MIMADA PELOS MEUS TRÊS IRMÃOS: O RETORNO DA HERDEIRA ESQUECIDA - Capítulo 407
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407: videiras da dúvida 407: videiras da dúvida O pensamento de Penny e Zoren juntos nunca saía da mente de Dean. Reproduzia em sua cabeça como um disco riscado. Uma miríade de perguntas turbilhonava em sua mente, mas ele se lembrava de não tirar conclusões precipitadas. Afinal, Penny havia lhe dito — ela não gostava de coisas complicadas.
Ela não se associaria a Zoren Pierson sem uma boa razão.
Mesmo assim, uma pergunta o roía: por que eles estavam juntos?
— Senhor?
Dean voltou à realidade quando o motorista o chamou. Levantando os olhos para o retrovisor, linhas profundas apareceram entre suas sobrancelhas. Ele olhou pela janela ao seu lado e percebeu que já haviam chegado ao Escritório da Corporação Pierson sem que ele notasse.
‘Isso certamente está me consumindo, não está?’
Sem dizer uma palavra, Dean saiu do carro. Assim que o fez, seu motorista partiu, e outro carro parou atrás dele. Virando a cabeça para trás, seu maxilar se tensionou ao ver seu tio sair do veículo.
Desta vez, Zoren o cumprimentou primeiro. — Dean, — ele chamou assim que avistou seu sobrinho. — Bom dia.
— Bom dia, Tio. — Dean forçou um sorriso, endireitando a postura e erguendo o queixo enquanto Zoren se aproximava. — Você parece estar de bom humor.
— Estou de bom humor. — Zoren assentiu e fingiu estudar o humor de Dean. Embora ele não precisasse fingir ou ver para saber como estava o humor de Dean. — Você parece… estranho. Má noite?
‘Como você saberia se você nem pode ver?’ Dean queria retrucar, mas se conteve. ‘Hah. Patético.’
— Não é nada disso, Tio. — Ele sorriu, com uma voz amável e suave. — Não é nada disso.
Zoren inclinou a cabeça. — Sua namorada não voltou para casa ontem à noite?
— O quê?
— Eu só pensei que fosse sobre ela, — Zoren respondeu, seu sorriso não chegando aos olhos. — Se minha mulher não voltasse para casa, eu também ficaria chateado.
Depois de soltar essa observação, Zoren deu um tapinha no ombro de Dean antes de entrar. Enquanto seu tio se afastava, a expressão de Dean endureceu. Ele olhou com raiva para a figura que se afastava de Zoren e a comitiva que o seguia.
— Hah… — Dean zombou, virando sua atenção para a rua, com a intenção de chamar um táxi. Mas antes que pudesse, ele hesitou. ‘Ela não vai gostar disso.’
Devagar, Dean fechou os punhos. Ele sabia que Penny não apreciaria se ele chegasse até ela com perguntas às quais ele não tinha direito de fazer. Como ela disse, eles não estavam juntos. Portanto, perguntas sobre com quem ela estava e por que estava com outro homem eram proibidas.
Era assim que ela era, como ela era e como sempre seria.
Amargura surgiu no peito de Dean enquanto ele cerrava os dentes. No final, ele decidiu ir para o trabalho, esperando manter sua mente ocupada.
‘Não está acontecendo nada entre eles,’ ele repetia em sua cabeça como um mantra. ‘Não está acontecendo nada entre eles. Ela não sacrificaria sua paz e sanidade por questões triviais.’
—
[PRIME GROUP]
DING!
Penny ergueu as sobrancelhas, afastando-se do documento que revisava para olhar o celular. Com o queixo apoiado em sua mão e uma caneta ainda entre os dedos, ela inclinou o celular para checar a notificação.
Um sorriso se espalhou rapidamente em seu rosto ao ver a mensagem.
[De: Sr. Pierson
Beba água.]
A mensagem era curta, aparentemente insignificante e dificilmente uma para provocar qualquer reação. Ainda assim, foi o suficiente para fazê-la sorrir enquanto alcançava a garrafa de água ao seu lado.
Depois de tomar alguns goles, ela pegou o celular e respondeu.
[Para: Sr. Pierson
Feito.]
DING!
[De: Sr. Pierson
Bom.]
— Meu Deus, — ela sussurrou, sorrindo para si mesma. — Ele é quem precisa se cuidar.
Com esse pensamento, Penny lhe enviou uma resposta curta.
—
— Nesta página, vocês verão… —
DING!
O apresentador na sala de conferências interrompeu-se enquanto outro toque de notificação ecoava pela sala. A princípio, ignoraram. Interrupções eram raras, então todos eram tolerantes. Mas os pings continuaram chegando, e as pessoas começaram a notar.
Devagar, todos na sala voltaram a cabeça para a fonte do barulho na outra extremidade da mesa, onde Zoren estava sentado. Ele segurava o celular sobre a mesa, um fone de ouvido no ouvido, os olhos focados na tela.
[Mensagem de chegada da Senhorita Penelope
Renren, você é quem precisa se cuidar. Não esqueça de beber água e almoçar! Falando em almoço, quer comer juntos? Estou livre!]
A voz robótica em seu fone de ouvido leu a mensagem de Penny em voz alta, mas Zoren quase podia ouvir o tom de implicância dela. Um sorriso surgiu em seu rosto, que imediatamente se endureceu ao se tornar consciente dos olhares direcionados a ele. Ele levantou lentamente o olhar. Mesmo na sala mal iluminada, apesar de sua visão embaçada, ele podia dizer que todos o estavam olhando com surpresa.
Ele não estava enganado.
Todos o encaravam de boca ligeiramente aberta, olhos arregalados e respirações suspensas. Diferente dele — que parecia não estar ciente de sua própria expressão — eles podiam ver claramente o sorriso no rosto de Zoren Pierson.
Até Dean, sentado na sala, franziu a testa em confusão.
— Desculpe, — Zoren se desculpou, colocando o celular no bolso do paletó, ainda sorrindo. — Continuem.
Embora Zoren tenha dado o sinal para prosseguir, o apresentador hesitou. Ninguém o culpava. Todos estavam curiosos para saber quem havia enviado a mensagem. Os funcionários estavam particularmente interessados, ansiosos para saber com quem deveriam se favorecer. Enquanto isso, os poucos membros da família Pierson presentes na reunião tinham pensamentos diferentes.
‘Será que era a esposa dele?’ alguém se perguntou. ‘Então, ele tem uma esposa, do nada?’
‘Ou ele está brincando com a gente de novo? Não há nada crível nesse homem, exceto pela doença dele.’
‘É a Penny, não é?’ Dean pensou, embora ele rapidamente descartasse. ‘Não, provavelmente não é ela. Ninguém perturba ela quando ela está trabalhando, e todo mundo sabe disso.’
Balançando a cabeça, Dean reenfocou sua atenção enquanto o apresentador pigarreava e continuava. Mesmo assim, a semente da dúvida em seu coração continuou a crescer, suas vinhas se enrolando cada vez mais em seu peito.