MIMADA PELOS MEUS TRÊS IRMÃOS: O RETORNO DA HERDEIRA ESQUECIDA - Capítulo 1552
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Capítulo 1552: Essa caligrafia?
O dia passou como de costume, e, como nos últimos dias, Penny já estava saindo horas antes do seu horário habitual para ir para casa.
Assim que ela saiu do seu escritório, Patricia saltou da sua cadeira.
“Penny, você está saindo de novo?” Patricia perguntou, pondo-se à frente dela.
Penny arqueou uma sobrancelha, estudando-a. “E se eu estiver?”
“Para onde você está indo?” Patricia exigiu saber. “Você tem saído cedo esses dias. E você está até me deixando para trás!”
Penny piscou, inclinando a cabeça ligeiramente. “Patricia, mesmo que eu não esteja aqui, a empresa não vai desmoronar. Então, o que quer que esteja te preocupando, pare de se preocupar.”
Ela então planejou passar por ela, mas Patricia se colocou à sua frente novamente.
“Não estou preocupada com a empresa. Isso não vai acontecer.”
“Oh?”
“Você é Penny!” Patricia declarou, claramente fora de si. “O que me preocupa é você.”
Ela a apontou dramaticamente. “Penny, eu te conheço há tempo suficiente para saber quando você está sendo suspeita. Especialmente quando você não me leva ou não leva Teddy contigo.”
“Mark está comigo.”
“Mas ele não se importa com você.”
Mark, parado atrás de Penny, franziu a testa.
“Enquanto você estiver viva, ele está tranquilo,” Patricia acrescentou em um tom conhecedor.
Penny e Mark abriram a boca, mas nenhuma palavra saiu. Patricia tinha razão, e Mark não podia realmente negar. Ele tinha sido o guarda-costas de Penny desde sua última missão real sob Zoren, e tinha se acostumado a esse arranjo com ela.
“E quando você não deixa mais ninguém saber do seu pequeno segredo, é definitivamente suspeito.” Ela cruzou os braços e estreitou os olhos. “Agora, para onde você está indo?”
Mark: Eu pensei que ela tivesse contratado uma assistente, não uma mãe?
Penny: Isso parece muito com a Tia Jessa tudo de novo.
“Uh.” Penny piscou, captando algo pelo canto do olho. “Oh?”
Ela lentamente virou a cabeça em direção a uma pequena bolsa de grife colocada na mesa ao lado do computador. “Essa é uma bolsa bonita.”
“Hã?” Patricia virou-se para onde Penny estava olhando. No momento em que seus olhos pousaram nela, seu rosto se iluminou. “Meu pai acabou de me comprar—ei!”
Mas no tempo em que ela se virou, Penny e Mark já haviam passado por ela e estavam no meio do corredor.
“Penny, estou falando sério! Seja lá o que for isso, tenha cuidado!” Patricia chamou atrás deles, bufando.
Uma parte dela queria correr atrás deles. Ela poderia — se corresse, talvez os alcançasse. Mas ela não o fez. Suspirou e voltou, decidindo fazer algum trabalho de verdade em vez disso.
“Gosh… o que ela está fazendo?” ela resmungou. “Uma parte de mim está genuinamente preocupada com ela.”
Balançando a cabeça, Patricia arrastou-se de volta para sua cadeira e olhou para a bolsa do seu “pai”.
“Hehe. Hoje vou para casa e vou dar uma boa massagem nele,” ela riu, deixando de lado suas preocupações anteriores.
Afinal, enquanto Mark estivesse com Penny, as chances dela morrer por conta própria eram baixas.
—
Enquanto isso…
“Nossa,” Penny bufou ao pular para o banco de trás. “Por um segundo ali, eu pensei que ela fosse correr atrás da gente.”
Mark se acomodou no banco do motorista e afivelou o cinto. “Ela é um pouco curiosa demais.”
“Um pouco?”
“…”
“Ela está começando a me causar trauma,” Penny resmungou, recostando-se no banco. Patricia andava mimando-a com comida ultimamente, mas sua energia era um pouco demais.
“Deixe pra lá,” ela acenou de forma displicente, tirando o blazer. “Vamos logo.”
Mark não respondeu, mas ele levantou discretamente a divisória para dar a ela privacidade para se trocar.
