MIMADA PELOS MEUS TRÊS IRMÃOS: O RETORNO DA HERDEIRA ESQUECIDA - Capítulo 1596
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Capítulo 1596: Atlas chora?
Enquanto isso…
Zoren e Atlas se encontraram em um dos locais de construção programados para se tornar um dos maiores centros comerciais do país. Um projeto sob a Corporação de Desenvolvimento Pierson. Após passar toda a manhã inspecionando o local e discutindo negócios com seus parceiros, Zoren se desculpou brevemente.
Mas quando voltou, encontrou Atlas parado no terreno vazio ao lado do prédio inacabado.
“Primeiro Irmão?” ele chamou, seus passos diminuindo ao ouvir o barulho alto e áspero de uma motosserra.
Atlas puxou o cordão como se estivesse testando a máquina.
“…” A confusão de Zoren se aprofundou, e ele diminuiu ainda mais.
Ele olhou ao redor do terreno vazio. Não havia mais ninguém lá. Seus guardas-costas já estavam esperando fora do local, e os construtores estavam trabalhando na estrutura.
“Primeiro Irmão, acho que isso é perigoso,” ele alertou, justo quando Atlas puxou o cordão novamente.
Desta vez, a motosserra rugiu em vida.
Um brilho apareceu nos olhos de Atlas quando ele se endireitou, segurando firmemente a motosserra para não deixá-la cair.
“Zoren.” Sua voz era suave e fria, mas chegou aos ouvidos de Zoren claramente.
“Sim?”
“Você não mencionou há pouco tempo que eu mal alcanço acima do seu ombro?” O olhar de Atlas lentamente caiu para a motosserra.
Zoren congelou. Sua respiração falhou, e seus ombros se tensionaram. Seus olhos estavam fixos na motosserra em funcionamento, uma gota de suor escorrendo pelo seu pescoço.
Lentamente, Atlas se virou para encará-lo, como se tivesse acabado de decidir amputar o homem. Talvez isso ensinasse Zoren a nunca mais falar sobre altura.
Mas quando Atlas se virou, Zoren já tinha ido embora.
“Hah.” Atlas zombou, olhando para o espaço vazio. “Acho que esse aviso é suficiente.”
—
SLAM!
Anjo estremeceu quando a porta do carro bateu. Ele olhou por cima do ombro, franzindo a testa ao ver o rosto pálido de Zoren, mais pálido que o normal.
“Senhor, você está bem?” ele perguntou com preocupação. “Você viu alguém? Houve alguma ameaça no local?”
O pânico invadiu o peito de Anjo enquanto ele olhava pela janela de Zoren, apenas para ver Atlas caminhando casualmente.
“Vamos embora,” Zoren disse, sem expressão, com a voz tensa. “E me lembre de nunca mais falar sobre altura. Nunca.”
“…” A expressão de Anjo se distorceu em confusão, mas ele sinalizou o motorista, que ligou o carro sob o comando de Zoren.
“Senhor, você… disse algo sobre a altura do Senhor Atlas?”
Zoren não respondeu — mas não precisava.
Anjo pode não ser próximo de Atlas e raramente falar com ele, mas após passar anos com Penny, ele estava bem ciente das peculiaridades de Atlas — e do que poderia desencadeá-lo.
“Senhor, estou aqui para protegê-lo, mas por favor… fique seguro,” Anjo murmurou sinceramente. “Senão, terei que perguntar a Penny se proteger você do Senhor Atlas faz parte da minha descrição de trabalho.”
Zoren suspirou e se recostou contra a porta. “Estou ficando muito confortável com ele. Eu me pergunto se esses boatos sobre nosso caso amoroso o incomodam ou não.”
“Sim, incomodam,” Anjo disse rapidamente, encontrando os olhos de Zoren. “Enfim, o Senhor Benjamin deixou uma mensagem. Ele disse que o Senhor Finn passou pelo seu escritório.”
