MIMADA PELOS MEUS TRÊS IRMÃOS: O RETORNO DA HERDEIRA ESQUECIDA - Capítulo 1545
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Capítulo 1545: Estava bem diante de mim o tempo todo
Mais tarde naquela noite…
Haines entrou silenciosamente pela porta da frente. Todas as luzes estavam apagadas, exceto por uma tênue no canto—apenas o suficiente para ele ver o caminho à frente. Ele entrou rapidamente, mas parou no lugar quando a voz de Charles quebrou o silêncio da noite.
“Haines.”
“Oh, meu deus.” Haines levou a mão ao peito, ofegante.
Parado nas escadas como um pai pegando seu filho entrando escondido, Charles desceu com passos lentos e deliberados. Quando estava a um passo de Haines, ele estreitou os olhos.
“Haines, me diga a verdade,” Charles disse. “Onde você tem ido esses dias?”
Haines virou-se para ele com um dar de ombros. “Apenas… alguns bares.”
“Bares?” Os olhos de Charles se estreitaram ainda mais. “Você? Toda noite?”
“Charles, eu não sou mais jovem, e eu não sou seu filho,” Haines respondeu em um tom leve. “Tenho ido a bares porque não tenho dormido bem.”
“Tem certeza?”
Haines não respondeu.
“É uma mulher, não é?” Charles adivinhou, suspeito. Ele tentou arrancar a verdade de Penny, mas ela só o alimentou com um monte de besteiras e mentiras. Eventualmente, ela apenas disse para ele perguntar diretamente ao tio.
“…” Haines abriu a boca, depois a fechou novamente.
“Haines, se é uma mulher, você não precisa mentir. Eu consigo lidar com isso,” Charles disse, cruzando os braços. “Quem é ela?”
Lá em cima, Allison encostou-se no corrimão, os braços descansando casualmente enquanto os observava. Ela balançou a cabeça com um suspiro.
“Por que isso soa como a esposa legítima confrontando seu marido infiel?” ela murmurou. “Eu sabia. Eu fui a terceira pessoa esse tempo todo.”
Afinal, desde que ela se casou com Charles, Haines fazia parte de suas vidas. Mesmo durante os anos em que ele esteve fora de Anteca, ele sempre visitava nos feriados. Não foi até ele voltar com Penny que começou a viver com eles em tempo integral.
“Bem…” Allison sorriu sutilmente e se afastou. “Se for verdade… então estou realmente feliz por ele.”
Porque enquanto ela nunca se importou com a presença de Haines, ela ainda desejava que ele encontrasse alguém para compartilhar os momentos especiais da vida. Afinal, o amor pela família e o amor por um parceiro são duas coisas diferentes.
Nenhum é melhor—simplesmente importam de maneiras diferentes.
—
Lá embaixo…
Inconsciente da partida de Allison, Haines suspirou suavemente.
“Sim,” ele admitiu. “Tenho saído com alguém ultimamente.”
Charles congelou. “Sério?”
“Sim.”
“Então por que você ainda não a apresentou?!” Charles exclamou, pego de surpresa. “Haines, isso é uma grande notícia! Quem é? Mildred Pierson?!”
Sim…
Haines foi tentado a dizer sim, apenas para terminar a conversa. Mas isso só traria mais problemas. Ele já tinha cometido erros suficientes recentemente—não precisava adicionar outro.
“Não, não é ela.” Haines balançou a cabeça. “Ainda não posso apresentá-la. Estamos nos conhecendo ainda.”
Charles se aproximou, quase nariz com nariz com ele. “Ela é bonita?”
Haines fez uma pausa. O rosto sem maquiagem de Graça apareceu em sua mente—seu cabelo preso de forma desorganizada enquanto comia alguma comida no sofá. Um sorriso pequeno surgiu em seus lábios.
“Muito,” ele disse.
“Oh, ho!” Charles riu, batendo palmas em descrença. “Uau. Meu irmão finalmente está crescendo.”
