MIMADA PELOS MEUS TRÊS IRMÃOS: O RETORNO DA HERDEIRA ESQUECIDA - Capítulo 27
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- Capítulo 27 - 27 Direto ao ponto 27 Direto ao ponto Já que era segunda-feira
27: Direto ao ponto 27: Direto ao ponto Já que era segunda-feira, a casa estava mais tranquila do que o normal e Penny não poderia estar mais feliz. Ela poderia ter parecido indiferente aos irmãos, mas também era cuidadosa ao redor deles. Seus pais também disseram que tinham alguns compromissos anteriores e partiram juntos.
Finalmente, um pouco de tempo sozinha.
Observando Chunchun e Tiana brincarem, Penny apoiou as bochechas com as mãos. Ela estava sentada na grama com as pernas cruzadas, perdida em pensamentos.
— Senhorita Penny, trouxe para você um pouco de suco de laranja. —
Penny olhou para cima e viu Mordomo Jen colocando um copo de suco de laranja ao lado dela. Ele tinha um sorriso gentil no rosto, segurando a bandeja verticalmente à sua frente, mas mantendo sua postura inclinada para que ela não machucasse o pescoço olhando para cima.
— Obrigada, Mordomo Jen! —
Mordomo Jen acenou com a cabeça enquanto olhava para os pets dela. — Senhorita Penny, percebi que você não levou o Chunchun e a Tiana ao veterinário. Devo marcar uma consulta pra você? —
— Oh. — Os lábios de Penny se formaram num formato de “o” conforme ela se dava conta do esquecimento. — Certo. Que pai irresponsável eu sou. Obrigada por me lembrar, Mordomo Jen. E sim, por favor, me ajude a marcar a consulta, mas se possível, não na quinta-feira. —
Linhas surgiram na testa de Mordomo Jen. Por que não na quinta-feira?
Ele não perguntou, porém. — Certo então. Vou fazer isso imediatamente. —
Mordomo Jen se desculpou para marcar a consulta. Conforme ele se afastava, Penny continuava com o olhar fixo em suas costas.
— Eu prometi àquele garoto que ele só poderia vê-los na quinta-feira. — Penny balançou a cabeça, tendo como principal motivo para cumprir sua promessa o fato de ter dado sua palavra.
Enquanto Penny voltava a desfrutar de seu tempo tranquilo com um copo de suco de laranja, Mordomo Jen retornou. Ele informou que já havia marcado uma consulta na quarta-feira. No entanto, mesmo após passar a mensagem, Mordomo Jen continuou por perto.
Penny lentamente desviou o olhar para Mordomo Jen, que manteve uma distância segura dela. Porém, a distância ainda não era suficiente para ela ignorar sua presença.
— Mordomo Jen, está tudo bem? — ela perguntou curiosa. — Por que você está parado aí? —
— Estou perturbando seu tempo, Senhorita Penny? —
— Na verdade não… mas me faz pensar que estou fazendo algo errado ou que estou sendo vigiada porque fiz algo errado. —
Ao ouvir isso, Mordomo Jen rapidamente baixou a cabeça. — Peço desculpas, Senhorita Penny. Não pensei que isso a faria se sentir desconfortável. —
Não exatamente desconfortável… mas isso a preocupava.
— Mordomo Jen, você está… preocupado comigo? — Ela inclinou a cabeça para o lado porque essa era a única explicação que ela poderia pensar, se não havia problema.
Mordomo Jen sorriu sem jeito. — Seus irmãos e a Senhorita Nina estão na escola e seus pais saíram para resolver algumas questões importantes. Pensei que você poderia se sentir solitária se fosse deixada aqui sozinha. —
O coração de Penny se aqueceu com o pensamento por trás da ação dele.
— Mordomo Jen, não me importo de ficar sozinha, de jeito nenhum! — ela exclamou. — Para ser honesta, desde que cheguei aqui, não me lembro de ter tido um tempo sozinha. Não estou dizendo que a companhia de todos é ruim, mas eu também gosto de momentos como este. Então, não se sinta mal. Eu estou bem. —
Mas por que, aos olhos dele, ela parecia um pouco desanimada?
