MIMADA PELOS MEUS TRÊS IRMÃOS: O RETORNO DA HERDEIRA ESQUECIDA - Capítulo 1554
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Capítulo 1554: Seu motorista também pediria para plantar uma bomba no seu carro?
Stephen arfou, incerto se era de susto ou alívio. De qualquer forma, ele apertou o peito com força enquanto ofegava.
“Ah, céus,” ele suspirou. A sensação era semelhante a finalmente remover uma tala da ponta do dedo. “Achei que fosse ter um ataque do coração. Oh, graças a Deus.”
Hugo riu, observando seu tio pelo retrovisor com um sorriso.
“Acalme-se, Tio. Não vou te levar a lugar nenhum,” ele tranquilizou. “Só preciso falar com alguém por um segundo.”
“Hugo!” Stephen rugiu, encarando o banco do motorista. “Como você pôde— você quase me deu um ataque do coração!”
Novamente, Hugo apenas riu, o que Stephen não apreciou.
“Céus…” Stephen exalou mais uma vez, batendo no peito. Ele se recostou, descansando a mente após ter sido inundada por pensamentos de sobrevivência.
Quando Stephen se recuperou, ele lançou os olhos para o banco do motorista. “Onde está meu motorista?”
“Eu não sei.” Hugo deu de ombros. “Ele não estava aqui quando eu vim para o seu carro.”
Stephen franziu as sobrancelhas. “O que isso significa?”
“Ele não estava lá quando eu cheguei,” Hugo repetiu. “Então, eu não sei onde ele está.”
“Isso é estranho,” Stephen murmurou para si mesmo, confuso. “Ele não me deixaria na mão.”
Não com o temperamento de Stephen. Seu motorista nunca deixaria o carro a não ser que estivesse levando Stephen para casa. Afinal, Stephen estava sempre na correria, então seu motorista precisava estar pronto o tempo todo, especialmente quando ele estava indo para casa.
“Embora eu tenha visto alguém esperando para te dirigir.” Nesse momento, a voz de Hugo interrompeu os pensamentos de Stephen.
“Alguém?”
“Mhm.”
Agora, Stephen estava mais confuso. “E você disse para ele ir embora?”
“Heh.” Hugo soltou uma risadinha curta, fazendo Stephen estreitar os olhos desconfiado. Ele olhou para o tio de forma conhecedora, sorrindo. “Tio, apenas sente-se e relaxe. Olhe para fora e agradeça aos Céus por todas as maravilhas que ele nos deu, que a humanidade está destruindo lentamente.”
O rosto de Stephen se contorceu, incerto se tinha ouvido Hugo corretamente.
Desde quando esse garoto se transformou nisso?!
—
Apenas trinta minutos após eles saírem da Global Prime Logistics, Stephen se viu em um dos portos onde alguns de seus navios estavam atracados. Ele olhou pela janela, depois para Hugo no banco do motorista.
“O que estamos fazendo aqui?”
“Apenas um ponto de parada.”
“Hugo Bennet, o que você acha que está fazendo?! Você não disse que não me levaria a lugar nenhum?!”
Quando essas palavras saíram da sua boca, Stephen sentiu o carro parar. Ele olhou ao redor, percebendo que Hugo havia estacionado no que parecia ser o armazém velho do porto.
“Tio, eu disse que não te levaria a lugar nenhum, mas preciso deixar alguém aqui… e talvez conversar um pouco com eles.” Hugo olhou para ele, sorrindo quase inocentemente.
“O quê?” Stephen bufou, mas Hugo já tinha pulado para fora do carro. Observando a figura de seu sobrinho, Stephen entrou em pânico e o seguiu, pulando para fora do carro. “O que isso significa?!”
Hugo, em pé atrás do porta-malas, parou. “Huh?”
“Hugo Bennet, seja lá o que você está fazendo…” Stephen deixou a frase no ar, dando um passo cauteloso para trás enquanto estreitava os olhos para o sobrinho. Seu olhar então se voltou para o porta-malas fechado, depois de volta para Hugo. “O que tem aí dentro, Hugo?”
