MIMADA PELOS MEUS TRÊS IRMÃOS: O RETORNO DA HERDEIRA ESQUECIDA - Capítulo 1573
- Home
- MIMADA PELOS MEUS TRÊS IRMÃOS: O RETORNO DA HERDEIRA ESQUECIDA
- Capítulo 1573 - Capítulo 1573: Você está com fome?
Capítulo 1573: Você está com fome?
“Estou assumindo o caso de Cassandra Smith.”
O silêncio logo se seguiu ao comentário de Graça. As sobrancelhas de Penny se franziram um pouco, como se ela estivesse processando o que foi dito.
“Você está assumindo o caso da Cassandra?” Penny repetiu, e Graça assentiu. “Por que você está me dizendo isso? Você acha que eu não vou concordar porque quase bati nela com um poste de soro?”
Graça deu uma risadinha. “Não, mas você pode precisar de mim para qualquer outra coisa. O caso é enorme e complicado. Então, definitivamente vai levar muito do meu tempo.”
“Bem…” Penny deu de ombros, admitindo estar surpresa com a decisão repentina de Graça. “Você sabe que eu não estou te impedindo, certo?”
“Eu sei, mas sinto que ainda preciso te avisar.”
Penny estalou os lábios e sorriu. “Bem, eu acho que é uma boa prática — só no caso de eu acabar na mesma situação.”
“Pelo amor de Deus, por favor, não fique na mesma situação,” Graça brincou. “De qualquer forma, é a única razão pela qual estou aqui. E não se preocupe com seu tio e eu — estamos indo muito bem.”
Com isso, Graça se afastou e pegou a bolsa do sofá.
Penny, por outro lado, sorriu e olhou por cima do ombro enquanto Graça passava por ela.
“Graça,” ela chamou, voltando seu olhar para a janela. “Só curiosa. Por que você está assumindo o caso?”
Graça olhou para ela, fitando as costas de Penny. “Se eu conseguir tirá-la daqui, significa que minhas chances de te livrar de qualquer problema são altas.”
Um risinho baixo escapou de Penny enquanto ela se levantava e se virava. Ela apoiou seu quadril na mesa, cruzando os braços e sorrindo. Graça sorriu de volta, dando a Penny um leve aceno de aprovação.
“Vejo você por aí, Penny,” Graça se despediu antes de se aproximar da porta. Mas assim que girou a maçaneta, ela pausou com o comentário de Penny.
“Obrigada, Gracie,” Penny sussurrou, observando Graça olhar lentamente para ela. “Cassandra é inocente. Eu não só acredito — eu sei.”
Graça exibiu um breve sorriso. “Isso… traz mais tranquilidade ao meu coração. Espero que você saiba disso.”
“Haha.” Penny riu, mexendo levemente o queixo. “Vou assistir mais notícias.”
Um olhar conhecedor surgiu no rosto de Penny enquanto a confiança cintilava nos olhos de Graça. Nenhuma palavra foi dita entre elas, mas ambas deixaram uma impressão duradoura.
Clique.
Quando a porta se fechou atrás de Graça, o sorriso no rosto de Penny diminuiu um pouco.
“Estou feliz que ela está assumindo o caso,” Penny sussurrou, pensando que ela estava tentando se afastar dele.
Ela continuava dizendo a si mesma que não tinha nada a ver com o caso. Ela também não gostava tanto assim de Cassandra. No entanto, Penny não podia deixar de sentir que o caso de Cassandra era mais pessoal do que ela estava expressando. Era por isso que o projeto do antídoto era algo em que Penny estava focando — não apenas para sua paz de espírito, mas também como distração.
“Estou intrigada para ver como esse caso vai se desenrolar…” ela se calou, afastando-se da mesa. Ela então abriu uma das gavetas e pegou seu outro telefone, sentando-se na cadeira giratória.
Penny girou a cadeira até ficar de frente para as paredes de vidro de seu escritório.
