MIMADA PELOS MEUS TRÊS IRMÃOS: O RETORNO DA HERDEIRA ESQUECIDA - Capítulo 1547
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Capítulo 1547: É um roubo
[Mansão Bennet]
Clack…
Penny deixou cair a mão ao lado, ainda segurando o telefone firmemente. Suas sobrancelhas se franziram levemente enquanto ficava imóvel após a breve ligação com Hugo.
“…”
Caminhando de volta para o quarto, ela rapidamente avistou Zoren.
Ele tinha acabado de sair do banheiro após um rápido banho noturno, toalha na mão enquanto secava o cabelo. No momento em que seus olhos pousaram em sua esposa, uma preocupação se refletiu em seu rosto.
“Algo errado?” ele perguntou, aproximando-se rapidamente. Zoren apoiou as mãos nos ombros dela, abaixando a cabeça para encontrar seu olhar. “Você parece um pouco pálida.”
Penny lentamente levantou o olhar e encontrou os olhos dele. “Renren…”
“O que foi?” O pânico começou a se alastrar no peito de Zoren pelo tom da voz dela.
“O Segundo Irmão e a Menta podem ter descoberto algo sobre a troca de bebês”, ela sussurrou, fazendo-o levantar as sobrancelhas. “Preciso encontrar a mãe de Nina para confirmar, mas…”
“Entendi.” Antes mesmo que ela pudesse terminar, Zoren assentiu. “Vou pedir para meus homens rastreá-la.”
Penny pressionou os lábios em uma linha fina, gratidão inchando em seu peito. Afinal, ela já estava conciliando a tarefa de criar um antídoto além de dirigir sua própria empresa. Ela poderia ser estratégica na maioria das vezes, mas era apenas humana.
Ela lentamente envolveu os braços em torno do torso dele, abraçando-o apertado. Encostando a cabeça no peito dele, soltou um suspiro pesado.
“É tão bom…” ela sussurrou, olhos fechados, sua energia lentamente se esvaindo. “…ser compreendida mesmo antes de eu dizer.”
Um sorriso sutil formou-se nos lábios dele, e ele a abraçou de volta suavemente. “Fico feliz que você esteja pedindo minha ajuda.”
—
No dia seguinte…
Kiara estava diante do espelho, os olhos ardendo com uma determinação silenciosa. Ela bateu levemente nas bochechas e assentiu para si mesma após uma respiração forte.
“Dê o seu melhor hoje”, ela disse a si mesma, forçando um sorriso. “Mais um dia, mais um motivo para ser grata—e para se agarrar à esperança.”
Graças ao conselho de Stephen Bennet no dia anterior, ela conseguiu sair de suas emoções em espiral. Ontem tinha parecido nada além de um longo e exaustivo fracasso. Ele não era a pessoa que ela esperava que levantasse seu ânimo, mas mesmo que Stephen não a ajudasse diretamente, suas palavras por si só a mantiveram firme.
“Vai ficar tudo bem,” ela murmurou, assentindo para o reflexo. “Tudo vai ficar bem.”
Depois de repetir essas palavras, ela finalmente se afastou da pia e adentrou o piso de produção do armazém, onde as operações centrais da empresa estavam em andamento.
“Precisam de ajuda, pessoal?” ela chamou com um tom animado, já correndo em direção à linha de produção.
“Senhorita Kiara, por que você não pega leve hoje?” um homem de meia-idade disse no momento em que ela começou a levantar caixas. “Ouvi dizer que você estava com febre ontem!”
“Tem certeza de que está em condições de trabalhar hoje?” outro interveio. “Não se esforce demais! E se sua febre voltar?”
“Nós cuidamos disso, Senhorita Kiara. Por favor, não exagere.”
Kiara sorriu brilhantemente para a crescente onda de preocupação. “Estou bem, pessoal. Já tomei algum remédio, e honestamente, me sentiria ainda pior se apenas ficasse sentada sem fazer nada.”
Mas o que se seguiu foi um coro de reclamações—reclamações cheias de preocupação genuína.