“Ah.” Zoren assentiu. “Vou ligar para ele mais tarde.”
Angel acenou de volta, mudando seu foco para a estrada. Mesmo que ele não fosse o motorista, como guarda-costas do Zoren, ele precisava permanecer alerta. Só por precaução.
Zoren, enquanto isso, concentrou-se em se acalmar. Já fazia um tempo desde que ele mencionou a altura do Atlas — ele quase tinha esquecido disso. Quem diria que o Atlas ainda guardava rancor?
Mas, pensando bem… Atlas sempre guardava rancor.
Ele ia cortar minhas pernas, com certeza.
Assim que se recompôs, Zoren pegou seu telefone e ligou para Finn. Ele imaginou que se tratava da proposta de Penny e que Finn tentaria persuadi-lo a controlar as moças.
O que Zoren não antecipou foi que Finn tinha outra preocupação — além de simplesmente colocar Nina em perigo. Era o nível de perigo, do tipo que Penny uma vez enfrentou.
No entanto, Zoren não tinha ideia do que sua esposa tinha passado.
—
[De volta à Instalação Correcional]
Quando os portões se abriram, Hugo levantou uma sobrancelha, dando uma olhada no rosto de Kiara. Como esperado, seus olhos estavam inchados. Ela parecia que tinha acabado de chorar até não poder mais.
Péssimo — essa era a palavra para isso.
“Ainda sem progresso?” ele perguntou quando ela se aproximou, dando um leve tapinha em seu ombro. “Tudo bem. As pessoas podem ser teimosas.”
Kiara levantou os olhos para encontrar os dele e gentilmente afastou a mão dele de seu ombro.
“Ela concordou.”
“Huh?” Ele franziu o nariz. “Então por que você parece como se o mundo tivesse acabado?”
Kiara fungou e limpou as lágrimas que ainda restavam com as costas da mão. Ela tentou explicar, mas no momento em que abriu a boca, a emoção novamente encheu seu coração.
“Eu só me sinto mal por ela,” ela finalmente disse, a voz trêmula. Ela olhou para ele novamente, os lábios se contorcendo em um sorriso triste. “Ela é como uma irmã para mim. Eu só quero abraçá-la… deixar ela saber que não vou desistir dela — mesmo que o mundo desista.”
As sobrancelhas dele lentamente se levantaram enquanto ele escutava. Apesar do rosto dela marcado por lágrimas e da voz trêmula, ela não parecia fraca. Pelo contrário, Hugo percebeu que força não era apenas sobre músculos ou vitórias.
Força também pode ser manter suas crenças, mesmo quando o mundo vira as costas.
Kiara piscou quando ele casualmente abriu os braços.
“O que você está fazendo?” ela perguntou.
“Oferecendo-lhe um abraço,” ele disse. “Sempre ofereço um abraço ao meu Primeiro Irmão quando ele chora.”
“Atlas chora?”
“Nunca,” ele respondeu. “Mas abraço-o nos meus sonhos — é o único lugar onde posso fazer isso sem ser morto.”
“…” Kiara ficou sem palavras por um momento — então uma risada fraca irrompeu. “Pfft—”
Balançando a cabeça, ela enxugou as últimas lágrimas e olhou para ele. “Quer comer?”
Confusão varreu seu rosto, inclinando a cabeça para o lado. Ele tinha certeza de que estava oferecendo outra coisa e não pedindo a ela para comer, mas então —
Hugo sorriu e deu um joinha para ela. “Você é a melhor!”
Seus olhos ainda estavam inchados, mas o sorriso contraditório, sutil, porém genuíno, no rosto dela dava-lhe uma luz diferente. Talvez fosse isso que ela precisava — uma distração momentânea para lembrá-la de que não era tão ruim assim.
Que em momentos de crise, ainda havia coisas para rir; coisas para aguardar, e esperança para se agarrar.
Talvez fosse por isso que Hugo estava de repente em sua vida.