MIMADA PELOS MEUS TRÊS IRMÃOS: O RETORNO DA HERDEIRA ESQUECIDA - Capítulo 1566
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Capítulo 1566: Consolando a esposa… ou o marido (?)
Enquanto isso…
Penny segurou cuidadosamente um pequeno tubo de ensaio sob a luz fluorescente até que brilhasse. Os cantos de seus lábios se contraíram enquanto se curvavam para cima.
“Isso provavelmente vai funcionar,” ela murmurou para si mesma com uma risadinha. “Caramba…”
Sem perder um segundo, ela deslizou seu banquinho para o próximo balcão para testar. Ela vinha trabalhando nisso há um tempo, ajustando uma das teorias do Dean, que a levou a essa nova fórmula promissora.
Enquanto Penny se ocupava, Zoren espiou silenciosamente para dentro. Como de costume, ele se movia em silêncio, evitando cuidadosamente qualquer coisa que quase tivesse quebrado da última vez. Ele conseguiu entrar sem interromper o foco dela.
Ele reivindicou silenciosamente o banquinho no extremo do balcão, apoiando o queixo na mão enquanto a observava.
“…”
Seus lábios formaram um sorriso sutil. Mesmo quando ela está ocupada, ela parece tão linda.
Admiração iluminou seus olhos enquanto um sorriso gentil puxava sua boca.
Assim que eu resolver algumas pendências na Corporação Pierson, vou me demitir.
Mesmo que isso significasse ser o quinto membro da equipe da Penny no escritório do CEO, e o cordeiro sacrificial do Atlas, ele não se importava — desde que seu escritório ficasse dentro do dela.
Quão maravilhosa seria a vida se ele pudesse apenas ir trabalhar com ela, passar o dia ao seu lado e ir para casa juntos — nunca um momento separados.
Que sonho.
“Oh droga, oh droga, oh droga!” A voz em pânico da Penny de repente ecoou pelo laboratório silencioso.
Ela freneticamente tentou parar a reação que se formava no antídoto que estava fazendo — até perceber que já era tarde demais.
“Droga!” ela gritou, pulando sobre o outro balcão e correndo para se proteger.
Vendo seu pânico, Zoren saltou do assento, pronto para protegê-la de qualquer catástrofe química que estivesse para ocorrer — mas antes que pudesse alcançá-la, Penny já tinha se protegido. Ele rapidamente mergulhou sob o balcão.
BOOM!
Uma leve explosão irrompeu no laboratório, acompanhada pelo estilhaçar de vidro. Um cheiro químico forte — algo como alvejante superconcentrado — pairava no ar, forçando Penny e Zoren a cobrir o nariz.
“Caramba…” Penny sibilou, agachada atrás do balcão. “Eu estava tão perto.”
Ela espiou por cima do balcão, apenas para ver Zoren fazendo o mesmo do outro lado.
“Renren?!” ela arfou, vendo sua mão levantar-se em um aceno tímido. “Desde quando você está aqui?”
“Agora mesmo,” Zoren respondeu, ainda cobrindo a boca enquanto abanava o ar à sua frente.
Penny pulou e correu pelo laboratório em direção à janela.
“Renren, abra aquela desse lado,” ela chamou enquanto abria as janelas do lado dela.
Seguindo suas instruções, Zoren segurou a respiração enquanto abria a janela mais próxima, enfiou a cabeça para fora para uma lufada de ar fresco e depois correu para abrir mais.
O cheiro se intensificava quanto mais tempo permanecia sem ventilação. Mesmo com todas as janelas abertas, ele se mantinha no ambiente — penetrante e sufocante, como alvejante, mas duas vezes mais forte.
Ambos permaneceram em suas respectivas janelas até que o cheiro denso finalmente começou a desaparecer.
“Penny,” Zoren chamou do outro lado da sala. “O que aconteceu?”
Ela franziu a testa, deslocando seu olhar desapontado em direção ao balcão. Mesmo de longe, ela podia ver a substância borbulhante, parecida com ácido, na superfície.
“Aquilo aconteceu,” ela suspirou. “Eu não esperava essa reação.”
Assim que pareceu seguro o suficiente, eles deixaram suas janelas e se aproximaram cautelosamente da bagunça. Gotas químicas ainda pingavam da borda do balcão.
A reação não foi forte, mas a forma como o líquido chiava contra o azulejo e produzia fumaça era um aviso claro.
“Pelo menos não derreteu por completo,” Zoren disse, meio esperando que o azulejo se dissolvesse. “Cuidado. Tem vidro quebrado no chão.”
“Isso é insano,” Penny murmurou, balançando a cabeça para a bagunça. “Isso está me deixando louca.”
Onde ela havia errado?
Ela não se apoiava apenas nas teorias de Dean — ela até ajustou as partes mais questionáveis — mas nenhum de seus testes deu os resultados que ela esperava. Na verdade, cada experimento era pior que o anterior.
Seus pensamentos pararam quando viu Zoren já segurando um pano de limpeza.
“Espere—” ela disse rapidamente, fazendo-o se virar. “O que você está fazendo?”
“Limpando. Caso contrário, você pode se machucar com os cacos.”
Ela suspirou, seus lábios tremendo em um pequeno sorriso enquanto sua expressão suavizava. “Esse não é o jeito certo de limpar isso. O pano vai reagir terrivelmente ao resíduo.”
“Oh.”
“Vou pegar as ferramentas certas,” ela disse. “Você fica na janela. Inalar muito disso não é seguro.”
“Tudo bem.”
Ele a observou se dirigir à saída dos fundos, desaparecendo atrás da porta. Zoren voltou para a janela aberta, deixando a brisa noturna acalmar seus pulmões.
Acho que vai demorar um pouco para o cheiro desaparecer, ele pensou, olhando de volta para o laboratório. Então isso é…
Foi essa a sua vida em sua primeira vida?
Seus olhos vagaram lentamente pelo laboratório grande e silencioso. Penny compartilhou pedaços de seu passado, e ele sabia que ela havia sido uma cientista em sua vida anterior.
De acordo com ela, passou a maior parte do tempo em um laboratório exatamente como este.
Era este o lugar que a manteve cativa… mesmo antes de sua prisão real?
“…” Zoren permaneceu em pensamento antes de dirigir-se silenciosamente para a porta pela qual ela havia desaparecido.
—
Enquanto isso…
Penny já estava mexendo nas prateleiras de armazenamento, reunindo as ferramentas adequadas para limpar a bagunça perigosa. Ela parou por um momento quando um par de braços de repente a envolveu por trás.
Ela olhou por cima do ombro, erguendo levemente as sobrancelhas. “Renren?”
Zoren não respondeu. Ele descansou a testa contra o ombro dela, apertando seu abraço. Seu coração apertou ao pensar em sua esposa passando o dia e a noite no laboratório, trabalhando em algumas coisas que poderiam potencialmente machucá-la.
Ela não poderia permanecer ilesa em todos os seus experimentos. Mas o que o incomodava era que mesmo que ela se machucasse, ele sabia que ninguém estava lá para consolá-la.
“Aconteceu algo?” ela perguntou, percebendo o humor dele cair. “Não me diga que você não está se sentindo bem—”
“Eu só quero te consolar,” ele sussurrou, suas pálpebras caindo. “Este é o mesmo laboratório em que você costumava trabalhar?”
Surpresa passou por seu rosto antes que uma leve risada escapasse de seus lábios. Ela baixou o olhar, seu sorriso ressurgindo.
“Mhm,” ela sussurrou. “Era.”