A empresa dela ainda era pequena e faltava muita coisa, especialmente em termos de mão de obra. Por isso, ela costumava ajudar na área de produção. No entanto, hoje parecia diferente. Os trabalhadores continuavam insistindo que não era necessário.
Isso não a impediu, mas definitivamente aqueceu seu coração.
Isso a lembrava de que ainda havia muitas pessoas boas no mundo. E que ela não podia se dar ao luxo de cair, porque se o fizesse, todas essas pessoas seriam afetadas.
Mesmo que sua empresa fosse modesta, era cheia de pessoas bondosas e um ambiente genuinamente inspirador. Esse tinha sido seu objetivo desde o começo.
Enquanto Kiara continuava ajudando, outro membro da equipe se aproximou dela, vindo do escritório.
“Senhorita Kiara,” chamou a jovem, fazendo Kiara levantar o olhar. Ela ofereceu um pequeno sorriso antes de dizer suavemente, “o CEO Bennet está aqui de novo.”
Em vez de reagir do jeito que costumava, Kiara apenas levantou as sobrancelhas.
“Entendo,” disse ela com um aceno de cabeça. “Leve-o para o meu escritório. Estarei lá em breve — só preciso terminar aqui.”
“Sim, Srta. Ki.”
Com isso, o membro da equipe foi cumprimentar Stephen enquanto Kiara ficou mais cinco minutos. Ela sabia que sua presença não faria uma diferença enorme, mas cada pequena ajuda contava.
“Vocês estão bem aqui por enquanto?” ela perguntou, alta o suficiente para todos ouvirem. “Estarei de volta em breve.”
“Senhorita Kiara, não volte!”
“Apenas descanse!”
“É isso aí! Você não confia na gente? Cumpriremos os prazos e entregas direitinho!”
Kiara riu. “Eu sei que vocês vão.”
Ela se virou e acenou por cima do ombro sem olhar para trás. “Eu voltarei.”
Enquanto ela se afastava, vários trabalhadores franziram a testa. Não era que eles não apreciassem a ajuda dela — apreciavam. Mas Kiara era a pessoa mais trabalhadora que eles já haviam conhecido. E essa preocupação — a de que talvez ela estivesse se esforçando demais — estava começando a crescer.
“O que vocês estão olhando?!” latiu um dos trabalhadores mais velhos — um homem corpulento de meia idade com uma voz imponente. Todos se voltaram para ele instantaneamente. “Se estão tão preocupados com ela, então trabalhem dez vezes mais! Temos muitas entregas atrasadas!”
Nem todos ficaram contentes com o comentário dele, especialmente porque não era culpa deles. Alguns dos funcionários do atendimento ao cliente tinham prometido demais, aceitando pedidos maiores do que a capacidade real.
Ainda assim, ninguém disse uma palavra. Eles apenas voltaram silenciosamente ao trabalho, esperando recuperar o atraso.
—
Enquanto isso, no escritório de Kiara, Stephen já estava sentado quando ela entrou.
“CEO Bennet,” ela o cumprimentou, recebendo um olhar dele. “Você está adiantado hoje.”
Stephen bufou levemente enquanto a observava se aproximar. Mas mesmo antes de ela se sentar, Kiara já tinha uma ideia do que ele ia dizer.
“Senhorita Kiara, fiz algumas ligações ontem à noite,” Stephen começou, com uma expressão sombria. “Não vou fazer rodeios. Alguns deles recusaram. Disseram que era muito complexo.”
Kiara pressionou os lábios e assentiu, forçando um pequeno sorriso. “Eu entendo, CEO Bennet.”
“Mas… alguns concordaram em aceitar,” ele acrescentou, embora seu tom não fosse exatamente esperançoso. “No entanto, eles estão pedindo um pagamento adiantado. Não estou duvidando das suas finanças, mas nem eu aceitaria os termos deles. É um roubo.”
Stephen franziu a testa, claramente frustrado com o quão pouco sua rede havia conseguido. “Sinto muito.”