Stephen engoliu em seco enquanto prendia a respiração. Por alguma razão, ele não gostava da sensação que subia no peito.
“Hehe.” Hugo riu, então abriu o porta-malas. Quando olhou para baixo, perguntou, “Diga, Tio, seu motorista é um velho com uma pequena corcunda nas costas, certo?”
“Huh?”
Hugo levantou os olhos para ele. “Só estou me certificando, para saber se devo pedir desculpas ou não.”
“…” Stephen engoliu novamente, seu coração batendo fortemente no peito, ecoando nos ouvidos. Criou coragem para dar um passo à frente, mãos cerradas ao lado do corpo. Ele não sabia por que estava se abaixando, mas se aproximou do porta-malas de qualquer maneira.
Quanto mais ele se aproximava, mais conseguia ver o interior.
Primeiro, pernas. Depois, o tronco.
A respiração de Stephen parou e seus passos cessaram pouco antes de ele ver mais. Lentamente, ele levantou os olhos trêmulos para olhar para Hugo.
Seus lábios tremeram ao perguntar, “Ele… ele está morto?”
“Huh? Tio, o que você acha de mim? Um serial killer?” Hugo franziu a testa. “Não te disse que outro motorista está te esperando?”
Com isso, Hugo se inclinou e puxou o homem, amarrado e empurrou-o para fora do porta-malas. Quando o homem ficou meio de pé, meio sentado, lançou um olhar raivoso para Stephen. Um pano estava amarrado em volta de sua boca.
“É este cara,” Hugo anunciou, acenando com a cabeça para Stephen de maneira significativa. “Considere hoje seu dia de sorte, Tio.”
Então ele fez uma pausa e olhou para o homem. “Mas não para você.”
No momento em que aquelas palavras escaparam dos lábios de Hugo, ele puxou o homem sobre o ombro e o carregou para dentro do armazém, como se estivesse carregando um saco de farinha.
Stephen, enquanto isso, olhou ao redor nervosamente. A noite ainda nem tinha caído, e ali estavam eles, arrastando um homem amarrado para dentro de um armazém velho!
“Céus!” Stephen choramingou, rangendo os dentes com força. “O que ele está fazendo em plena luz do dia?! Alguém nos viu?!”
Ele correu para fora, olhando ao redor para ter certeza de que não havia pessoas por perto. Quem sabe? Alguém poderia estar descansando em um dos enormes contêineres empilhados juntos, ou talvez alguém estivesse assistindo dos navios atracados nas proximidades.
“Oh, bom Senhor!” Stephen ofegou, esticando o pescoço para olhar para a esquerda e para a direita. Quando teve certeza de que ninguém estava por perto — pelo menos, ele achava — correu de volta para dentro.
“Hugo, Hugo, o que está acontecendo?!” Ele estremeceu enquanto Hugo arrastava uma cadeira de metal de lado, como se este lugar fosse onde alguns dos trabalhadores tiravam pausas.
Hugo arrastou a cadeira pelo chão de concreto, indiferente ao cheiro salgado da água, partes de metal enferrujadas e poeira espessa no armazém. Girando a cadeira, ele a plantou no concreto com um estrondo alto e então sentou-se nela com o encosto voltado para a frente.
Descansando os braços nos apoios, Hugo olhou para Stephen. “Tio, o que você está fazendo aqui? Você deveria apenas relaxar no carro.”
“Como posso relaxar?!” Stephen arfou em aflição. “O que você pretende fazer com ele?! Além disso, quem é ele?!”
Hugo franziu a testa. “Já te disse, Tio. Ele é o substituto do seu motorista.”
“Se ele é, então por que você o amarrou?! E se houver uma emergência e meu motorista precisar chamar alguém para assumir?”
“Seu motorista também pediria para plantar uma bomba no seu carro?” A resposta de Hugo calou Stephen instantaneamente. “Imaginei que não.”