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MIMADA PELOS MEUS TRÊS IRMÃOS: O RETORNO DA HERDEIRA ESQUECIDA - Capítulo 1556

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Capítulo 1556: Ele viu o que não devia

Intimidação não precisava de muitas palavras — algo que Hugo tinha aprendido ao longo dos anos servindo seu país. Tudo o que ele precisava era mostrar intenção, e pessoas como esse sujeito cantariam como canários.

Afinal, os inimigos mais difíceis que Hugo já enfrentou não eram os bandidos de rua cuja confiança vinha da sua gangue ou armas. Não, as verdadeiras ameaças eram aqueles que lutavam por uma causa, que acreditavam em algo tão profundamente que estavam dispostos a morrer por isso — seu país, seu povo, seus ideais.

Sentado na cadeira mais uma vez, Hugo escutava tudo o que o homem estava dizendo. Stephen, parado ao lado, franziu as sobrancelhas ao ouvir.

“Eu juro,” o homem bufou, tentado a levantar a mão para enfatizar sua sinceridade—mas, infelizmente, elas estavam amarradas atrás das costas. “É tudo que eu sei. Eles me disseram que se eu plantasse aquela bomba… cuidariam dos meus irmãozinhos e irmãzinhas.”

Stephen pressionou os lábios em uma linha fina antes de seus olhos se inflamarem de raiva. “Você espera que eu acredite nisso? Que jogaria sua vida fora por alguns trocados?!”

“Para você, é alguns trocados — você é um cara rico!” o homem retrucou. “Mas para nós, isso já é uma fortuna!”

O punho de Stephen tremeu. Uma ameaça à sua vida era uma coisa — mas ouvir o preço que colocaram em sua cabeça? Nem mesmo cem mil?! Era tudo que valia?

“Hugo, ele está mentindo!” ele gritou, apontando acusadoramente para o homem. “Esse cara está mentindo! Não caia na história triste dele!”

“Estou falando a verdade!” o homem sibilou, virando desesperadamente para Hugo. “Eu juro! Verifique você mesmo — não estou mentindo!”

Hugo apenas olhou para ele preguiçosamente, como se tudo fosse uma palestra entediante. Então, lançando um olhar lento para Stephen, o mesmo pensamento piscou em sua mente:

É por isso que prefiro trabalhar sozinho.

“Não escute ele, Hugo,” Stephen insistiu, balançando a cabeça. “Não podemos confiar em uma única palavra que sai da boca deste cara!”

“Tio,” Hugo disse com um piscar lento, “você já… dormiu na rua?”

Stephen piscou, pego de surpresa. “O que isso tem a ver com isso?”

“Porque eu já. Ele já. E eu já vi inúmeras pessoas sem escolha a não ser dormir em um tubo de concreto apenas para ficar seguro,” Hugo continuou no mesmo tom calmo. “Você está bravo que esse cara concordou em arriscar sua vida e a dele por aquilo que você acha que é trocado. Mas para ele? Isso é a educação dos irmãos, as refeições diárias deles, talvez até uma chance de um futuro melhor.”

“…” Stephen pressionou os lábios com força, ainda visivelmente insatisfeito.

O refém, enquanto isso, exalou. Não foi por alívio — apenas um suspiro pesado pela realidade de suas escolhas.

Ele explicou que pertencia a uma pequena gangue. Em seu bairro, a afiliação a uma gangue era um modo de vida. Se não estivesse em uma, seria um alvo. Ele entrou aos dezesseis anos. Mais tarde, a gangue dele foi absorvida por uma organização maior que trouxe mais dinheiro, mas também trabalhos estranhos.

Como este: uma missão suicida. Derrubar Stephen Bennet.

Por causa de uma disputa passada com o chefe, o trabalho ficou para ele. O dinheiro deveria ir para seus irmãos quando ele tivesse sucesso. E com isso em mente — e sabendo o que aconteceria se ele recusasse — ele esperava, pelo menos, que o dinheiro comprasse para sua família uma saída daquele inferno.

“Mesmo que isso seja verdade…” a voz de Stephen tremeu enquanto ele encarava o homem. “O que te faz pensar que as mesmas pessoas que te mandaram para morrer cumpririam a promessa?”

O homem não vacilou. Ele sustentou o olhar de Stephen. “Porque eu sei que eles vão. Essa é a nossa gangue. Violenta, claro — mas nós mantemos nosso palavra.”

Stephen não entendia, mas no mundo do homem, isso era evangelho.

“Você acha que isso é crível vindo de um rebelde?!” Stephen bufou, ainda sem fazer sentido de tudo isso. “Você é um tolo! Como você pode fazer o que está fazendo soar tão nobre se nem sabe se eles vão cumprir a promessa? E você ousa fazer isso soar nobre, quando está tirando o marido e pai de outra pessoa, hein!?”

O homem apertou os lábios e olhou amargamente para o lado.

“Então como você me conheceu?” Hugo interrompeu antes que isso pudesse se desviar para outro lugar. “Na primeira vez que você me viu, você reagiu. Então eu sei que você já me viu antes.”

O refém suspirou. “Porque antes dessa missão… fomos informados sobre você.”

“Eu?”

“Sim.” O homem assentiu. “Você salvou aquela mulher, não foi?”

Menta?

Hugo arqueou uma sobrancelha. “Foram vocês que a emboscaram?”

“Não. Fomos apenas instruídos a segui-la e atualizar sua localização,” o homem esclareceu. “Alguns dos nossos caras foram pegos pela Segurança Interna. Mas mesmo assim, nosso chefe continuou enviando mais pessoas para rastrear cada movimento dela.”

“Você também foi um dos vigias?”

O homem não respondeu imediatamente. “Eu estava lá na noite do tiroteio. A noite em que você veio salvá-la.” Então, com pânico crescendo em sua voz, ele rapidamente acrescentou, “Juro, as pessoas que a atacaram não eram do nosso grupo! Eu era o único de plantão naquela noite porque meu parceiro foi para sei lá onde.”

“Quem eram eles?”

“Eu… sinceramente não sei,” o homem disse, apertando os olhos em confusão. “Enquanto estávamos seguindo ela, dois outros grupos apareceram de repente. No começo, parecia que eles eram do mesmo lado, mas então alguns deles começaram a… se matar. E depois foram atrás dela. Se você não tivesse aparecido, ela não teria conseguido.”

A sobrancelha já levantada de Hugo ergueu-se um pouco mais. “Qual é essa expressão no seu rosto?”

“Simplesmente… não fazia sentido,” o homem murmurou. “Era como se eles fossem um grupo—até que não eram. Então se voltaram uns contra os outros, e finalmente, contra ela. Depois daquela noite, fomos avisados sobre você. Disseram para não cruzar caminhos com você.”

“…”

Hugo permaneceu em silêncio, estudando a expressão do homem. Ele não estava comprando a história só porque foi bem contada—ele podia sentir isso. Esse cara estava dizendo a verdade.

E aquela última parte? Aquela detalhe estranho sobre o ataque à Menta?

Hugo não pôde deixar de se perguntar… talvez essa fosse a razão pela qual esse cara foi enviado em uma missão suicida.

O homem viu o que não devia.

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