Minha Doce Vingança com o Alfa da Máfia - Capítulo 138
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138: Isso…É Bom 138: Isso…É Bom A sinceridade nas palavras de César era visível, e isso fez com que Adeline respirasse fundo aliviada.
Ela o encarou por alguns longos segundos antes de suavemente entreabrir os lábios. “Você é… você é mesmo o César?”
“Sou.” César assentiu. “Eu nunca mudei. Sou o César que você conhece desde o primeiro dia.”
Algo parecido com intriga brilhou nos olhos de Adeline, e ela inclinou a cabeça para o lado como se procurasse algo nele. “Você pode me dizer o que era aquilo? O outro lado seu. O que é?”
“Eu sou um lobisomem, Adeline. Um alfa supremo,” César respondeu, sem desviar o contato visual com ela. Era como se estivessem procurando algo no olhar um do outro.
Os lábios de Adeline se curvaram em um sorriso. “Posso ver?”
César arqueou uma sobrancelha diante da ideia. “Eu não acho que você queira. Você só vai ter medo de-”
“Não.” Adeline balançou a cabeça para ele. “Eu quero ver o outro lado de você. Eu te disse que não vou deixar você, então se eu vou ficar com você, eu tenho que aceitar ambos. Você não acha?”
E essa era a verdade. Ela amava César, e ela tinha que aceitar isso. Mas se ela ia ficar com ele, ela precisaria amar aquele outro lado dele também, e mesmo que ela não pudesse, ela tinha pelo menos que aceitá-lo e se acostumar com ele.
Dizer que ela não ia deixar ele não era mentira alguma. Seu coração não o abandonaria, ele o escolheu e ainda o amava. Ir embora por um tempo era apenas para entender completamente as coisas e aceitar tudo.
Ela voltaria para ele, e disso tinha muita certeza.
Se desvincular dele era impossível, e ela sabia disso. Este era um homem que a fez sentir coisas que nenhum outro homem poderia. Ele lhe mostrou coisas que ela nunca viu antes e fez ela desenvolver sentimentos que ela jamais pensou que estivessem lá.
Como seria possível ela poder ficar sem ele?
“Você tem certeza disso, Adeline?” César ainda estava cético. “Eu te disse que nunca mostraria isso a você enquanto você não quiser.”
Adeline assentiu para ele. “Eu sei, César. Mas estou pedindo para você me mostrar.”
César respirou fundo, finalmente cedendo. “Tudo bem.” Ele desabotoou sua camisa, tirando-a.
O tempo todo, Adeline apenas se sentava lá observando-o. Sua sobrancelha se franziu ao ver o ombro dele, que estava completamente bem.
Ele não foi baleado dias atrás? Como ele se curou? Ah… Ela começou a assentir com a cabeça em realização, meio que maravilhada.
César lançou-lhe mais um olhar desconfiado antes de estalar os dedos, estendendo suas garras e certificando-se de dar uma olhada no seu rosto. Ele estava preocupado, profundamente apreensivo de que a assustaria mais uma vez.
Mas a reação de Adeline foi algo que ele não esperava.
Ela se levantou do sofá, caminhou até ele e se agachou bem na frente dele. “Oh… Eu não estava alucinando. Eles são reais.” Sua mão menor descansou sobre a palma da mão dele, e ela acariciou suas garras com os dedos.
César, por outro lado, apenas se sentou observando-a. Ela era como uma criança, vendo algo fascinante pela primeira vez.
“Quão afiadas elas são?” Sua súbita pergunta o tirou de seus devaneios. Ela o viu matar com elas, mas em vez de medo, ele estava sentindo algo que se chamaria de ‘Incredulidade e admiração’ da parte dela.
Talvez ela realmente não tivesse medo.
“Elas são muito afiadas,” ele disse, respondendo à pergunta dela. “Cuidado!” Mas seu aviso veio tarde demais porque Adeline pressionou a ponta do dedo contra uma de suas garras, ferindo-se.
Ela chiou, recuando imediatamente a mão para olhar para o dedo indicador, que começou a sangrar um pouco. “Isso é tão afiado quanto uma lâmina. Se não mais afiado.”
César olhou em seus olhos. Ainda não havia nenhuma onça de medo neles.
“E os seus pelos?” Adeline levantou a cabeça para encontrar o olhar penetrante dele. “Eu os vi. Muito brancos e bonitos. Deixe-me ver.”
César piscou, confuso. “Adeline, você-”
“Apenas me mostre, César. Eu pedi,” Adeline interrompeu, revirando os olhos. Ela observou enquanto o homem maior retraía suas garras, mas então pelos tão brancos quanto a neve começaram a surgir em sua pele.
Ela podia dizer que essa não era a sua forma completa; era mais um lado semi-animal dele e um lado semi-humano. Ele não se transformaria completamente e mostraria profundamente o que ele era. Não agora, pelo menos.
Adeline não reagiu imediatamente. Ela preferiu ajoelhar-se, olhando para cima, na direção dele.
Honestamente, César não podia dizer o que estava passando pela mente dela, mas foda-se, seu coração estava batendo tão rápido.
Isso era medo? Ele estava com medo da reação que ela daria? O pior de tudo era o fato de que isso era apenas um semi-ele e nem mesmo sua transformação completa.
O que aconteceria se ela visse o verdadeiro eu dele, a forma completa? Ele sabia quão grande era o lobo dele, seria um milagre se ela não ficasse aterrorizada.
Adeline primeiro tocou sua mão, sentindo os pelos tão macios quanto os pelos de um gato. Talvez até mais macio. Isso fazia cócegas. Ela estendeu mais a mão, colocando sua palma na bochecha dele.
“É tão macio.” Suas palavras saíram como um sussurro.
César inconscientemente se derreteu ao toque, esfregando o lado do rosto contra a palma dela. Ter seus pelos acariciados por seu companheiro era uma das coisas mais reconfortantes e aliviantes que poderia acontecer à sua espécie. Ele adorava e aparentemente queria que ela fizesse mais.
Adeline percebeu e um sorriso não pode deixar de se espalhar inconscientemente em seu rosto. Inclinando a cabeça, ela perguntou, “Você gosta?”
César estava surpreso, abrindo os olhos repentinamente.
“O quê?”
“Eu, tocando seus pelos,” disse Adeline.
“Oh…?” César ficou em silêncio por alguns segundos antes de assentir e admitir. “Isso dá uma sensação de alívio e conforto para a minha espécie.”
“…E, faz cócegas…um pouco. Isso…sente-se bem.”