MIMADA PELOS MEUS TRÊS IRMÃOS: O RETORNO DA HERDEIRA ESQUECIDA - Capítulo 436
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436: Missão fracassada 436: Missão fracassada “A mulher em quem você está atirando feito um louco é a Penny! Penelope Bennet, seu idiota! Você quer morrer?!”
As linhas na testa de Mark se aprofundaram à medida que ele lentamente tomava consciência da situação. Ele encarou o rosto que pairava sobre ele, confirmando que era o líder do bando de guarda-costas que Penny havia enviado para proteger o Zoren durante a sua ausência.
Do que Mark havia ouvido, esses homens eram os melhores da Penny. Bom, “melhor” é subjetivo. Ainda assim, Mark não havia sentido a presença do Anjo até ser derrubado. Com a sua alerta aumentada, ele deveria ter estado mais consciente do ambiente à sua volta, não apenas no seu alvo.
Mas ele não havia sentido o Anjo de forma alguma.
Isso, no entanto, não era o mais importante.
“O que você disse?” Mark perguntou, ainda incrédulo. “Aquela… mulher?”
Mark parou de falar, virando sua cabeça em direção à Penny. Ela estava escalando até o segundo andar. “… aquela é… a Penny? Penelope Bennet?”
“Merda,” Anjo murmurou, afastando-se do cara e sentando na grama ao lado de Mark. “Sim, ela é, infelizmente.”
Mark lentamente sentou-se, estreitando os olhos enquanto notava mais pessoas dentro das janelas do primeiro andar. Vendo os homens, explicou por que Penny havia escolhido escalar até o segundo andar. Ele sabia que deveria estar seguindo-a — ele ainda tinha uma chance de detê-la.
“Ela está lá em cima… um alvo fácil,” ele murmurou, seus olhos fixos na Penny. “O que está acontecendo aqui? Explique, para eu poder entender se ficar sentado aqui é algo que eu não vou me arrepender.”
Ele virou seu olhar de Penny para Anjo. “Porque se parar agora é algo que vou me arrepender mais tarde, eu vou te matar.”
“Mate-me se quiser,” Anjo respondeu, acenando com a mão desdenhosamente. “Mas se machucar ela, eu te mato primeiro.”
“O que está acontecendo aqui?”
Anjo suspirou profundamente. “Ela… ela está bêbada.”
“???”
Anjo passou a mão no cabelo em frustração. “Ordenei que meus homens recuassem quando percebi que ela estava bêbada, mas alguns receberam a ordem tarde demais. Muitos estão no ambulatório agora.”
“Eu não me importo com seus homens,” Mark respondeu. “Eu quero saber o que está acontecendo, não se ela está bêbada.”
“Isso é o que está acontecendo!” Anjo exclamou, sabendo o quão ridículo isso soava. Mas era a verdade, e odiava ter que explicá-la. “Ela está bêbada, e quando está bêbada, minha chefe é… diferente. Ela se transforma em outra pessoa completamente.”
O olhar de Anjo mudou para a Penny, ainda pendurada na sacada como algum tipo de enfeite bizarro. “Por algum motivo, quando ela está bêbada, acredita que está vivendo neste mundo louco que ela acha que é real.”
Mark ficou sem palavras. Aquela explicação não soava como uma desculpa válida. “Você espera que eu acredite nisso?”
“Não me importo se você acredita,” Anjo respondeu, com uma expressão séria. “Mas atire nela de novo, e eu lutarei contra você. Isso, você tem que acreditar.”
Mark deu uma risada. “Tá se achando agora, né? Quando você nem conseguiu impedi-la?”
“Eu posso impedi-la,” Anjo declarou, com a voz firme. “Mas machucá-la para fazer isso é outra coisa. A menos que eu saiba com certeza que o que ela está fazendo vai machucá-la quando ela ficar sóbria, prefiro deixar que ela se canse do que a ver morta.”
“Que tipo de absurdo é esse?” Mark zombou, olhando amargamente para seu pé machucado. ‘Dói… Eu não deveria ter pisado com tanta força. Agora está ainda pior.’
“Não se preocupe,” Anjo tranquilizou, observando Mark olhar para ele novamente. “Ela não vai machucar o Sr. Pierson.”
“Mesmo se ela quisesse, você acha que ela poderia?”
“Hã?”
Mark balançou a cabeça, dando um sorriso irônico. “A saúde do meu chefe tem declinado, mas você nunca o viu quando estava na sua plena saúde.” Ele fez uma pausa, seu olhar voltando para a Penny, que agora estava se arrastando sobre a balaustrada da sacada. “Ela é capaz, eu reconheço. Mas meu chefe não é alguém a ser subestimado.”
‘Uau…’ Anjo quase aplaudiu a fé de Mark em Zoren. Ele assumiu que Mark falava tão bem dele porque o admirava, assim como Anjo admirava Penny.
Ambos homens ficaram em silêncio, assistindo enquanto Penny alegremente pulava para a sacada, comemorando seu “feito.” Anjo sorriu ironicamente e balançou a cabeça.
“Olhe para ela,” Mark zombou, vendo ela pular com as mãos para o ar. “Ela está praticamente dançando. Eu não consigo acreditar que essa é a mesma pessoa que eu acabei de lutar.”
Levantando uma sobrancelha, Mark olhou para Anjo. “Você lutou com ela?”
“Não.”
“Então por que você parece um desastre?”
Anjo franziu o nariz, observando Mark, que parecia tão esfarrapado quanto ele. “Renny.”
“Ahh,” Mark assentiu. “Agora isso explica.”
Mark olhou para as roupas de Anjo, percebendo que estavam intactas, ao contrário daqueles outros homens que haviam enfrentado a pantera negra. Sua opinião sobre Anjo melhorou um pouco.
“Haha,” Mark riu, assentindo com aprovação. “Você machucou ele?”
“Ela me mataria se eu fizesse isso,” Anjo suspirou, avaliando Mark. “Mas ela te deixou bem acabado.”
O rosto de Mark contorceu levemente, incomodado com o modo como Anjo entregou aquela observação. Mas antes que ele pudesse dizer alguma coisa, ele pegou vislumbre de uma figura em seu campo de visão periférico. Anjo também notou e virou a cabeça.
Os dois homens, que estavam sentados ociosamente na grama após testar suas forças, viram Renny correndo em direção a eles.
“Uh…” Anjo murmurou, piscando. “Essa é a parte onde a gente se afasta do caminho?”
“Só você.”
“O quê?” Anjo lançou a Mark um olhar confuso, mas Mark apenas deu de ombros.
“Você feriu o orgulho da pantera,” Mark explicou. “Ele provavelmente está vindo até você para reparar a sua dignidade.”
“Ah, merda—” Sem dizer mais nada, Anjo levantou-se e olhou para trás. Vendo Renny se aproximando, ele disparou a correr.
Com certeza, o alvo do Renny era Anjo. A pantera saltou sobre Mark, que riu enquanto observava Anjo disparar como um raio.
“Ele é rápido,” Mark sussurrou, antes de notar uma mão se estendendo em sua direção. Ele olhou para cima e viu um de seus homens oferecendo ajudá-lo a se levantar. Com um suspiro, Mark agarrou a mão do homem e permitiu que o puxasse para os pés.
“Diga aos outros para recuarem,” Mark instruiu, colocando o braço sobre o ombro do homem para apoio. “O teste de força acabou. Ela está dentro da mansão… e o gato preto estará lá em breve. Missão fracassada.”