MIMADA PELOS MEUS TRÊS IRMÃOS: O RETORNO DA HERDEIRA ESQUECIDA - Capítulo 170
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170: É um assunto de família! 170: É um assunto de família! “Por favor. Não machuque ele.”
Graça gritou mais uma vez, tentando impedir que sua mãe implorasse por aquele pai inútil. Penny, por outro lado, só podia observar aquilo desenrolar em descrença.
Qualquer um podia dizer que aquela mulher apanhava todos os segundos de sua vida por aquele homem. Seus hematomas eram o suficiente para dizer que o homem nunca se contia. Se alguma coisa, parecia que ele estava lentamente matando-a. Ninguém se surpreenderia se ela acabasse morta nas mãos dele.
E ainda assim, agora que alguém estava defendendo ela, ela estava implorando para ele não machucar seu abusador?
Que ironia.
Penny lentamente desviou os olhos para Graça, entendendo por que Graça lhe disse no passado que sua mãe a abandonou. O que a mãe de Graça estava fazendo não era proteger Graça, mas proteger aquele monstro. A mulher poderia ter morrido ou ido embora, mas o que ela estava fazendo agora era o mesmo que abandonar sua filha.
“Senhora,” Hugo chamou com firmeza, mas a mulher agarrou sua perna ainda mais forte.
“Por favor.” a mulher implorou e balançou a cabeça. “Chega. Por favor, apenas vá embora. Isso é um assunto de família. Nos deixe em paz.”
“Hah!” o marido dela resmungou e olhou para Hugo com desdém. “Veja só! Seu moleque! Agindo como um herói — você acha que é algum tipo de herói salvando o dia?!”
Ele se levantou lentamente mais uma vez, zombando. “Seu moleque. Já que você gosta de se meter nos assuntos dos outros, bem! Eu vou te mostrar o que você ganha por fazer isso!”
Assim que essas palavras saíram de sua língua, ele avançou sobre Hugo mais uma vez.
“Segundo Irmão!” Penny instintivamente se levantou para ajudar seu irmão. A mãe de Graça estava segurando a perna de Hugo e aquele covarde do homem estava tentando atacar Hugo enquanto ele estava ‘preso’.
Mas justo quando Penny se levantou, uma figura de repente surgiu do canto do seu olho. Ela parou e virou a cabeça, mas a figura já não estava mais lá. Após um segundo, ela ouviu o pai de Graça gritar.
“Ahh!” o homem se viu de novo no chão, desta vez, com alguém em pé sobre ele com os pés em seu peito.
“O que você pensa que vai fazer com meu filho?” o rosto de Charles escureceu, pressionando seu pé no peito peludo do homem. Seu rosto se contraiu enquanto ele rangia os dentes. Por sua expressão, poderia-se pensar que ele estava pronto para matar esse homem ali mesmo.
“Pai?” Penny exclamou, seus olhos se dilatando com a visão do seu pai. ‘Aquele vulto era ele? Eu não sabia que meu pai era tão ágil!’
Hugo também olhou para seu pai, surpreso. “Pai…” ele chamou, um pouco confuso porque esta era a primeira vez que via seu pai fazer uma cara tão aterrorizante.
Logo então, todos ouviram uma breve sirene do fim da rota parecida com um beco. Seguindo aquele som estava a voz de Haines.
“Penny! Hugo!” Haines rapidamente se agachou ao lado de Penny, segurando seus ombros e escaneando ela de cima a baixo com os olhos.
“Tio Haines.” Penny piscou, observando a tez pálida de Haines. “Está tudo bem?”
Haines fixou o olhar nela e bufou. “Misericórdia,” foi tudo o que ele conseguiu dizer como se tivessem tirado um cano de sua garganta. “Você está machucada?”
“Não.” Ela balançou a cabeça. “Irmão Hugo está comigo para me proteger,”
Haines virou-se para Hugo. “Hugo, você está bem?”
