MIMADA PELOS MEUS TRÊS IRMÃOS: O RETORNO DA HERDEIRA ESQUECIDA - Capítulo 1567
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Capítulo 1567: Sua segunda prisão
[CURTO FLASHBACK]
As olheiras sob os olhos de Penny estavam escuras, e o cansaço estava estampado em seu rosto.
Ela abriu a porta do laboratório e ficou parada na entrada, olhando ao redor do laboratório vazio. Um suspiro profundo escapou dela enquanto arrastava os pés para dentro e deixava sua bolsa cair no chão. Ela parou na primeira fila de balcões, seu olhar pousando na pilha de documentos à sua frente.
Penny pegou o primeiro casualmente. A bandagem em volta da sua mão parecia desgastada, como se precisasse ser trocada — mas claramente ela não tinha tido tempo.
“Eu…” ela murmurou, seu corpo de repente inclinando para frente enquanto uma tontura a invadia.
Segurando a borda do balcão, ela fechou os olhos. Não tinha certeza se tinha acabado de adormecer em pé por alguns segundos, mas quando abriu os olhos novamente, voltou à plena consciência.
“Meu Deus,” ela sussurrou. “Quando foi a última vez que dormi?”
Para ser honesta, ela não tinha tanta certeza. E o que ela queria dizer era dormir de verdade, não apenas cochilos curtos como os que vinha tendo.
Seu corpo clamava por descanso.
Penny tinha acabado de passar dois dias e noites inteiros trabalhando em um projeto para a Global Prime Logistics, o que, ironicamente, rendeu-lhe uma bronca. Ela não conseguiria sobreviver a mais um dia sem dormir.
Mas então, seus olhos caíram na pilha de documentos.
“Eu não posso dormir,” ela disse a si mesma, arrastando-se para um banquinho. “Preciso terminar isso.”
Ela balançou a cabeça, na esperança de que isso a despertasse. Ela poderia estar dormindo agora, se não fosse pelo fato de que continuava colocando outras coisas em primeiro lugar—como ajudar na Global Prime. Mas as escolhas de vida de Penny nem sempre eram as melhores e, agora, depois de gastar toda sua energia em algo que não tinha nada a ver com ela, tinha que recuperar o atraso nos artigos de pesquisa que eram sua responsabilidade.
O laboratório estava quieto—estranhamente quieto. Em dias como esse, Penny dava boas-vindas ao silêncio. O silêncio significava menos distrações.
Mas enquanto ela misturava uma substância em um tubo de ensaio, um som de zumbido repentino a assustou. Desatenta, ela acidentalmente agitou a mistura com muita força, e o líquido quente espirrou em seu dedo.
“Ah—” O calor repentino fez com que soltasse o tubo de ensaio. Por hábito, ela tentou pegá-lo.
Normalmente, ela nem teria tentado. Isso teria sido perigoso. Mas dois dias sem dormir fizeram-na reagir sem pensar. O conteúdo derramou-se em sua mão enquanto ela se afastava, o tubo quebrando no chão.
“Ai—ai!” ela sibiliou, rapidamente rasgando a bandagem de sua mão. Um grande corte na palma já estava vermelho e inchado. Ela fez uma careta enquanto o sangue seco aderiu ao tecido, desgrudando dolorosamente. O dorso de sua mão agora estava queimado onde a mistura havia caído.
“Ai…” Ela jogou a bandagem suja de lado e olhou para suas mãos marcadas e castigadas.
Ela fez outra careta—o dorso de sua mão estava com bolhas. A dor a fez correr para o banheiro, onde passou a mão sob água fria. O alívio breve foi bem-vindo, mas a ardência permanecia.
“Ugh…” Ela examinou a queimadura sob o fluxo de água. “Isso está horrível.”
Estava horrível.
A essa altura, ela poderia muito bem cortar a mão fora.
“Eu deveria ter dormido,” ela murmurou, encarando seus olhos no espelho.
O reflexo quase a assustou. Ela mal se reconhecia.
“Só fiquei acordada dois dias,” ela sussurrou, “e já perdi tanto peso assim?”
Ela não tinha percebido — fazia um mês ou dois desde a última vez que olhou no espelho. Não é à toa que Atlas a olhava com tanto desdém.
Comparada a Nina, Penny parecia a personificação física do descaso.
Um sorriso amargo tocou seus lábios enquanto ela se virava para longe de seu reflexo. Pegou uma toalha que havia deixado por perto, molhou-a em água fria e a envolveu em torno da mão.
De volta ao laboratório, seguiu o som de zumbido — ele a levou até a mala que havia deixado cair antes. Pegou seu telefone e olhou para a tela.
Nina.
Penny não estava exatamente entusiasmada em ver o nome, mas atendeu mesmo assim.
“Alô?”
“Penny, você não disse que viria hoje para me ajudar?” Nina começou, pulando qualquer cumprimento. “Cancelei todos os meus compromissos esta noite — até meu encontro — porque você prometeu.”
“Oh.” Penny inclinou a cabeça. “Certo. Desculpe. Isso me escapou.”
A frustração de Nina foi imediata. “Penny, como você pode fazer isso comigo?! Você realmente me odeia tanto assim? Eu já pedi desculpas pela última vez, não pedi?”
“Eu sei, mas eu queimei minha mão—”
“Nina, apenas deixe-a em paz!” A voz de Slater de repente interrompeu ao fundo. “Por que você acreditaria nela? Ela está só inventando desculpas de novo para te sabotar.”
“Não, isso não é—” Penny tentou se defender, mas Nina falou novamente.
“Penny…” A voz de Nina ficou mais fria. “Se você não quer ajudar, apenas diga. Não minta. Não é como se eu fosse ficar com raiva — é apenas frustrante quando você diz que vai fazer algo e não cumpre. Da próxima vez, não se ofereça se não for sério.”
Cliques.
A linha ficou muda, deixando Penny olhando para seu telefone enquanto o bip ecoava em seu ouvido. Lentamente, ela abaixou a mão e soltou um fraco suspiro.
Ela estava cansada. Exausta.
“Desde quando eu me ofereci para ajudar?” ela murmurou. “Foi ela que pediu um favor…”
Mais uma vez, Nina havia distorcido a verdade, e Slater alegremente havia entrado no jogo. Mesmo que Penny tentasse explicar, Slater nunca ficaria do lado dela.
“Tanto faz,” ela murmurou, segurando sua mão machucada enquanto se arrastava para pegar produtos de limpeza.
Ela voltou à bagunça, limpando o chão em silêncio. Quando terminou, retomou seu trabalho, tratando sua queimadura de segundo grau como se não fosse mais do que um corte de papel.
Esta era sua vida. Apenas mais um dia no laboratório.
O mesmo laboratório que uma vez acolheu uma jovem curiosa e entusiasmada, e viu essa fagulha lentamente se apagar.
O lugar que testemunhou seus muitos acidentes, e como suas reações barulhentas cresceram em uma quieta indiferença.
Um lugar que ela uma vez chamou de sua segunda prisão.