Haines o encarou sem expressão, mas Charles o ignorou.
“Quando você a conheceu? Como? Me conte tudo!”
“…” Haines silenciou. Era cedo demais para tudo isso. Havia ainda muitas coisas a resolver—coisas que ele precisava discutir com Graça, e… coragem para contar a verdade a Charles.
“O quê?” Charles franziu a testa. “O que foi?”
“Charles,” Haines começou, “a pessoa que estou vendo… é jovem.”
“O quê?!”
“Duas vezes mais jovem que eu,” Haines esclareceu. “É por isso que eu não quero envolver a família ainda.”
Ele deu um passo para trás. “Quando eu tiver certeza, eu te conto primeiro.”
Com isso, Haines se afastou, mal mancando, deixando Charles em um silêncio atordoado.
“???” Profundas linhas franziram a testa de Charles enquanto ele olhava para Haines. “Uma mulher duas vezes mais jovem que ele?”
—
Mais tarde…
Quando Charles voltou para o quarto deles, Allison estava recostada contra a cabeceira.
“E aí?” ela perguntou com um sorriso brincalhão. “Você conseguiu fazê-lo falar?”
“Uh.” Charles soltou um som enquanto se sentava na beira da cama. “Sim. Ele falou.”
Seus olhos se estreitaram. “Charles, há algo de errado? Não me diga que vocês dois brigaram.”
“Não. Não, Ali.”
“Então, por que você parece que viu um fantasma?”
Devagar, Charles se virou para ela, confusão estampada em seu rosto.
“Haines acabou de dizer que está namorando uma mulher mais jovem.”
“Hmm?”
“Duas vezes mais jovem que ele,” ele esclareceu. “Provavelmente da idade do Atlas.”
“Oh.” Allison inclinou a cabeça, surpresa. “Bem, eu não esperava por isso.”
Ela fez uma pausa e então olhou de volta para ele. “Ainda assim, não vejo nenhum problema com isso. Amor com diferença de idade é possível.”
“Eu sei, Ali, mas eu estou apenas… um pouco preocupado.”
“Por quê?”
“Eu não me lembro de Haines já ter estado com uma mulher,” Charles explicou. “E não é a diferença de idade que me incomoda—é e se ela estiver apenas o usando? Eu não quero que uma estranha parta o coração dele.”
“Aww…” Allison se aproximou, abraçando-o e descansando o queixo em seu ombro. Sorrindo, ela disse, “Charles, Haines não é bobo. Ele não é ingênuo. Se ele perceber que está sendo usado, ele não continuaria.”
Ainda assim, a preocupação não deixou os olhos de Charles.
“Charles, confie nele,” ela disse. “Ele é velho—muito velho. Ele sabe o que está fazendo. Enquanto ele estiver feliz, é isso que importa, certo?”
Eles se olharam, e finalmente, Charles suspirou e cedeu.
“Você está certa.” Seus olhos suavizaram enquanto ele colocava uma mão em seu braço. “Enquanto ele estiver feliz. Eu só espero que isso não parta o coração dele.”
Mal sabia Charles que a pessoa que partiria o coração de Haines…
…não era a mulher que ele estava vendo.
Era ele.
—
Enquanto isso, no hospital…
O som do monitor cardíaco ecoava suavemente na enfermaria. As luzes estavam fracas, e muito silêncio.
Menta estava com as costas recostadas na cabeceira, papéis estavam espalhados por toda sua cama. Ela lia e pousava o papel, verificando-os um por um. Ela vinha fazendo isso desde que esses arquivos chegaram em sua enfermaria.
“…” Comprimindo os lábios em uma linha fina, seus olhos se ergueram ligeiramente. Ela prendeu a respiração, a boca se abrindo, enquanto deixava a mão cair no colo.
“Hugo está certo,” ela sussurrou. “Estava bem na minha frente o tempo todo.”