MIMADA PELOS MEUS TRÊS IRMÃOS: O RETORNO DA HERDEIRA ESQUECIDA - Capítulo 463
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463: O sabor representa o que eu sinto 463: O sabor representa o que eu sinto No dia seguinte…
Um leve gemido ecoou pelo quarto enquanto Penny despertava lentamente de um sono profundo. Espreguiçando braços e pernas, piscou os olhos para abrir. Ao contrário da noite passada, sentia-se muito melhor—completamente recarregada. Sentando-se, o olhar dela pousou na cadeira ao lado da cama.
Um pequeno sorriso surgiu em seu rosto quando ela notou uma tigela e algumas toalhas na mesa de cabeceira. Embora não houvesse ninguém ali agora, ela sabia que alguém tinha cuidado dela durante a noite.
“Foi o Segundo Irmão?” ela se perguntou com um sorriso, lembrando-se de que Hugo estivera com ela na noite passada. “Ou Mamãe?”
Afinal, foi Allison que a acordou para tomar uma sopa quente e remédio. De qualquer forma, Penny apreciava o cuidado da sua família, mesmo sendo adulta.
‘Na minha primeira vida…’ Ela interrompeu o pensamento antes que pudesse começar a comparar. Sorrindo suavemente para a cadeira vazia, ela se disse, “Não há necessidade de comparar o antes e o agora. Eles não eram assim antes, assim como eu não sou quem eu era.”
Por alguma razão, após a noite passada, Penny se sentiu pronta para deixar ir algumas partes do seu passado às quais ela vinha se agarrando. A vida era diferente agora, e ela estava contente. Embora não fosse perfeita—perfeição nunca foi o seu objetivo.
“Bem, estou bem melhor agora! Devo agradecê-los por me recuperar.”
Com esse pensamento, Penny pulou da cama energicamente. Era como se a febre tivesse reposto sua energia. Ela sentia que poderia conquistar o mundo, e seu humor estava suspeitosamente bom.
***
Depois de completar sua rotina matinal habitual, Penny passou um pouco de bálsamo labial colorido e pressionou os lábios, sorrindo em seu reflexo. Parecia revigorada e brilhante, sem sinais de exaustão. Até seu corpo se sentia mais leve, sem vestígios da dor do dia anterior.
“Hehe,” ela riu, saindo do quarto direto para a cozinha para se juntar aos pais para o café da manhã antes de ir para o trabalho.
Era o início da semana, e Penny conhecia bem as rotinas de seus irmãos. Atlas provavelmente já tinha ido trabalhar, Hugo estava provavelmente ainda dormindo ou treinando, e Slater… bem, a agenda dele sempre foi imprevisível, mas ele ainda de alguma forma encontrava tempo para incomodá-la.
Contudo, a realidade era diferente do que ela esperava.
Quando Penny se aproximou da sala de jantar, ela congelou.
“Bom dia—” As palavras dela ficaram presas na garganta quando ela sentiu uma aura ameaçadora pairando sobre a cozinha. Ela recuou dramaticamente, apertando os olhos como se para se proteger da atmosfera escura que irradiava da sala de jantar.
Olhando para a mesa, ela franziu a testa. Não apenas Allison, Charles e Haines estavam presentes, mas todos os seus irmãos também estavam lá.
‘O que está acontecendo?’ ela pensou, seu coração começando a acelerar por razões que não conseguia identificar. Isso parecia déjà vu. ‘Eu juro que não comi a comida de ninguém ontem à noite.’
A menos que ela tivesse começado a andar dormindo, ela não poderia ser culpada de nada. Mas estava bastante certa de que isso não era o caso.
Suas sobrancelhas se levantaram enquanto seu olhar se desviava para Haines, que sutilmente levantou a mão até o pescoço, fazendo um gesto de corte. Ele estava sinalizando para ela que não era o melhor momento para entrar. Penny olhou para Atlas, apenas para encontrá-lo olhando diretamente para ela.
“Uh…” Ela deu um passo para trás quando encontrou os olhos de Hugo se encontrando com os dela.
Uma sensação de afundamento se instalou no estômago dela, e Penny rapidamente abandonou quaisquer planos de melhorar o humor deles. Ela sabia que não havia chance de iluminar aquela manhã. Suspirando internamente, ela decidiu recuar.
“Bom dia,” ela disse com um sorriso forçado. “Vou trabalhar mais cedo hoje. Esqueci que tenho muitas coisas para fazer. Até mais!”
Girando rapidamente, ela tentou fugir da cena, convencida de que seus irmãos tinham se metido em algum tipo de confusão. Ela não queria se envolver no que quer que fosse. Mas, justo quando estava prestes a fazer sua fuga, a voz de sua mãe a parou.
“Penelope Bennet?”
O uso de seu nome completo mandou um arrepio pela espinha de Penny. Lentamente, ela se virou de volta com um sorriso tenso. “Mamãe?”
O sorriso angélico de sua mãe a saudou.
“Penny, ainda é muito cedo para o trabalho,” Allison disse docemente. “Por que você não se junta a nós para o café da manhã?”
“Hehe…” Penny riu nervosamente, pensando em uma desculpa para recusar. Mas vendo o sorriso excessivamente doce no rosto de Allison, ela não se atreveu. Embora o sorriso de sua mãe fosse angélico, era quase angelicamente demais.
Este não era o sorriso que Allison usava quando estava realmente feliz.
“Ok,” Penny suspirou, relutantemente puxando uma cadeira e sentando-se. Ela olhou ao redor, notando as várias emoções estampadas nos rostos de sua família.
“Penny, aqui, coma alguma coisa.” A voz de Allison puxou sua atenção de volta. Olhando para baixo, Penny viu que seu prato já estava cheio com o café da manhã usual que Allison preparava. “Obrigada, Mamãe.”
“De nada, Penny.” O sorriso de Allison continuou enquanto ela gesticulava para Penny começar a comer.
Pegando seus talheres, Penny decidiu apenas fingir que não estava ciente da tensão pesada na sala. Isso tornaria sua vida mais fácil. Mas enquanto ela levantava a colher para dar uma mordida, ela notou que todos estavam observando-a atentamente.
‘Huh?’ Seus olhos voltaram-se para a expressão neutra de Atlas, depois para o olhar preocupado de Hugo, e finalmente para o sorriso provocativo de Slater. Ela olhou para Haines, que lhe deu um pequeno e cuidadoso balançar de cabeça. Não entendendo aquele gesto, Penny finalmente virou-se para seu pai.
No momento em que seus olhos se encontraram, ela viu pavor e pânico refletidos no rosto de Charles. Seus olhos silenciosamente a instavam a correr o mais longe e mais rápido que pudesse.
“O que está errado com todo mundo?” ela murmurou, guiando a colher à boca. No segundo em que começou a mastigar, seu rosto se torceu em choque.
“Está bom, Penny?” Allison perguntou com um sorriso doce.
Forçando-se a olhar para sua mãe, Penny notou que as bochechas de todos, exceto as de Slater, estavam levemente inchadas. Eles não conseguiam engolir a comida e agora estava presa na boca de todos. A comida parecia seu café da manhã de costume, mas o sabor era… horrível.
Penny colocou seus olhos de cachorrinho em Allison. “Mamãe, por que… estou sendo punida?”
O sorriso de Allison desapareceu, substituído por um olhar gelado. “Penny,” ela disse calmamente com um leve suspiro. “Não estou te punindo, minha querida. O sabor só representa o que sinto sobre como você manteve seu casamento em segredo de mim, sua mãe.”