MIMADA PELOS MEUS TRÊS IRMÃOS: O RETORNO DA HERDEIRA ESQUECIDA - Capítulo 265
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265: farpa na minha garganta. 265: farpa na minha garganta. “Vejo você no almoço.”
O coração de Benjamin acelerou ao ouvir a observação de Penny. Aquilo soava mais como uma ameaça — ela não havia dito que ficaria longe?! Ele abriu a boca para contestá-la, mas, ao mesmo tempo, Dean apareceu em cena.
Ele franziu a testa enquanto observava Dean se aproximar da mulher estranha.
Dean olhou brevemente para Benjamin antes de parar em frente a Penny.
“Por que você está aqui?” Penny franziu a testa, apenas para receber um sorriso de Dean.
“Eu estava preocupado.”
“Ah.” Ela assentiu e caminhou com indiferença.
Dean suspirou levemente, lançando um olhar de volta para o olhar mortal que Benjamin lhe dirigia. Ele retribuiu com um sorriso antes de seguir Penny.
No elevador, Penny ficou imóvel ao lado dele.
“Não me siga na próxima vez,” ela disse depois de um minuto inteiro de silêncio. “Você sabe o quanto eu odeio isso.”
Dean lançou-lhe um olhar de soslaio. “Não posso evitar. Às vezes seguir você ajuda, não é?”
Penny não respondeu, mas finalmente lhe deu um olhar severo. “Ainda nisso?”
“Penny, eu te disse para ficar longe dele.”
“Por quê?”
“Porque ele é perigoso.”
“Não.” Penny balançou a cabeça uma vez. “Essa não é a razão.”
O maxilar de Dean apertou-se enquanto ele sustentava o olhar aguçado dela, que ela reservava apenas para ele. “Porque estou com ciúme,” ele expirou. “Não estamos juntos, e não me importo se nunca estivermos. Mas, Penny, saia com qualquer um, menos com ele.”
“Por quê?” Ela piscou, sua expressão inalterada.
“Ele é meu inimigo,” ele respondeu em voz baixa, mas solenemente.
Penny passou a língua pela parte interna da bochecha enquanto estudava seus olhos. Ela assentiu e resfolegou.
“Eu disse para não se preocupar,” ela clicou a língua e desviou o olhar. “Eu não estou tentando chamar a atenção dele porque estou interessada. Eu só preciso de algo dele.”
“O que é?”
Ela fez uma pausa antes de responder, “Não é da sua conta.”
“Penny.”
“Dean.” Penny respirou fundo e o encarou diretamente, olhando-o nos olhos. “Eu nunca vou esquecer como você me salvou e ao Tio Haines daquele incidente. Mas isso não significa que você possa interferir em tudo o que eu faço.”
Ela se aproximou, diminuindo a distância entre eles, seus olhos ainda mais afiados e intimidadores.
“Não estou interessada no drama da sua família. Tenho o meu próprio para lidar. Eu te dei minha palavra, e vou mantê-la,” ela enfatizou, com um tom decisivo e frio. “O que eu preciso de Zoren Pierson não é da sua conta, mas tenha certeza, eu não vou te vender para ele.”
“Você entende?” ela perguntou, erguendo as sobrancelhas e murmurando.
Dean avaliou o olhar dela antes de assentir. “Se você diz isso,” ele ergueu a mão em sinal de rendição. “Então eu confio em você.”
“Ótimo.”
Com isso, Penny recuou e se virou para a porta do elevador. Quando o elevador chegou ao térreo, ela saiu rapidamente sem dar mais um segundo de seu tempo para Dean.
Dean tentou segui-la, mas parou em seu caminho. Assistindo à sua figura se afastando, um suspiro superficial escapou de suas narinas.
*******
[FLASHBACK]
A cabeça de Penny latejava dolorosamente, fazendo seus olhos piscarem sob as pálpebras. Ela tocou instintivamente a cabeça antes de abrir os olhos devagar. O brilho da sala a fez apertar os olhos até que sua visão se ajustasse à luz.
“Penny…”
Apesar da confusão em sua mente, Penny se virou para o lado da cama do hospital.
Lá, apoiado na beira da cama, estava um par de olhos preocupados. Os cantos de seus olhos estavam vermelhos, e uma fina camada de lágrimas os fazia brilhar. As olheiras evidentes, e ele parecia que não dormia há dias ou não tomava um banho decente.
“Dean?” ela chamou, franzindo a testa.
“Penny, você finalmente acordou!” Dean sorriu aliviado, apertando um botão para chamar a equipe do hospital. “Deus… Eu pensei… você… graças a Deus.”
As sobrancelhas já franzidas de Penny se aprofundaram ainda mais antes de uma dor de cabeça dolorosa atingi-la novamente. Junto com a dor veio uma enxurrada de memórias de antes de acordar naquela cama. Sua boca se abriu, e seu coração começou a acelerar.
A última memória que tinha era de Wild parado na entrada do armazém abandonado.
“Meu Tio Haines—”
Dean apertou sua mão e assentiu tranquilizadoramente. “O Tio Haines está bem.”
“Huh?”
“Penny.” Ele pressionou os lábios e forçou um sorriso ao suspirar. “O Tio Haines está bem. Ele acordou ontem à noite.”
Penny estudou seu rosto, procurando qualquer traço de engano em seus olhos. Quando ela não encontrou nenhum, ela finalmente respirou aliviada.
“Ele está bem?” ela perguntou mais uma vez, como se aquilo lhe trouxesse mais conforto.
Dean assentiu e sentou-se silenciosamente na beirada da cama. “Tio Wild e eu nos revezamos cuidando de você e do Tio Haines. O Tio Haines também estava preocupado com você e queria cuidar de você assim que soube que você não tinha recobrado a consciência…”
Dean explicou tudo para Penny em um tom gentil e suave, quase a fazendo pegar no sono novamente. Ele contou tudo — cada mínimo detalhe, exceto por um.
A pessoa que encontrou a localização deles (Penny e Haines) foi Dean.
Dean usou as conexões de sua família para localizar onde seus sequestradores os haviam levado. Afinal, Dean estava no local quando aconteceu e chamou rapidamente por ajuda. Quando recebeu informações de sua família, ele imediatamente informou Wild sobre a localização de Penny e Haines antes de enviar as informações para a polícia.
Foi assim que Wild conseguiu chegar a tempo e salvar Penny e Haines.
Foi também por isso que Penny se sentiu em dívida com Dean desde então até o presente.
Foi por isso que, embora Penny não gostasse de Dean e o achasse irritante na maior parte do tempo, ela o tolerava. Ela até o ajudou em alguns negócios e o apoiou de maneiras que podia.
Penny devia sua vida a Wild, mas também a Dean.
E tudo o que ela fazia por Dean era meramente a retribuição dessa enorme dívida que parecia não diminuir, não importa quanto ela fizesse.
******
[TEMPO PRESENTE]
“Parece uma farpa na minha garganta.”