Mordomo Jen não se demorou nisso, no entanto. Ele estava mais focado em quão madura Penny soava sempre que falava. Cada uma de suas palavras frequentemente carregava sinceridade e sabedoria. Até um homem velho como ele não podia deixar de se impressionar com a personalidade e o brilhantismo desta criança.
Penny era ainda tão jovem, mas muito impressionante.
— Então não vou perturbar seu tempo sozinha. Contudo, se precisar de companhia, farei o meu melhor para não ser um tédio. —
— Hehe. Na verdade, eu vou entrar também. Mordomo Jen, você poderia me ajudar a encontrar alguns livros na biblioteca? —
****
Enquanto isso, em um restaurante cinco estrelas no meio da cidade, Jessa sentava em uma sala de jantar privativa. Ela olhava em volta com sobrancelhas altas, sugando a bochecha por dentro enquanto avaliava o ambiente.
— Hah! Que restaurante chique, — ela resmungou, pensando que até os restaurantes para pessoas ricas eram diferentes dos que ela frequenta.
Já que Allison e Charles ainda não haviam chegado, Jessa pegou seu telefone e tirou uma selfie. Ela esticou o braço para mostrar o fundo elegante. Mas quando ouviu a voz do atendente do lado de fora, ela rapidamente guardou o telefone e recompos sua postura.
Jessa manteve o queixo erguido enquanto os pais de Penny entravam. Eles se sentaram à sua frente, ambos silenciosos como se ponderassem o que dizer.
— Então vocês são os pais da Penny, é? — Jessa fez um aceno de cabeça enquanto avaliava o casal.
Allison tinha uma beleza gentil e delicada. Seu cabelo preto tinha alguns cachos suaves caindo até as suas delicadas omoplatas. Sua roupa era reservada, mas elegante. Apesar de usar somente as alianças de casamento como acessório, ela ainda exalava uma aura de nobreza.
Charles, por outro lado, tinha um rosto oval. Ele estava arrumado da cabeça aos pés e sua pele, livre de manchas, era de dar inveja em qualquer mulher. Seus ombros não eram nem largos nem estreitos, mas tinha uma postura reta que o fazia parecer respeitável. Ele também tinha olhos castanhos claros e cílios espessos; Penny certamente herdou os olhos dele.
Os dois pareciam um par perfeito, o que fez Jessa limpar a garganta alto. Ela não percebeu que estava encarando o casal por mais tempo do que deveria.
— Úhm, antes de mais nada, gostaríamos de agradecer por cuidar da Penny durante todos esses anos, — a voz gentil de Allison quebrou o silêncio, oferecendo a Jessa um sorriso amável. Ela acreditava que se abordassem Jessa de maneira amigável, ela se sentiria mais à vontade.
Mas Jessa não tinha o mesmo tato que Allison.
— Hah! Eu cuidaria da minha Penny pelos próximos cinquenta anos se pudesse escolher! — Jessa resmungou. — Não fique de gracinhas comigo. Não vim aqui só para bater papo e receber todos os créditos. Penny se tornou uma parte preciosa da nossa família, então naturalmente eu cuidarei dela. —
O casal mal conseguia esconder o franzir da testa, cientes do único motivo pelo qual Jessa cuidou de sua filha. Mesmo neste momento, tiveram que exercer um alto nível de autocontrole diante da pessoa que explorou sua criança.
— O que você quer, Senhora Cortez? — Charles não rodeou. — Por que nos contatou? —
— Direto ao ponto. Gosto disso! — Jessa se agradou. — Muito bem, já que estamos sendo diretos aqui, vou cortar o rodeio. Devolva-me minha verdadeira sobrinha. Penny já está sob sua guarda, e eu não quero que a filha dessa vadia a perturbe. —
Jessa sorriu ao adicionar, — Vocês também devem me agradecer! Afinal, estou fazendo isso também por vocês, já que estou dando um motivo válido para mandarem essa criança embora. Vocês deveriam pensar no que a Penny sente por ter que compartilhar com a pessoa que descaradamente roubou a vida que ela deveria ter tido sem remorso! —