MIMADA PELOS MEUS TRÊS IRMÃOS: O RETORNO DA HERDEIRA ESQUECIDA - Capítulo 1570
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Capítulo 1570: Zoren ou Penny?
“Se você sabia que ela está com ele, como é que você está bem com isso?”
Um vento tranquilo passou por eles, as sobrancelhas de Ray lentamente subindo de surpresa.
“Você também não sabia?” Ray soltou, inclinando a cabeça para o lado. “Ele já a apresentou à família.”
Zoren sabia — mas Dean simplesmente não queria acreditar.
Demorou um momento para Ray se lembrar do mau hábito de Dean. Para alguém considerado um gênio, Dean tinha uma terrível e teimosa tendência à negação. Às vezes, fazia as pessoas se perguntarem se ele era realmente inteligente ou apenas um tolo tentando fingir o contrário.
“Hah…” Uma risada fraca escapou de Ray enquanto descansava as mãos no banco, inclinando-se levemente para trás. “Eu gostava da Penny. Honestamente, ainda gosto.”
Seus olhos suavizaram, e o canto de sua boca se levantou enquanto ele fitava o céu sem estrelas. “Ela não é só bonita. Ela é divertida. É direta e decidida. Ela sabe o que quer, e quando não quer algo, ela deixa claro.”
“Mesmo quando ela me rejeitou repetidas vezes, eu simplesmente… não conseguia parar. Cada rejeição só me fazia querer tentar mais,” ele continuou silenciosamente, lembrando-se dos dias em que a perseguiu.
Penny só tinha frequentado um ano na Escola de Excelência do Cume, mas parecia que ela estava lá desde sempre. Ela fez Ray trabalhar dez vezes mais do que antes, empurrando-o a descobrir o que mais ele poderia fazer. Quando ela se formou mais cedo do que o esperado, sua partida repentina pegou todos de surpresa — ninguém sequer percebeu até que seu nome apareceu na lista de formatura.
A escola sentiu sua ausência no ano seguinte.
Não apenas Ray. Não apenas seus amigos. Todos.
Quando Penny estava lá, a vida na escola era diferente. Claro, havia dias ruins, mas havia muitos mais bons — as apostas, os desafios, o clube de fãs, a constante curiosidade sobre o que ela faria a seguir.
Ela talvez não tenha percebido, mas a escola inteira sentiu falta dela como acordar de um sonho vívido e bonito e cair de volta em uma realidade monótona.
Quem não amaria alguém assim?
Alguém que poderia mudar um lugar inteiro apenas existindo.
Então sim, Ray amava Penny. E sim, ele ainda a amava mais do que gostava de admitir.
“Mas…” ele murmurou, um pequeno sorriso brincando em seus lábios, “Eu a amo, mas também sei que ela não é a coisa mais importante para mim.”
Ray voltou seu olhar para Dean, seu sorriso suave, mas resoluto.
“Para mim, a coisa mais importante é esta escola. Garantir que ela não seja apenas um playground para os ricos e os bullies, mas um lugar de oportunidade — para todos que merecem, não importa de onde venham.”
Ele pausou brevemente, depois acrescentou em voz baixa, “E em segundo lugar, quero ver meu primo feliz. Zoren… ele merece isso. Se Penelope Bennett é a única pessoa que pode dar a ele a vontade de viver, então eu prefiro não amá-la.”
Talvez Ray nunca pudesse ser completamente honesto sobre isso.
Ele pode ter amado Penny, mas também sabia que nunca poderia amá-la mais do que a escola. Ou mais do que seu primo quebrado.
Foi por isso que ele nunca lutou por ela. Ele não podia.
Ray estalou os lábios e se levantou. Pegando sua maleta, olhou para Dean.
“Eu ficaria e conversaria mais, mas então me lembro que ainda estou bravo com você,” Ray disse diretamente. “Então, estou indo para casa. Seja qual for o seu problema, espero que você encontre paz com ele.”
Com isso, ele começou a se afastar sem olhar para trás.
Mas, após alguns passos, ele parou, suspirando pesadamente.
Virando a cabeça levemente, ele chamou de volta, “Para mim, foi uma escolha: Penny ou Zoren — nem mesmo eu. E, claramente, escolhi Zoren.”
Ele fez uma pausa.
“E você, Dean?” ele acrescentou, levantando uma sobrancelha. “Qual dos dois você escolheria? Zoren ou Penny? Não ouse incluir você mesmo — fazer isso custará os dois. Talvez até você mesmo. Perguntar isso a si mesmo tornará as coisas muito mais fáceis.”
Dessa vez, Ray não hesitou. Ele se afastou na noite sem olhar para trás.
Dean apenas ficou sentado lá, olhando para a figura em retirada de Ray.
Você só pode escolher um: Zoren ou Penny. Não ouse incluir você mesmo, porque fazer isso custará os dois. Talvez, até você mesmo.
As palavras de Ray ecoaram em sua mente como um disco quebrado.
Isso não ajudava.
Pelo menos, era assim que Dean se sentia a princípio. Mas sua mente tornou isso fácil de entender — dolorosamente fácil.
Dean abaixou os olhos, pressionando os lábios em uma linha apertada. Mesmo que a resposta já estivesse lá, pesava em seu peito. Porque isso não era apenas um teste para passar. Era uma questão do que pesava mais: seu amor por Penny, ou a profunda e secreta admiração que ele tinha por Zoren.
Para falar a verdade, ninguém deveria ter que fazer tal escolha.
“Por que…” ele sussurrou, a tristeza piscando em seus olhos, “…não posso simplesmente não escolher nada?”
No fundo, ele sabia por quê.
Ele e Ray haviam visto Zoren lutar. Eles o observaram, apesar de seu corpo frágil e saúde debilitada, lutar para proteger aqueles que não podiam se proteger.
Eles viram como Zoren trabalhava silenciosamente para manter Dean no poder dentro do primeiro ramo da família — para protegê-lo. Como Zoren havia salvado a família de Ray de se tornarem peões nos sangrentos conflitos da Família Pierson.
Zoren sempre esteve lá, silencioso, invisível, como um escudo que ninguém reconhecia — e agora Dean percebeu a verdade.
Não escolher nada seria o mesmo que abandoná-lo — e abandonar Zoren nunca fez parte do plano de Dean.
Não no passado, não no presente, e nunca no futuro.
“Maldito seja,” ele sussurrou, rindo fracamente enquanto os cantos de seus olhos avermelhavam. “De todas as pessoas… por que tinha que ser você?”
Porque se fosse Zoren, Dean sempre recuaria. Não porque achasse que perderia, mas porque não suportaria perdê-lo. A única família que considerava.
*****
[Breve Retrospectiva]
Dean estava no necrotério, olhando sem vida para o corpo deitado na cama de aço.
Um lençol branco o cobria, mas mesmo assim, seu coração doía dolorosamente. Sua respiração falhava, suspensa em algum lugar em seu peito, enquanto lágrimas escorriam por suas bochechas — não importava o quanto ele tentasse segurá-las.
“Valeu a pena?” ele engasgou, sua voz trêmula enquanto sua visão se borrava. “Ela… realmente valia a pena morrer?”