—
Quando Penny chegou ao laboratório, estava tão vazio quanto nos últimos dias. Este era o laboratório do Professor Singh—separado do da universidade—e somente sua equipe tinha acesso a ele. Mas com o professor focado em outro projeto, a maioria da equipe havia se mudado para um prédio diferente.
Colocando seu jaleco, Penny verificou instintivamente sua barba no espelho antes de se sentar.
Ela se sentou no banco e se espreguiçou brevemente, deixando sua mente se acalmar. Ela vinha aqui há dias. Com certeza, já deveria haver resultados.
“Outro dia, outro teste,” murmurou, batendo palmas e girando em direção à pilha de livros que ela havia deixado para trás.
Em cima dos livros estava seu caderno. Ela o pegou para verificar as fórmulas que já havia testado. Mas no momento em que o abriu, sua testa se franziu.
“Hã?” murmurou, virando para a página seguinte.
Suas anotações estavam cheias de rabiscos habituais—um hábito que ela carregava de sua vida passada. Havia fórmulas marcadas com grandes Xs indicando tentativas fracassadas. Isso não era o que a confundia.
O que chamou sua atenção foram as outras fórmulas. Algumas que ela nem sequer havia testado já estavam marcadas com Xs. Na página seguinte, havia ainda mais—novas teorias, combinações diferentes.
Penny inclinou-se. Aqueles não eram rabiscos aleatórios. Faziam sentido.
E assim como os dela, metade das novas entradas estavam marcadas como falhas, como se outra pessoa já as tivesse testado.
Seus lábios se apertaram. Silenciosamente, folheou mais páginas, analisando a caligrafia.
Ela e Dean nunca se deram bem. Eles brigavam constantemente—não de uma forma fofa e provocativa, mas de um jeito exaustivo e estressante.
Mas porque passaram a maior parte da adolescência juntos, conheciam-se bem demais.
Esta caligrafia?
Ela não precisava nem adivinhar.
“Dean,” sussurrou, estalando a língua com um suspiro. “Por mais que eu odeie, aquele idiota é realmente bom nisso. É melhor ele não esfregar isso na minha cara ou eu vou envenená-lo.”
Apesar de seu orgulho, Penny começou a testar suas teorias. Suas anotações foram mais úteis do que as dezenas de livros que ela vinha lendo.
E assim, mais uma noite de pesquisa, teste e erro, para um bem maior.
****
[De volta ao Grupo Prime]
Como Patricia geralmente passa suas horas de trabalho em seu lugar fora do escritório da Penny — como se todos simplesmente concordassem mentalmente em deixá-la assim — a única vez que ela verifica o departamento é de manhã, quando ela sai, e quando Penny precisa de seus colegas.
Portanto, ela não estava ciente da situação lá dentro até agora que veio verificar Hayley.
“O quê…” ela interrompeu, avistando algumas embalagens de entrega ao lado. “… são aquelas?”
Ela franziu a testa, encarando todos. “Vocês três foram às compras sem mim!?”
Teddy, Hayley e Shawn, que estavam resistindo à tentação de verificar o resto, viraram-se para ela. Observando sua expressão, eles pareciam mais confusos do que Patricia.
“Patricia, você não recebeu um pacote hoje?” Hayley perguntou por pura curiosidade.
“Recebi, mas é do meu pai.” Patricia deu de ombros, ainda franzindo a testa para eles. “Hayley, como você pôde fazer isso comigo? Você disse que somos amigas!”
Hayley sorriu desamparada, lançando um olhar para os outros dois. Os homens do departamento apenas balançaram a cabeça.
Como seria bom ser como Patricia?
“Espera, Patricia.” Curioso, as sobrancelhas de Shawn se franziram. “Se você também recebeu um pacote hoje, quantos você recebeu?”
“Por que você está perguntando sobre meus pacotes? Recebi dois.”
Sua resposta confundiu ainda mais os outros três. Para eles, Patricia estava entendendo algo errado, mas ninguém se deu ao trabalho de explicar a situação porque já havia durado um dia inteiro. Mas mesmo assim, isso era ainda mais estranho.
Como eles poderiam receber uma tonelada de presentes, e Patricia receber apenas dois?