MIMADA PELOS MEUS TRÊS IRMÃOS: O RETORNO DA HERDEIRA ESQUECIDA - Capítulo 1601
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Capítulo 1601: Eu já imaginei um futuro ao lado dela
[Mansão Bennet]
Charles deveria retornar à Companhia Miller. No entanto, depois de pegar aquela foto, ele acabou não indo. Em vez disso, ele se trancou em seu escritório e pediu ao Mordomo Jen para não perturbá-lo.
“Slater…” ele sussurrou, com o cotovelo apoiado no braço da cadeira, os olhos fixos na foto sobre a mesa. “… onde você conseguiu isto?”
Ou alguém enviou para Slater, e seu filho desavisado apenas não sabia?
De acordo com o Mordomo Jen, deve ter caído de uma das coisas do Slater. Afinal, o Mordomo Jen já tinha visto essa foto no quarto do Slater. Como isso era tudo que o Mordomo Jen sabia, Charles não insistiu mais e voltou para seu escritório.
Seu telefone vibrava sem parar até que ele finalmente colocou no modo silencioso. O silêncio logo reinou no escritório, com apenas sua respiração preenchendo o espaço e seus pensamentos correndo. Seus olhos nunca deixaram o retrato, sua respiração lenta e pesada.
“Charles.”
Após um longo silêncio, a voz raivosa de Haines rompeu. A porta se abriu instantaneamente, revelando Haines, seu descontentamento evidente no rosto. Ele se arrastou para dentro, apoiando-se em sua bengala.
“Charles, o que você está fazendo aqui?” Haines o confrontou, parando a apenas um passo da mesa. “Você deveria voltar para a companhia. Temos um negócio importante para fechar. Você esqueceu disso?”
Os dentes de Haines se cerraram de irritação. Era ele quem tinha que lidar com as consequências do comportamento de Charles. Felizmente, seu grande cliente havia sido apaziguado pelos esforços de Haines, permitindo-lhes relevar a ausência de Charles. Mesmo assim, isso não significava que Charles não merecesse uma bronca.
Já estavam velhos, e as travessuras de Charles quando ainda estavam em seus melhores dias já deveriam ter sido corrigidas.
“Charles, pensei que você já tivesse superado esse hábito…” Haines parou, observando enquanto Charles lentamente levantava os olhos para encontrar seu olhar.
Linhas profundas apareceram entre as sobrancelhas de Haines, notando a mudança na expressão usual de Charles. “O que há de errado, Charles?” ele perguntou, sua voz rapidamente se tornando preocupada. “Aconteceu alguma coisa?”
Charles não respondeu imediatamente. Em vez disso, ele apenas olhou para Haines com emoções misturadas—peso, preocupação, confusão—todas elas se fundindo, fazendo seu peito se encher.
Sua boca se abriu ligeiramente, mas nenhuma palavra saiu. Ele não sabia por onde começar ou o que dizer.
“O quê?” Haines insistiu, claramente querendo respostas.
Um suspiro profundo escapou de Charles antes que ele falasse. “Eu mencionei antes que durante minha última missão… havia essa mulher que foi pega em um tiroteio.”
“…”
“E por causa dela, fui sequestrado e torturado. Algumas pessoas ainda estavam procurando por seu corpo. Se não fosse por outro grupo me salvar, eu teria morrido,” ele continuou, fazendo Haines franzir o rosto ainda mais. “Eu acabei de vê-la.”
“O quê?” Haines ofegou em descrença. “Como isso é possível?”
Ela não estava morta? Como uma pessoa morta poderia voltar à vida?
Charles deu de ombros fracamente, levantando as sobrancelhas brevemente. Ele estendeu a mão e colocou a mão sobre a pequena foto na mesa, a que Haines não tinha notado entre as outras. Ele a deslizou em direção a Haines, seus dedos descansando sobre o rosto da mulher.
Haines seguiu a mão de Charles e viu o retrato da mulher sob o dedo de Charles. Quando Charles finalmente removeu a mão e revelou o rosto dela, as linhas no rosto de Haines desapareceram. Sua respiração desacelerou, e seus olhos se abriram de choque.
Lentamente, Haines pegou a foto para dar uma olhada mais de perto.
“É ela,” Charles sussurrou para si mesmo. “E está nas coisas do Slater. Eu vi na saída, e soube imediatamente… Não posso fechar um negócio com todas essas perguntas na minha cabeça, Haines. Sinto muito.”
Silêncio seguiu suas palavras enquanto Haines continuava a encarar a foto.
Charles levantou uma sobrancelha, confuso, ao notar o dedo de Haines começando a tremer. O rosto dele empalideceu, e seus olhos mal piscavam.
“Haines?” ele chamou, agora completamente intrigado.
Pelo que Charles sabia, ele havia compartilhado os detalhes de sua experiência traumática com Haines e seus filhos, mas nunca tinha tido provas para mostrar a eles. Então, ver como Haines estava reagindo ao retrato era desconcertante.
“Você… você a conhece?” ele perguntou, sentindo que algo estava errado.
Haines engoliu seco, ainda incapaz de desviar o olhar da foto. Seus lábios se abriram, tremendo, antes que ele forçasse uma pergunta:
“Você… a matou?”
Tecnicamente, Charles não a tinha como alvo. Foi uma operação, e infelizmente, ela foi uma das baixas. Mas a verdade era…
“Sim,” Charles assentiu. “Por minha causa, ela está morta.”
No momento em que aquelas palavras saíram da boca de Charles, Haines cambaleou. Ele mal conseguiu alcançar a mesa a tempo de se segurar para não cair.
“Haines!” Ao vê-lo quase desabar, Charles saltou de sua cadeira, correndo para ampará-lo. “Haines, você está bem? O que houve?”
Haines sentia um nó na garganta, tentando engolir, mas não conseguia. Era como se algo estivesse preso ali, não importando o que ele fizesse. Seu coração apertou, como se uma mão o estivesse espremendo, forçando-o a encontrar o olhar de Charles.
Quando seus olhares se cruzaram, as sobrancelhas de Charles se franziram. Seus olhos refletiam a expressão desolada no rosto de Haines, como se seu coração tivesse acabado de explodir em um milhão de pedaços.
“O quê?” Charles perguntou, preocupado. “O que é, Haines?”
“Nada… nada.” Haines engoliu novamente, afastando a mão de Charles. “Não é nada, Charles.”
Com isso, Haines arrastou-se em direção à porta, ainda segurando a foto. Enquanto caminhava, seu aperto se firmou sobre ela, fazendo-a amassar levemente.
“Deixe-me pegar emprestada esta foto,” ele sussurrou, sem olhar para trás para seu primo.
Charles manteve os olhos na figura de Haines se afastando, observando-o se arrastar para fora do escritório. Assim que Haines chegou à porta, Charles falou novamente.
“Você a conhece, Haines?” ele perguntou. “Você não respondeu à pergunta.”
Haines parou, sem responder de imediato. Seu aperto se firmou na maçaneta, seu maxilar travado.
“Eu uma vez imaginei um futuro com ela,” ele sussurrou, sua voz quieta ainda alcançando Charles. “Sim, eu a conheço.”
Com isso, Haines girou a maçaneta e saiu, deixando Charles em completo choque.
“O quê?”