“Sim, Tio Haines.” Hugo olhou para seu tio antes de seus olhos caírem sobre a mulher. “Senhora, a senhora está bem?”
Hugo rapidamente se abaixou quando a mulher soltou seu aperto e quase desmaiou. Felizmente, ele foi rápido o suficiente para pegá-la.
“Eu estou… Estou bem.” a mulher forçou um sorriso enquanto espiava Hugo e repetia. “Estou bem.”
“Mamãe!” Graça pulou para o lado de sua mãe, segurando os ombros desta. Uma fina camada de lágrimas cobria seus olhos, mordendo seu lábio inferior enquanto ela via sua mãe lutando para se manter consciente.
Vendo isso, Charles e Haines entenderam a situação. Charles então lançou olhares fulminantes para o homem sob seu pé. Nesse momento, os policiais já chegaram e alcançaram a situação.
*
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[Delegacia do Distrito 10]
“Como eu disse, é um assunto de família! Esses jovens estão apenas exagerando!” o homem explicava frustrado. “Não tem nada de eu machucar alguém! Já é crime disciplinar meu filho?!”
A mandíbula de Hugo se apertou enquanto ele ouvia essas bobagens. Mas quando ele abriu a boca, Charles apertou seus ombros. Olhando para o pai a seu lado, Charles balançou a cabeça levemente.
‘Mas…’ Hugo rangia os dentes e olhava para baixo. Seu punho tremia de raiva, sabendo que tudo o que esse homem estava dizendo era distorcer a verdade. Era desavergonhado e cruel, e a polícia ainda estava ouvindo ele!
Penny, por outro lado, observava isso se desenrolar bem diante de seus olhos desde o lado de fora. Ela compartilhava os sentimentos de Hugo, pensando que isso era um absurdo. Mas, de novo, essa não era a primeira vez que ela se envolvia com a lei.
“Penny!” Então, a voz de Allison foi ouvida. Quando Penny olhou para a entrada da delegacia, tudo o que ela viu foi Allison correndo em sua direção.
Assim como Haines, a tez de Allison estava pálida. Talvez até mais pálida do que Haines. Sua mãe parecia uma folha de papel. Os olhos trêmulos e lacrimejantes de Allison a escaneavam de cima a baixo, tocando sua cabeça e ombros para se certificar de que Penny estava bem.
“Mamãe, estou bem,” Penny tranquilizou com um sorriso. “O Segundo Irmão estava comigo.”
“Oh, deus.” Outra camada de lágrimas cobriu os olhos de Allison enquanto ela puxava Penny para um abraço.
Penny podia sentir as batidas rápidas e altas do coração de sua mãe enquanto ela a abraçava fortemente. Ela fechou os lábios, um pouco triste por ter preocupado todos. Ela poderia ser uma alma velha, mas para seus pais e todos os outros, ela ainda era muito jovem.
“Eu pensei que tínhamos perdido você de novo,” Allison confessou em voz baixa, separando-se de Penny mais uma vez. Ela olhou para Penny com dor e medo, segurando as bochechas da filha. “Penny, onde você foi?”
“Bem.” Penny desviou os olhos para a mesa onde o pai de Graça, a mãe, a própria Graça, Hugo e Charles estavam. Eles deixaram Penny sentar-se à margem depois de pegarem seu depoimento, pensando que Penny era muito jovem para estar no centro do problema.
“Senhora, é verdade que você está sendo abusada pelo seu marido?” perguntou o policial, fazendo todos que ouviram ferver de raiva.
Que tipo de pergunta era aquela?! Não dava para ver o rosto dela?!
“Mas que bando de filhos da puta,” alguém comentou, fazendo Penny virar a cabeça para o lado.
Lá, sentado no banco não muito longe dela, estava um homem de meia-idade e corpulento em algemas. Ele arqueou a sobrancelha quando sentiu um par de olhos em si, movendo seu olhar até seus olhos caírem sobre uma menininha gorducha olhando para ele com olhos inocentes e arregalados.