MIMADA PELOS MEUS TRÊS IRMÃOS: O RETORNO DA HERDEIRA ESQUECIDA - Capítulo 1540
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Capítulo 1540: Ainda não me agradeça
[TEMPO PRESENTE]
Slater lentamente abriu os olhos, deslizando-os para o lado onde Benjamin e Allen estavam conversando. Allen estava preenchendo Benjamin com todas as fofocas do escritório, e desde que o humor de Benjamin finalmente havia atingido seu ponto mais alto desde a briga com Menta, ele ouvia atentamente e até adicionava seus próprios comentários sarcásticos.
Slater soltou um suspiro raso de alívio e sorriu sutilmente.
Eles vão ficar bem, ele pensou, virando-se para a janela ao seu lado. Graças ao Segundo Irmão, que tem ajudado Menta diretamente.
Todo mundo sabia que, se não fosse por Hugo, as coisas poderiam ter terminado terrivelmente para Menta. As pessoas que a emboscaram estavam preparadas. E mesmo sabendo que a vida de Menta estava em perigo, Slater não podia sempre observá-la em tempo integral.
Slater estava ocupado—não com os programas ou o trabalho que deveria estar fazendo—mas com muitas outras coisas.
Ainda assim, isso era um bom sinal… ou talvez não.
De qualquer forma, ninguém estava morto ainda. Ou encarcerado.
Eu preciso de alguns resultados em breve, ele disse a si mesmo. Caso contrário, eles continuarão vindo até matarem Menta.
Mas não era apenas a morte de Menta que o preocupava. Era quem seria o próximo. Em sua vida anterior, Zoren havia sido o próximo. Slater não tinha certeza se Zoren havia feito algo para merecer uma sentença de morte dessas pessoas desta vez, mas só para garantir—
Isso não acontecerá novamente, ele jurou em silêncio. Nem a morte de Menta, nem a de mais ninguém.
Porque nesta vida, Menta não era apenas um alvo. Ela era uma amiga—sua chefe. E seu primo, Benjamin, não era mais “aquele primo” ou o homem chorão. Ele era o companheiro de chocolate de Slater.
Eles eram seus amigos agora, e desta vez, Slater só poderia se redimir garantindo que eles não passariam pela mesma dor novamente.
—
Enquanto isso…
Kiara arrastou os pés de volta ao pequeno armazém, sem vida. Ela tinha ficado acordada a noite toda, correndo de um lugar para outro, apenas para ser rejeitada. Cada rejeição a desgastava um pouco mais.
Quando se aproximou da entrada, parou em seu caminho.
O carro de Stephen estava estacionado bem na frente.
“Ugh…” ela gemeu fracamente. “De novo, não.”
A última coisa que Kiara queria era ser importunada por Stephen Bennet. Ela ainda não entendia por que esse homem continuava a perturbá-la. Sua melhor suposição era que ele queria ser “próximo” para que seus clientes não o deixassem.
Mas seus pedidos sempre vinham com algum acordo ridículo em troca de “informações”. Informações que ela nem mesmo tinha para começar.
“Deus… este dia pode piorar?” ela sussurrou, quase tentada a dar meia-volta. Mas ela não tinha escolha. Ela havia perdido toda manhã no escritório e precisava fazer algum trabalho antes de encerrar o dia—talvez tirar uma soneca rápida depois de ajudar na produção.
Quando Kiara entrou, um dos seus funcionários se aproximou dela.
“Senhorita Kiara, você está bem?” o funcionário perguntou, olhando-a de cima a baixo. “Você parece…”
“Horrível. Eu sei.” Kiara acenou e dispensou-o. “O CEO Bennet está aqui dentro?”
A pergunta fez o funcionário prestar atenção. “Ah, sim. Ele está aqui há cerca de duas horas. Achei que deixá-lo esperar na área de produção não ajudaria os trabalhadores.”
“Entendo,” ela murmurou. “Por favor, prepare um café para mim.”
“Sim, senhora.”
Kiara suspirou e dirigiu-se à porta do escritório. Mas ela não entrou imediatamente. Ela segurou a maçaneta e suspirou novamente, reunindo o pouco de energia que lhe restava antes de entrar.
“CEO Bennet, o que é desta vez—” Kiara parou a frase no meio ao ver Stephen levantar-se do sofá.
Não foi a ação dele que a pegou de surpresa, mas a expressão sombria em seu rosto.
Seus alarmes internos tocaram quando ela fechou a porta silenciosamente atrás de si. “CEO Bennet, algo está errado?”
Ele já a havia visitado muitas vezes apenas para incomodá-la, mas esta foi a primeira vez que ela viu aquela expressão em seu rosto. Ela se preparou para más notícias.
“Eu…” Stephen limpou a garganta. “Não há nada de errado, Senhorita Kiara.”
“Você tem certeza?”
“Sim.” Ele acenou com a cabeça de forma tranquilizadora. “Estou apenas verificando como você está, só isso.”
Kiara franziu o cenho, caminhando lentamente em direção ao velho sofá em seu modesto escritório industrial. Ela estudou o rosto dele, confusa com a mudança em seu comportamento.
Stephen abriu a boca, depois a fechou. Ele suspirou e levantou a mão como se estivesse se rendendo.
“Tudo bem,” ele disse. “Eu sei que não é da minha conta, mas ouvi que a mulher nas notícias—Cassandra Smith—é uma amiga próxima sua.”
Kiara franziu a testa. “Senhor, eu sei que meu acordo com a Global Prime Logistics me beneficia mais do que a você. Mas isso é um assunto muito pessoal—”
“Há muitos meses, caso você não saiba, meu filho também foi preso,” Stephen interveio, cortando-a. “E eu entendo que isso é pessoal para você. Eu conheço essa sensação.”
“…” Kiara piscou. “Seu filho foi… preso?”
“Sim. Não saiu nas notícias como este, mas ele foi,” Stephen suspirou. “Não posso dizer que ele era completamente inocente, mas… eu sei o quanto é difícil ver alguém que você ama ser levado embora—e ser impotente para impedir, porque a lei deve ser seguida.”
Ele se aproximou e deu um firme tapa no ombro dela. “Não sei se posso ajudar, mas eu vou tentar. Vou fazer algumas ligações. Apenas não espere muito imediatamente.”
“Você deve descansar,” ele acrescentou, notando o quão pálida ela parecia. “Vou ligar se ouvir alguma coisa. Por enquanto, se alguém oferecer ajuda em troca de um favor, não caia na cilada.”
Quer isso fosse ou não a mesma situação que ele enfrentou, não fazia mal deixar claro.
“Você fez o seu melhor hoje, Senhorita Kiara,” ele disse com um aceno e um sorriso tímido. “Descanse agora. Então faça o seu melhor novamente amanhã.”
Os cantos dos olhos de Kiara ficaram vermelhos enquanto ela mordia o lábio inferior, tentando conter as lágrimas.
Quem teria pensado?
Que a última pessoa que ela esperava ouvir palavras reconfortantes seria o mesmo incômodo que a vinha perturbando há meses?
“Obrigada,” ela murmurou, soltando um suspiro enquanto Stephen batia em seu ombro novamente.
“Ainda não me agradeça,” ele respondeu, puxando a mão para trás. “Vou tentar ver o que posso fazer. Agradeça-me se eu conseguir ajudar.”