Em resposta, o beta balançou a cabeça. “Ela vai ficar bem. Parece que ela caiu de cabeça quando desmaiou, e é por isso que está sangrando. Vou me certificar de baixar a febre dela também, então ela vai ficar bem.”
“Entendo…” César murmurou, mas podia-se ver por sua expressão que ele não acreditava totalmente em Yuri.
Ele passou os dedos ansiosos pelo cabelo e caminhou até o sofá para se sentar. Seus olhos se fecharam cansados enquanto ele jogava a cabeça para trás e esperava Nikolai voltar.
Será que eu exagerei? Ele começou a se perguntar, nunca tendo tido a intenção de machucá-la. Talvez ele devesse ter saído para ver como ela estava?
Tudo o que ele queria era que ela fosse embora e o deixasse em paz por enquanto. Ele não queria vê-la, não importava o quanto ela suplicasse, mas ele também não achava que ela desmaiaria lá fora.
Depois de tudo o que ela lhe fez, ele não podia simplesmente deixá-la entrar assim. Adeline tinha que pagar — sentir o que ele sentia e entender o quanto ela o tinha arruinado.
Ele precisava que ela experimentasse o que aconteceu naqueles dois meses passados, e ele queria que ela implorasse por ele de tal forma que nunca mais pensasse em deixá-lo novamente.
Mas ao mesmo tempo, ele não queria que ela se machucasse… não assim. Ela era sua companheira, ele jamais suportaria tal coisa.
Talvez fosse hora de romper a maldita ligação. Isso não o impediria de fazer com que ela pagasse pelo que fez, mas pelo menos estaria libertando ambos.
Ela realmente queria fugir dele; ele a deixaria e daria exatamente o que ela queria. E ele, por outro lado, voltaria a ser o homem que costumava ser — o homem que era antes de ela mudá-lo ao gosto dela sem querer.
…
Já haviam se passado horas desde que Yuri terminou de tratá-la. A cama havia sido trocada, e César até mesmo havia se assegurado de lavá-la e trocá-la para uma de suas camisas.
Ela ainda estava deitada no quarto dele, mas ele não tinha entrado lá desde então. Yuri havia lhe dito que a doença de acasalamento parecia ter voltado a ela e isso porque ela se forçou a se afastar dele sem rejeitar e romper a ligação deles.
Ele precisava marcá-la novamente para se livrar disso, mas ele não estava disposto a fazer.
Qual era o ponto? Ele iria rejeitar e romper a ligação de qualquer jeito. Por que perder seu tempo?
Um grunhido soou em sua garganta, e ele jogou a cabeça para trás, mais uma vez, com o sorriso dela em sua visão.
César estava frustrado, não, ela o frustrava. Como ele ainda podia se encontrar amando-a apesar de tudo? Por que era tão difícil controlar seu coração?
E daí se ela era sua companheira? Não significava que ele estava destinado a amá-la. A ligação de companheiros estava lá apenas por estar e nada mais. Não tinha absolutamente nada a ver com o coração. Ele podia escolher não amá-la, então por que não conseguia também decidir parar?
Por que parecia ser uma tarefa impossível? Ele nunca ignoraria a maneira como seu coração disparou ao vê-la pela primeira vez em dois meses, bem ali naquele corredor.
A primeira coisa que ele quis fazer foi puxá-la para seus braços, se afogar em seu cheiro e enterrar seu corpo no dela. Ela havia ficado longe dele por muito tempo, sentia como se sua alma tivesse se curado à primeira vista dela.
Ele precisava dela, e seu lobo também. Ele ficou silencioso quando ela partiu e despertou novamente com o retorno dela. Eles a amavam tanto, ele sabia.
Mas César não iria concluir que romper a ligação acabaria com tudo. Ele acreditava que iria parar de amá-la assim que o fizesse. Ele esperava que sim.
Ele sentia falta dela…
Tanto quanto ele não queria admitir, ele sentia.
César passou os dedos pelo cabelo e se levantou do sofá. Ele deixou seu escritório, indo em direção ao quarto com as mãos enfiadas nos bolsos da calça cinza.
Houve um momento de hesitação antes de ele girar a maçaneta da porta, entrando no quarto. Ele fechou a porta atrás de si, e bem ali na cama, Adeline estava dormindo profundamente, seu corpo devidamente coberto com o edredom.
Por alguns segundos, ele ficou ali, encostado no batente da porta. Seus olhos verdes apenas a observavam.
O que ele estava procurando? Ninguém sabia.
Mas era claro que muitos pensamentos passavam pela sua cabeça.
Com passos lentos, ele se aproximou da cama, agachando-se ao lado dela. Ele olhou para o rosto de Adeline, sua mão subconscientemente estendendo-se para acariciar seu cabelo.
“Você não estava vivendo bem?” ele perguntou, claramente notando o fato de que ela havia perdido muito peso. Era notável à primeira vista, e ele se pegou num momento de reflexão sobre o que poderia ter dado errado depois que ela partiu.