“Quero ver se Cassandra também seria sentenciada à morte…” ela continuou, baixinho. “E como as coisas aconteceriam — só para ver como as coisas aconteceram depois que eu fui sentenciada à morte.”
Havia essa curiosidade no fundo da mente de Penny.
Depois de tudo, ela estava se vendo no lugar de Cassandra. Embora Cassandra não implorasse à mídia e ainda mantivesse a confiança que tinha, Cassandra desabou quando sua fiança foi rejeitada. Tudo estava documentado, então mesmo se Penny não acompanhasse as notícias, a televisão era generosa o suficiente para mostrar algumas cenas da reação das pessoas à decisão.
“Mas…” ela pressionou os lábios em uma linha fina, apoiando o cotovelo no braço da cadeira, “minha curiosidade não supera minha raiva oculta das pessoas que me colocaram no corredor da morte.”
Um brilho surgiu em seus olhos, agradecida a Graça por pegar o caso. Mas ao mesmo tempo, Penny estava ciente do peso que isso colocaria sobre os ombros de Graça.
Com esse pensamento em mente, Penny levantou o telefone e discou rapidamente para alguém. Colocando o telefone no ouvido, ela esperou até que fosse atendido.
“Mylo,” ela chamou assim que a chamada foi conectada. “Encontre-se com Graça e diga a ela que estou colocando pessoas em cima dela. Este caso vai colocá-la em perigo. Certifique-se de que ela estará segura o tempo todo.”
“Okay.”
Clack.
A chamada terminou tão rapidamente quanto foi atendida. Penny olhou brevemente para o telefone antes de levantar o olhar, olhando para o céu claro e quase ofuscante. Isso a fez apertar um pouco os olhos.
“Jonathan Pierson…” ela sussurrou, lembrando-se da tentativa de assassinato contra Jonathan. “Espero que Renren pegue a mãe da Nina.”
Com esse pensamento em mente, Penny girou seu assento e alcançou sua bolsa. Desta vez, ela procurou por seu telefone pessoal, rapidamente discando o número de contato do Finn.
“Oi,” ela cumprimentou assim que a linha foi conectada. “Preciso falar com você… e talvez com a Nina.”
Finn, que estava do outro lado da linha, levantou as sobrancelhas. “Sobre o que é?”
“Muitas coisas. Vou passar mais tarde,” ela disse. “Mas só para o caso, uma delas é sobre a mãe da Nina. Você decide se quer que ela participe disso, ou fazemos como de costume.”
“…” Finn não respondeu imediatamente. Mas quando ele o fez, uma voz fraca escapou dele. “Vou pensar sobre isso e discutir com ela primeiro. Não vou deixá-la no escuro mais.”
****
Enquanto isso…
Kiara estacionou sua scooter perto de seu pequeno armazém. Tirando o capacete, ela viu uma figura pelo canto do olho. Ela virou a cabeça, vendo uma motocicleta se aproximar do outro lado do estacionamento.
Hugo.
Hugo não chutou o suporte, mas permaneceu sentado enquanto equilibrava sua motocicleta. Ele também não tirou o capacete, mas sua cabeça estava voltada em sua direção.
“Por que ele está aqui de novo?” ela se perguntou, dando pequenos passos em direção a ele. Quando ela chegou até ele, suas sobrancelhas se ergueram ligeiramente. “Hugo, o que você está fazendo aqui?”
Hugo inclinou a cabeça para trás, sinalizando para ela andar com ele.
“…” Ela piscou, confusa. “Eu tenho trabalho.”
Mas Hugo continuou inclinando a cabeça para trás, depois apontou o polegar sobre o ombro. Seus olhos franziram, ainda confusa.
“Para onde estamos indo?” ela perguntou, mas a resposta que obteve foi um encolher de ombros, seguido por ele juntando as mãos como se estivesse rezando.
“Você está com fome?”
“…” Hugo pausou e pensou sobre isso. Agora que ela mencionou… ele assentiu.